segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

"MILIONÁRIO SECRETO"


              Estimados
                Enquanto no Brasil os programas do tipo reality show nada mais têm a explorar do que o sensualismo explícito das relações dos participantes, no Reino Unido fez grande sucesso um outro tipo de reality show : chama-se The Secret Millionaire (O Milionário Secreto). O primeiro episódio foi ao ar oito anos atrás, numa rede pública de televisão; hoje, o modelo foi ‘copiado’ em outros países de fala inglesa. De que consiste? A produção do seriado seleciona um dos milionários do país para participar de um episódio de vida real; ele (ou ela) deixa sua mansão, sua vida regalada, se infiltra de modo incógnito no meio de um segmento pobre da comunidade, ou de uma entidade, vivendo a vida dela. Ao final de uma semana (ou mais) revela-se, doando uma significante quantia de sua fortuna para beneficiar aquela comunidade ou entidade.
                Desse modo, cerca de 70 milionários britânicos já se infiltraram em instituições de idosos, em sociedade de recuperação de químico-dependentes, em grupos de voluntários para assistência comunitária, em clínicas de enfermos desenganados ou terminais, em agências de recolocação em trabalho, e assim por diante. Com isto, certa mãe de uma filha acidentada e paraplégica recebeu ajuda financeira para assistência à filha; um casal em que a esposa é cancerosa, recebeu ajuda para uma sobrevivência mais digna; uma turma de adolescentes, que se reunia algumas noites por semana para evitar as ruas, sob a condução de voluntários da sociedade, recebeu recurso para investir em suas atividades de inserção social; uma entidade de acolhimento de crianças sem pais, privada de recursos governamentais, recebeu recursos para estender sua sobrevivência; e muitos outros casos foram se sucedendo.
                Só mesmo vendo a reação das pessoas, com sua incredulidade e surpresa, ao receberem cheques gordos, de milhares de Libras Esterlinas, de uma pessoa que, por sete a quatorze dias antes se passava como mero voluntário comum no seu meio, um colega de serviço voluntário... Um desses milionários não escondeu a dificuldade que teve em enfrentar o cuidado com idosos, com suas necessidades peculiares (inclusive fisiológicas, descontroladas); por exemplo, limpeza de banheiro, ou mesmo limpeza corporal de uma quantidade de idosos que nem mais consegue chegar ao banheiro. Em vários casos, protagonistas acabaram testemunhando a descoberta de um horizonte da existência que, no recôndito de seus gabinetes e mansões, nem tomava parte em suas cogitações; mas, uma ou duas semanas imergindo em um mundo diferente e carente, vivendo como um dos participantes ou assistentes, mudou suas vidas para sempre. Vários deles retornaram àquelas cidades pobres, às instituições carentes, porque suas almas ficaram para sempre ligadas com vidas dependentes, agora familiares.
                São episódios muito curiosos. E eu tenho um episódio histórico, factual, ainda muito mais curioso e atraente para retratar. Muito provavelmente não conseguirei atrair uma agência de promoções e eventos, ou uma rede internacional de TV, para retratar a história. Trata-se de um voluntário, “milionário” em certo sentido da palavra (toda a prata e todo o ouro do universo lhe pertencem), que também deixou um palácio (o palácio celestial) para ‘infiltrar-se’ no meio dessa raça degenerada e miserável (a raça humana, caída, pecadora), tornando-se como um de nós; ao final de sua jornada ‘fora de casa’, acabou por deixar muito mais que um cheque gordo aos miseráveis no meio dos quais veio temporariamente viver. Ele simplesmente renunciou ao esplendor de sua glória, para assumir lugar entre nós, natureza tal como a nossa (exceto quanto ao pecado), e propiciar uma conexão definitiva de sua alma com a nossa.  E deixou um prêmio de herança, que vale uma mansão celestial, onde ninguém vai pagar aluguel, e de onde ninguém jamais vai desejar sair. E ele mesmo garante o resgate desse prêmio, ofertado por meio de sua própria vida, quando de sua estada entre nós (foi bem mais que uma semana). Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2.5-11, ARA).
                Neste próximo ano, daqui alguns dias, te encorajo a pensar nisto: Jesus Cristo, o dono de todas as riquezas eternas da divindade, deixou o lugar celestial de glória, e se ‘infiltrou’ entre nós, como um de nós, para proporcionar um bilhete de passagem para a eternidade paradisíaca do céu – o Seu presente de Natal! Enquanto muitos pensarão em presentes, “muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”, pense nisto: há uma única possibilidade de tirar proveito da passagem transitória daquele “milionário secreto” singular (nem tão secreto assim, mas de procedência celestial, divina) neste mundo. E essa oportunidade só é disponível enquanto aqui estamos. Pensar nos episódios dos “milionários secretos” da tevê inglesa, já trará uma interessante analogia; conhecer a verdadeira história, contada no Livro de Deus, será muito melhor; fazer da vida pessoal o lugar de sua hospedagem e moradia permanente, à semelhança das instituições que receberam o milionário voluntário, será o melhor presente!



