quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mãe

Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Foi a senhora instrumento de Deus
Para que eu fosse trazido ao mundo.
Quando desejou ser mãe
Se dispôs a ser parte de um milagre profundo.

Foi a senhora que sentiu as dores do parto
E o regozijo do privilégio de ter gerado uma nova vida.
Foi contigo que, por um cordão, estive ligado.
O cordão foi cortado. A corrente de amor jamais será rompida.

Foi a senhora que me viu andar,
Foi a senhora que ouviu minha primeira palavrinha;
Por me amar e amar muito! Mesmo quando eu era desengonçado
Era a senhora que me apoiava e achava tudo uma gracinha.

Quando fui para a escola, quando perdi a bola,
Quando perdi o jogo, quando corri da briga para não apanhar.
Em qualquer situação, não importando qual.
Sei que seu colo sempre foi abrigo onde posso me consolar.

Quando falhei me carinhou, mostrou-me seu amor.
Quando errei me corrigiu, mostrou-me seu valor.
Quando pequei me exortou, mostrou-me seu temor.
Quando chorei choraste junto, compreendes minha dor.

Quando eu cantava, tu sorrias; minha alegria te alegra.
Quando eu reclamava, tu me entendias; há coisas que só mãe observa.
Quando passei de ano me abraçou. Parecia que a senhora é que tinha passado.
Precisamos aprender com o exemplo de mãe. Tem autoridade e direito mas, na maior parte do tempo, é serva.

Ainda hoje tua casa é minha casa
Teu colo é meu refúgio onde vou me aquietar.
Teu conselho é lucidez para toda circunstância
Teu amor faz encher os olhos d’água e tem muito a ensinar.

Obrigado por tudo (e este tudo é tão abrangente)
Parabéns por este dia que é justo e devia se repetir mais vezes no ano
Vou te dar parabéns de vez em quando, mesmo não sendo dia das mães
E em cada homenagem quero deixar bem claro que muito muito te amo.