Hudson Taylor e a China

     
          James Hudson Taylor (1832 –1905)  foi missionário cristão por quase 52 anos, fundador da Missão ao Interior da China (CIM - China Inland Mission, hoje OMF International – Overseas Missionary Fellowship International).
                Nasceu em Barsley, Inglaterra, filho de pais metodistas. Antes de seu nascimento, seus pais o consagraram a Cristo, por ser o esperado primogênito; o pai de Hudson tinha forte impressão da ordem vétero-testamentária, quanto à consagração dos primogênitos. Quando criança, sempre tinha o pai e a mãe a orar consigo, além dos outros quatro irmãos. No entanto, na adolescência (tinha que ser) distanciou-se dos valores do evangelho. Ele mesmo chegou a confessar-se um cético. Reconciliou-se na fé cristã aos 17 anos (1849), vindo a professar sua fé. As orações paternas, intensas da parte de sua mãe, tiveram ‘eco’ no céu. A semente plantada pelo ministério dos pais reviveu fortemente! Assim ele relata:
"Lembro-me bem da ocasião, quando, com gozo no coração, derramei a alma perante Deus,
repentinamente, confessando-me grato e cheio de amor porque Ele tinha feito tudo - salvando-me quando eu não tinha mais esperança, nem queria a salvação. Supliquei-lhe que me concedesse uma obra para fazer, como expressão do meu amor e gratidão, algo que envolvesse abnegação, fosse o que fosse; algo para agradar a quem fizera tanto para mim. Lembro-me de como, sem reserva, consagrei tudo, colocando a minha própria pessoa, a minha vida, os amigos, tudo sobre o altar. Com a certeza de que a oferta fora aceita, a presença de Deus se tornou verdadeiramente real e preciosa. Pros­trei-me em terra perante Ele, humilhado e cheio de indizível gozo. Para que serviço fora aceito eu não sabia. Mas fui possuído de uma certeza tão profunda de não pertencer mais a mim mesmo, que esse entendimento, depois dominou toda a minha vida".
                No mesmo ano de 1849 consagrou-se ao trabalho missionário, já tendo a China em vista. Uma leitura sobre aquele país asiático o convenceu, levando-o ao estudo do mandarim. Preparou-se também submetendo-se ao curso de medicina, que não completou. À sua própria noiva escreveu as seguintes palavras:
"Imagina, centenas de milhões de almas sem Deus, sem esperança, na China! Parece incrível; milhões de pessoas morrem dentro de um ano sem qualquer conforto do Evangelho!... Quase ninguém liga importância à China, onde habita cerca da quarta parte da raça humana... Ora por mim, querida Amélia, pedindo ao Senhor que me dê mais da mente de Cristo... Eu oro no armazém, na estrebaria, em qualquer canto onde posso estar sozinho com Deus. E ele me concede tempos gloriosos... Não é justo esperar que você... (a noiva de Hudson) vá comigo para morrer no estrangeiro. Sinto profundamente deixá-la, mas meu Pai sabe qual é a melhor coisa e não me negará coisa alguma que seja boa..."
                Em Setembro de 1853, embarcou para Shangai, onde chegou em 1º de Março de 1854. seus relatos da viagem dão conta de um evidente e grande contraste com as viagens internacionais contemporâneas, sejam pelo mar ou, principalmente, pelo ar. Quase se assemelham ao relato de Atos 27... Em vez dos esperados quarenta dias de viagem, quatro vezes mais. Aos vinte e um anos de idade, lá estava Hudson Taylor, no território de sua missão. Em três meses, distribuiu 1800 Novos Testamentos e evangelhos, além de mais de dois mil livros. Só em 1855, oito viagens ao interior da China. Para melhor identificar-se com o povo, resolveu raspar a cabeça como chineses, deixando a trança posterior, e vestir-se como chineses.
                Ao casar-se com uma missionária que estava no país em 1858 (Mary Dyer), fez do seu próprio lar a primeira  sede da Missão do Interior da China. Cinco filhos lhes nasceram. Por causa da deterioração da saúde, voltou à Inglaterra, onde os médicos lhe disseram que, se quisesse viver, não voltasse à China. No entanto, não foi o risco da missão, e sim o veto médico à missão, que lhe pareceu verdadeira ‘sentença de morte’. Lembrou-se de que, a cada mês, eram um milhão de chineses a morrer; e, morrer sem Cristo. Mesmo na Inglaterra, só trabalhava pela missão; tanto, que somente depois de vinte dias pôde abraçar seus familiares. Ao falar em auditórios, lembrava sempre Provérbios 24.11.

                Não mais suportando o grande incômodo pelas almas a perecer naquele país-continente, embarcou novamente, em 1865, com toda a sua família e mais vinte e quatro novos obreiros. Seu alvo era  alcançar as onze províncias chinesas ainda não alcançadas por nenhum cristão. Uma nova viagem  extremamente difícil e perigosa, de quatro meses. O primeiro culto, em 1867, durou quatro horas, incluindo oração e jejum. Poucos dias depois, o Senhor levava à Sua presença celestial a filha de oito anos do missionário. No ano seguinte, a cólera ceifou também sua esposa e outro filho. O relato de quem assistiu o diálogo entre Hudson Taylor e sua moribunda esposa é tangente.  Para acentuar as adversidades, um acidente lhe feriu a coluna, e quase permaneceu paralítico. Foi um tempo de intensas intercessões pela China, e pelos missionários naquele país. Além das orações, era a Palavra de Deus o instrumento da companhia divina diária, tal como expressa na última oração de sua primeira esposa. Um dia, certa pessoa lhe questionou o assunto da próxima prédica; ao responder que ainda não sabia, porque ainda não tinha tido tempo para esse mister, o inquiridor lhe criticou como se nada mais tivesse que fazer, senão descansar.
- Irmão, não conheço o que seja descansar. - foi a resposta branda de Hudson Taylor; quando não estava orando, estava meditando na Palavra;  quando não fazia uma das duas coisas, estava em trabalhos pela missão.
                Entre 1888 e 1889, Taylor visitou o Canadá, os Estados Unidos e a Suécia. Como resultado, a Missão ao Interior da China teve grande impulso. Os novos missionários eram estimulados pelo exemplo daquele homem que amou os perdidos, amou a China. A colheita aumentava o número de crentes. Mas, a revolução dos Boxers, no ano de 1900, dizimou os crentes. Não apenas crentes – também cinquenta e oito missionários da missão.
                Hudson Taylor, com a sua esposa, estavam novamente na Inglaterra, quando começaram a chegar telegrama após telegrama avisando-os dos horripilantes acontecimentos na China; aquele coração que tanto amava a cada missionário, quase cessou de pulsar. Acerca desse acontecimento assim se manifestou: "Não sei ler, não sei pensar, nem mesmo sei orar, mas sei confiar."
                Estando na Inglaterra, eis o que registrou pela carta que recebeu de duas missionárias, escrita um dia antes de sua morte pelos revoltosos:
"Oh! Que gozo de sair de tal motim de pessoas enfurecidas para estar na Sua presença, para ver o Seu sorriso! Elas agora não estão arrependidas. Têm a imperecível coroa! Andam com Cristo em vestes brancas, porque são dignas".
                Após o falecimento de sua segunda esposa, Hudson Taylor decidiu que lhe importava voltar à China. Em 17 de abril de 1905 embarcou. Seu filho, médico, e sua nora, acompanharam. Em sua última viagem, visitou o cemitério onde estão gravados os nomes de quatro filhos e o da primeira esposa. E foi assim, em meio ao derradeiro trajeto da viagem missionária, que Hudson Taylor se deparou com a última milha da jornada. Era 3 de junho de 1905, na cidade chinesa de Chang-sha. Na cidade de Chin-Kiang, à beira do grande rio, foi sepultado  o corpo do missionário, que deu a sua vida – que durou até os setenta e três - pela China. Crianças chinesas cantaram em seu sepultamento, numa cerimônia em que, por força de expressão poética, deve ter paralisado as hostes celestiais, para assistir. Cinquenta e dois anos  haviam se passado desde o atendimento à ‘convocação’. A CIM (OMF) deixou um legado: 800 missionários enviados à China, quase três centenas de estações missionárias presentes em todas as províncias, 125 escolas e a conversão milhares de pessoas. Tombou o pioneiro, antes do levante comunista que sujeitou o país.
                Dele, disse Ruth Tucker:
“Nenhum outro missionário, em dezenove séculos, desde os dias do Apóstolo Paulo, teve visão mais ampla, ou desenvolveu plano de evangelização mais sistematizado em área geográfica estrangeira tão extensa, quanto Hudson Taylor”

[From Jerusalem to Irian Jaya A Biographical History of Christian Missions. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 1983]. – Colaboração do Rev. Ulisses Horta Simões.




Boletim Informativo de Janeiro de 2015 da Igreja Presbiteriana de Nova Era - MG



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ÁudioBíblia Infantil – Vol. 2 – Novo Testamento - A História do Bom Pastor

Ouça uma das historinhas para crianças do nosso projeto ÀUDIOBÍBLIA Infantil. Essa é a faixa 11 das historinhas do Novo Testamento.
As Historinhas do Velho Testamento já estão em CD que pode ser comprado conosco pelo valor de R$ 5,oo. Um bom presente de Natal.



Contacte-nos pelo Facebook, ou pelos telefones: (31) 3861-5325 (fixo), 8714-0708 (Oi), 9855-7888 (Vivo), 8609-3327 (Oi), 9138-2587 (TIM), 8442-4988 (Claro).


Título – A História do Bom Pastor
Artista – Rev. Juba
Álbum – ÁudioBíblia Infantil – Vol. 2 – Novo Testamento

Ano – 2014
Faixa – 11

terça-feira, 21 de outubro de 2014

9 Coisas Simples Que Ótimos Oradores Sempre Fazem

Confira as dicas de Boris Veldhuijzen van Zanten, fundador do TwitterCounter e The Next Web, sobre o que sempre fazer para suas palestras não serem esquecidas

            1. Reforce quem você é. Ao iniciar sua apresentação, é bom que o público entenda um pouco sobre você e porque você é a melhor pessoa para estar ali. Isso ajudará às pessoas a encararem sua fala com maior naturalidade e aceitação.
            2. Facilite para que todos o encontrem. Geralmente, as apresentações terminam com um slide contendo o contato do apresentador. Porém, esse slide fica no ar por pouco mais de um segundo, antes do projetor ser desligado e o público possa sequer pensar em anotar o e-mail do palestrante. A dica é sempre iniciar e terminar sua apresentação de slides com seus contatos, além de deixar a tela um tempo a mais no ar.
            3. Compartilhe histórias reais. As melhores apresentações são aquelas que não se parecem com apresentações; são histórias contadas por pessoas com experiências maravilhosas. Quando você precisa explicar algo para a audiência, procure traduzir isso em uma história, piada ou anedota. Se aconteceu com você ou é engraçada, melhor ainda!
            4. Entretenha tanto quanto informe. Parte do seu trabalho como falante é entreter a sua audiência.  É o momento de pausa que aquelas pessoas tiraram para prestar atenção em você, e nada mais lógico do que oferecer à elas um pouco de diversão.  Afinal, todos escutarão mais atentamente o que você diz quando se não estiverem entediados.
            5. Controle o tempo. Quando você está falando, também está pegando emprestado o tempo do seu público. Esse tempo foi um investimento que aquelas pessoas fizeram em você,  então faça bom uso disso. Se você tem disponível 30 minutos, use apenas 25 minutos para a sua fala. Assim, a audiência vai sentir que fez um bom investimento e terá algum tempo livre para debater questões com você. Quanto mais perguntas feitas ao final de sua fala, melhor foi sua apresentação.
            6. Providencie algo que a audiência possa levar para casa. É útil fornecer para seus ouvintes uma lição para que eles possam aplicar imediatamente quando chegarem em casa. Inspiração é sempre uma boa opção, mas é muito melhor se você tem algo tangível para oferecer a sua audiência.
            7. Sinta-se livre para repetir. Naturalmente pensamos que todo mundo na plateia está prestando atenção a tudo que é dito.  Mas, na verdade, as pessoas escutam apenas 30% do que você fala e elas estão constantemente traduzindo as informações para suas próprias perspectivas. É por isso que não é ruim repetir a mesma fala algumas vezes se você quer que isso realmente fixe no seu público.
            8. Ajude a audiência a lembrar de pelo menos uma coisa.  É muito fácil sobrecarregar a audiência com informações. Você precisa entender que muita gente não absorve um grande número de informações e que a sua palestra pode ser uma entre tantas outras. Pense: se 10% das pessoas na audiência realmente escutarem o que você falou e conseguirem se lembrar de um ou dois pontos-chave no seu discurso, então você se saiu bem.
            9. Realmente se conecte com seu público. Não importa o tamanho da multidão, o seu objetivo é fazer com que todas as pessoas na audiência sintam que você está falando com elas pessoalmente. Tente fazer contato visual direto com o maior número possível de pessoas, sorria e até acene para alguns dele. Quando você olha para o centro de uma multidão com 50 indivíduos e lentamente escaneia todos os outros, cada um deles vai sentir que você está falando diretamente com ele. É sempre bom lembrar, em todo caso, que você pode estar falando para uma multidão, mas na verdade está conversando com indivíduos únicos.
Resumindo
            Seja pessoal, fale de experiências, sinta-se livre para entreter tanto quanto informar, seja prático, estabeleça uma conexão com a audiência e nunca esqueça que se sua fala for curta, é melhor do que longa demais.
            O seu principal objetivo é contar uma história que irá inspirar a audiência e fará com que eles compartilhem a experiência com outros.


10 Coisas Que Grandes Oradores Nunca Dizem em Palestras

Planejamento é a chave para não criar momentos desconfortáveis e manter a atenção da plateia

            É muito mais fácil perder a atenção de uma audiência em poucos minutos do que ganhá-la. Como os grandes oradores agem, então, para serem realmente ouvidos? Boris Veldhuijzen van Zanten, empreendedor e fundador do Twitter Counter e do The Next Web, compartilhou no site Inc dez frases que nunca devem ser ditas nos primeiros momentos de uma apresentação, se você quer manter a atenção de seus ouvintes.
1. “Estou cansado / de “ressaca”/ confuso pelo fuso-horário”
            Uma em cinco palestras começam com alguma desculpa: “eles só me convidaram ontem” ou “estou cansado da viagem”. A audiência não quer saber disso, mas deseja que você dê o seu melhor. Se você não pode se esforçar para isso, não aceite dar a palestra. Mas se estiver disposto, deixe de lado o cansaço, vá lá e arrase!
2. “Vocês podem me ouvir? Sim, podem!”
            Começar uma palestra dando tapinhas para testar o microfone e perguntar à plateia se está sendo ouvido é comum, mas sempre estranho. Não é responsabilidade do palestrante checar o áudio, há pessoas para fazê-lo (e se não houverem, teste o volume com antecedência). Se você começar a falar e sentir que o microfone não está funcionando, mantenha a calma, e discretamente peça para que o problema seja resolvido. Não é necessário gritar do palco ou parecer desconfortável. Fique calmo e espere a solução, se for o caso.
3. “Não consigo ver vocês porque as luzes estão muito fortes”
            Sim, no palco as luzes são fortes, quentes e é difícil enxergar as pessoas, mas elas não precisam saber disso. Olhe para a audiência (mesmo sem distinguir a plateia) e sorria frequentemente. Se quiser interagir melhor, não tenha medo de descer do palco e se aproximar das pessoas. Ao invés de cobrir os olhos para enxergá-las, converse com o responsáveis pela iluminação, antes da palestra, pra que eles acendam as luzes do local se você quiser fazer perguntas ou contar mãos levantadas e coisas do tipo. Planejamento é a chave para não criar momentos desconfortáveis.
4. “Voltarei a falar disso depois”
            Se a plateia se mostrar interessada e quiser interagir, não se prenda aos slides e à ordem em que você abordará os assuntos. Se alguém levantar a mão e fizer uma pergunta, por exemplo, responda naquele momento, mesmo que você fosse falar do assunto depois. Elogie quem fizer isso e incentive o resto da audiência a fazer o mesmo. Não perca a chance de explorar pessoas dispostas a aprender! Não deixe nada para depois.
5. “Vocês conseguem ler isto?”
            Para não correr o risco de fazer a plateia apertar os olhos, use a regra comum: saiba qual será a média de idade do público a quem você vai se dirigir e dobre este valor para estabelecer o tamanho da fonte dos slides. Por exemplo, se a média será de 40 anos de idade, use uma fonte tamanho 80 pontos. Mesmo que em cada slide caiba pouco conteúdo, será melhor, pois a apresentação ficará mais dinâmica.
6. “Deixe-me ler isso para vocês”
            Nunca, nunca, nunca coloque tanto texto em um slide que as pessoas tenham que gastar tempo lendo aquilo. Esta é a “melhor” maneira de fazer a audiência se dispersar. O raciocínio é simples: se as pessoas tiverem que ler algo, elas vão ter que parar de ouvir o que você está dizendo. Por isso, faça slides curtos, com palavras-chave, as quais você desenvolverá, sem ler. Se quiser levar uma frase à audiência, decore e recite. Se for realmente necessário ter a frase no slide, avise que todos devem ler e dê cerca de 10 segundos de silêncio para este fim. Seja como for, não leia slides!
7. “Desligue seu celular/laptop/tablet”
            Houve um tempo em que você poderia pedir isso da audiência. Não mais. Hoje em dias as pessoas tuítam suas frases e fazem anotações em seus tablets e smartphones. Ou, jogam paciência e navegam pelo Facebook. Você pode pedir que todos os aparelhos sejam colocados no silencioso, mas só isso. Será sua responsabilidade fazer uma apresentação tão incrível e interessante que as pessoas queiram dedicar total atenção a ela. Pedir atenção não funciona, é preciso ganhá-la.
8. “Você não precisa anotar nada ou tirar fotos; a apresentação estará disponível online depois”
            É uma boa opção disponibilizar o material da palestra para os ouvintes, mas não os restrinja. Algumas pessoas gostam de escrever para memorizar o que ouviram ou são inspiradas de tal forma que precisam registrar as ideias que estão tendo através da palestra. Portanto, deixe os ouvintes livres para utilizar os recursos que melhor complementam suas necessidades.
9. “Deixe-me responder essa questão”
            É importante responder perguntas imediatamente, como já dissemos, mas quando alguém faz uma pergunta, muitas vezes as outras pessoas não ouviram. Antes de entrar na resposta, então, repita a pergunta para toda a plateia. Além de manter todos interessados, este hábito dá a você um pouco mais de tempo para desenvolver a resposta.
10. “Serei rápido”
            Esta é uma promessa que ninguém cumpre, mas inicia muitas palestras. É importante lembrar, porém, que a duração da apresentação não é o mais importante para a plateia, afinal eles já investiram aquele tempo, e querem ser inspirados e aprender com o que você tem a dizer. Escolha começar com uma frase mais impactante ao invés de uma promessa que você quebrará.
            Dica bônus: “Meu tempo acabou? Mas eu ainda tenho 23 slides!”
            Se você veio despreparado e precisa de mais tempo do que está disponível, então você fez besteira. É necessário praticar a apresentação e adaptá-la ao tempo que você recebe. Se possível, e melhor ainda, é terminar cinco minutos antes e abrir para perguntas. Conclusão: venha preparado, seja você mesmo e mantenha o profissionalismo. A plateia vai gostar de você por ser claro, objetivo, sério e não desperdiçar seu tempo.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

11-10-2014 - Dia das Crianças no Bairro Sta Maria, em Nova Era - MG



11-10-2014 - Dia das crianças no Sta Maria


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01-10-2014 - Visita da Executiva do PALT na Igreja Presbiteriana de Nova Era - MG

Visita da Comissão Executiva do presbitério das Alterosas à Igreja presbiteriana de Nova Era - MG.



01-10-2014 - Visita da Executiva do PALT na IPNE


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28-09-2014 - Investidura do sr Silverio ao Presbiterato na Igreja presbiteriana de Nova Era - MG



28-09-2014 - Investidura do sr silverio ao presbiterato


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27-09-2014 - Rev Juba Prega na Batista Renovada de Dionísio - MG



27-09-2014 - Rev Juba Prega na Batista Renovada de Dionísio


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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

PRONUNCIAMENTO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS HISTÓRICAS SOBRE AS ELEIÇÕES GERAIS DO BRASIL - 2014




PRONUNCIAMENTO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS HISTÓRICAS SOBRE AS ELEIÇÕES GERAIS DO BRASIL - 2014


As igrejas evangélicas históricas do Brasil, em virtude da realização das eleições gerais em 5 de outubro (1o turno) e em 26 de outubro (2o turno) e considerando o papel de seus membros no exercício pleno da cidadania, bem como o comprometimento dessas igrejas com o Estado democrático de direito e o seu reconhecimento e apoio às instituições democráticas, expressas nos Poderes constituídos da República, vêm junto a seus membros e à sociedade brasileira em geral fazer o seguinte
PRONUNCIAMENTO:


1. Nenhum sistema ideológico de interpretação da realidade social, inclusive em termos políticos, pode ser aceito como infalível ou final nem é capaz de interpretar os conceitos bíblicos da história e do reino de Deus, no entanto, cremos que Deus, Senhor da história, realiza a Sua vontade de várias maneiras, inclusive por meio da ação política;

2. As eleições são parte do processo de busca permanente de equidade social,  de garantia dos direitos fundamentais à pessoa humana, de vivência ética e comunitária, às quais estimulamos o protagonismo de homens e mulheres cristãos, comprometidos com os valores do Evangelho de Cristo;

3. A democracia é um valor universal, bem como o governo representativo dela decorrente e a sociedade democrática pressupõe pluralidade de ideias e a livre expressão do pensamento político, alternância do poder, em forma republicana de participação popular;

4. Os chamados mensalões, julgados e ainda não julgados pelo STF, expuseram, na esfera partidária, a dualidade de forças políticas de matizes ideológicas distintas, que se digladiam eleitoralmente, visando o acesso ao poder, mas revelam a fragilidade dos partidos majoritários na elaboração de suas amplas alianças partidárias que, em muitos casos, não são de natureza político-ideológica, mas se constituem em verdadeiro fisiologismo;

5. O sistema de financiamento de campanhas admitido no Brasil é perverso, indutor e retroalimentador da corrupção e termina por eleger, majoritariamente, verdadeiros representantes do poder econômico e não dos interesses da maioria da população;

6. O atual sistema político reflete partidos políticos que não têm identidade e realizam alianças que não fidelizam ideais, mas denunciam conveniências e interesses corporativistas. De igual modo, o modelo presidencialista de coalizão compromete a ética e a democracia cujos pressupostos são a fiscalização e a alternância no poder;

7. Candidatos/as frutos de estratégias de marketing e alianças comprometedoras não são dignos de voto;

8. Ninguém deve receber voto simplesmente por expressar a fé evangélica, antes, deve-se recordar que “a fé, se não tiver obras, por si só estará morta” (Tg 2.1). Entretanto candidatos e partidos que defendem em seus programas posições que se oponham a valores cristãos tais como justiça e paz; integridade da vida e da criação; preservação da família; honestidade e respeito ao bem público não podem merecer nosso voto.

9. O processo político não se esgota com as eleições e os valores da cidadania, marcados por gestões públicas transparentes e probas, têm correspondência na vida de integridade cotidiana de cada cidadão e cidadã brasileira, na participação, nas reivindicações e na projeção de ações que visem o bem comum. 

10. Repudiamos o “voto de cabresto”; o chamado “curral eleitoral”, bem como a troca do voto por favores sejam pessoais ou coletivos, exortando seus integrantes a exercerem o direito do voto de maneira consciente e bem fundamentado cientes da delegação de poder que o sufrágio nas urnas confere aos eleitos.

Conclamamos o povo de Deus que se reúne em nossas igrejas à participação na escolha das futuras lideranças: Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais e, para isso, também o convocamos à oração e à reflexão, que possam nos orientar para que nossas escolhas se traduzam no bem comum de todos os brasileiros e brasileiras.

Fonte: http://www.genizahvirtual.com/2014/10/igrejas-evangelicas-historicas-fazem.html


terça-feira, 23 de setembro de 2014

CD ÁudioBíblia Infantil - Vol. 1 - Antigo Testamento - Vem aí.

EM BREVE!!!!!!!
O CD com histórias Bíblicas infantis que é um sucesso entre as mamães e bebês do WhatsApp. Reserve já o seu com Juberto e/ou Glêdes Gsc Rocha. #ÁudioBíbliaInfantil









segunda-feira, 8 de setembro de 2014

07-09-2014 - Culto e Santa Ceia na Igreja Presbiteriana de Nova Era - MG






07-09-2014 - Culto e Santa Ceia na IP Nova Era



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Lya Luft e a banalização da linguagem


Aulas de mediocridade

            A velha história: a gente pensa que viu tudo, mas novamente um desses choques que me fazem pensar num engano, não pode ser, vou ler de novo. Era verdade: um projeto já em execução, financiado em parte pelo Ministério da Cultura, banca a edição de centenas de milhares de livros de autores clássicos brasileiros "facilitados", começando com Machado de Assis. Facilitados para quem? Para o leitor ignorante, é claro, despossuído da inteligência necessária ou da necessária educação para ler esse autor, o primeiro a sofrer tão abominável mutilação. Troca de vocábulos e talvez frases inteiras, em suma, reescrevem Machado; portanto, o que for lido não será ele. Inútil trabalho, gasto inútil, logro do leitor, o livro não será de Machado de Assis.
             Volto, pois, ao meu velho tema: a mediocrização paulatina e permanente de tantos setores do Brasil. Desta vez, em lugar de elevar o nível do nosso ensino, em todos os graus, há um triste esforço para reduzir tudo ao mais elementar, ao mais primário. Alunos saem das primeiras séries muitas vezes sem saber ler nem escrever direito; assim passam pelo 2º grau, em que é preciso esforço para ser reprovado. Acho que nem se usa mais esse termo, para não traumatizar os alunos com bobagens como essa; aliás, eliminam-se punições inclusive nos casos mais sérios, reprovações, até mesmo notas. Tudo transcorre de mansinho, com alunos iludidos, pais e professores perplexos, e a ideia de que a vida deve ser um jardim de infância.
             Alguns chegam à universidade via Enem, sempre confuso, via cotas de toda sorte que considero humilhantes e irreais, pois reforçam o preconceito: você tem preferência não por ter estudado, por ter preparo, mas por sua raça, sua origem, seu nível econômico. Por ter lido um falso autor brasileiro clássico?
             Jovens universitários não conhecem ortografia, e pior: não conseguem exprimir com simplicidade e correção seus pensamentos porque em geral nem os têm. Desabituados à argumentação e ao questionamento, ao esforço por aprender, a horas e horas em cima dos livros (desabituados de livros, aliás) ou de reais pesquisas na internet quando têm computador (não se iludam quanto à posse generalizada de notebooks), jovens entram e saem da universidade com quase igual despreparo. Os bons alunos se queixam do baixo nível, da falta de professores, de material, de instalações adequadas. Os outros, sem culpa alguma pelos erros do sistema, acabam exercendo sua profissão do jeito que conseguem. Doentes mal diagnosticados e erradamente tratados, construções rachadas e erodidas, estradas mal asfaltadas, pesquisas frustradas, e frustração dos outros que, por esforço e muito estudo, procuram níveis de excelência para si e para o país.
             É impossível uma pessoa simples ouvir e apreciar um concerto de música clássica? Engano. Pode não conhecer a biografia do compositor, o uso dos instrumentos, a elaboração das partituras, mas a música a atingirá porque os simples têm emoções, delicadeza, sentimento e gosto pelo belo. Pessoas simples, ou jovens, até crianças, conseguem de maneira surpreendente curtir bons quadros e esculturas, mesmo sem ser especialistas em artes. Não é preciso conhecer teoria para enxergar beleza, harmonia ou qualquer sugestão de um objeto de arte: a arte pode ser democrática sem ser distorcida ou facilitada. Para ler um romance de Machado, não é preciso ser um gênio nem é necessário traduzir os termos ou frases mais difíceis para um linguajar coloquial: basta colocar no fim do livro, como já vi ser feito, um conjunto de verbetes explicando os termos menos usados, como num minúsculo dicionário. O leitor aprende, cresce, instrui-se, e, mesmo que não vire leitor dos clássicos, terá uma ideia do que o país já produziu nesse sentido.
             Mas não damos ao nosso aluno esse privilégio: se for possível, se tal projeto já aprovado e financiado pelo Ministério da Cultura se afirmar, o culto à mediocridade, que impera, vai ter feito mais um gol de vitória. Mas, afinal, é a Copa.


Lya Luft é escritora, colunista da Revista Veja. O artigo acima foi publicado na Revista Veja, edição 2374, de 21 de maio de 2014