sábado, 27 de fevereiro de 2010

Relato de uma jovem traida pela ilusão do mundo

Eu era uma jovem 'sarada', criada em uma excelente família de classe média alta Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem e melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.
Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo.
Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava.
Estudava no melhor colégio de 'Floripa', Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés.
Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no 'Bude', famoso barzinho na Rua XV. À noite fomos ao 'PROEB' e no 'Pavilhão Galego' tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira''.
Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia e OKTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP.
Que sensação legal curti a noite inteira 'doidona', beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os 'meganha', porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os otários' não percebiam.
Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase 'vomitei as tripas', mas o meu grito de liberdade estava dado.
No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram um ap' no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30 h da manhã fomos ao 'ap' dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado 'Cigarro de Maconha', que me ofereceram.
No começo resisti, mas chamaram a gente de 'Catarina careta', mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.
O garoto mais velho da turma o 'Marcos', fazia carreirinha e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me,mas não tive coragem naquele dia.
Retornamos a 'Floripa' mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino 'DRUGS'.
Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.
Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria.
Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada um cedia para diluir o pó.
No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a 'branca' a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no minimo 5 doses diárias.
Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus 'novos amigos'. Às vezes a gente conseguia o 'extasy', dançávamos nos 'Points' a noite inteira e depois... farra!
O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida...
Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas...
Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem.
Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando.
Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação.
Meus pais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar reverter o quadro.
Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.
Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família,amigos,pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo.
Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca...
Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.

OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e faleceu 14 horas mais tarde, após relatar esta carta, de parada cardíaca-respiratória em conseqüência da AIDS.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nós

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.

Nossa Crianças Estão Com as Mãos na Obra. E VOCÊ?

Veja o que escreveram nossas crianças para falarem nas reuniões de oração em fevereiro. Elas dirigiram com muita autoridade e zelo.


A Ovelha Perdida
Reunião de oração – 02/02/2010
Ler em Lucas 15. 3-7
1- Se o pastor perdeu uma ovelha, ele deixa as outras e vai procurar a perdida.
2- Algumas pessoas acham que Deus é assim: “Ah, se aquela pessoa se perdeu eu não vou procurar ela não.” Mas Deus é assim: “Ele preocupa com as pessoas e vai procurá-las.”
3- Se uma pessoa se perder, nós devemos ir procurar; ela voltando há festa no céu.
Tirza Sperber Rocha (na época com 6 anos)


O Bife Maior É Meu
Reunião de oração – 01/02/2010
(Mt 20:26-28)
No Reino de Deus, o maior é aquele que não busca para si as melhores coisas.
Temos que aprender a abrir mão do nosso conforto e do nosso prazer para ajudar o nosso próximo, para levar a Palavra de Deus aos que não a conhecem.
Temos que aprender a colocar tudo o que Deus nos dá (casa, carro, brinquedos, roupa, saúde, força, e inteligência) a serviço do Senhor.Tudo para que o nome dEle seja conhecido e glorificado.
Temos que aprender a não querer para nós o maior pedaço do bife, mas a dividir o nosso pedaço de bife com quem não tem.
Temos que aprender a deixar que Deus brilhe através de nós no lugar de queremos brilhar mais do que os outros.
O maior no Reino de Deus é aquele que aprendeu que quanto menos ele pode é que Deus aparece e faz o que é melhor por ele.
O maior é aquele que em vez de correr atrás de seus interesses, aprendeu a confiar e esperar a vontade de Deus que é boa , agradável e perfeita.
Precisamos ser obedientes a Deus, humilhar-nos diante dEle e sermos servos uns dos outros.
Leiamos Filipenses 2. 3 "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmos." e l Pedro 5. 6 "Humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus para Ele os exalte no tempo devido".
Vamos orar, humilhar-nos diante do Senhor e pedir que nossas orações sejam ouvidas.
Kamilla Vitória dos Santos (10 anos)


Xô Preguiça!
Reunião de oração – 04/02/2010
Texto base: Provérbios 6. 6-8
“Vai ter com a formiga, o preguiçoso, considera seus caminhos e sê sábio.
Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio prepara seu pão, na sega ajunta seu mantimento.”
Preguiçoso, aprenda com as formigas. Elas não têm chefe, nem governador, mas trabalham para quando o inverno chegar, terem o que comer.
Preguiçoso, até quando vai ficar deitado na cama na hora de ir para a Igreja dizendo:
- “Ah, como estou com preguiça hoje! Não vou a Igreja” (Na hora de ir para a escola dominical sempre acontece).
- “Ah, eu não vou ao culto hoje porque vou acordar cedo amanhã para fazer um trabalho de escola”. (Podia ter feito esse trabalho antes! Temos o dia todo para fazer as coisas, mas temos que fazê-las justo na hora de sair para servir ao Senhor, na hora de ir para a Igreja).
As formigas vivem cerca de 50 dias, e, durante esses dias elas trabalham unidas, sem preguiça para não faltar alimento nos tempos difíceis, e sem explorar uma a outra.
Nós devemos ser as formigas do SENHOR. Devemos estar sempre unidas, trabalhar juntos na SUA obra, orar uns pelos outros, ajudar uns aos outros, para quando chegar os momentos difíceis, estarmos fortalecidos.
Quando você estiver com preguiça de ir a Igreja, ou participar de algum trabalho, ore a DEUS e peça-o para tirar a preguiça de você; porque nós servimos a DEUS por AMOR, não por obrigação!
Já pensou se DEUS ficasse com preguiça de atender nossas orações? E aí? Como seria? Você iria gostar?
Ana Beatriz Carvalho Fraga (9 anos)



Nossas crianças estão na obra e dando frutos. Qual o seu envolvimento?

Carnaval

"Carnaval! Empolgante Carnaval!
Festa vibrante! Festa colossal”!

Festa de todos: de plebeus e nobres,
Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.
Festa de esquecimento do passado,
De térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração
De quem não frui de Deus comunhão,
Festa da carne em gozo desbragado,
Festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas
Que se afastaram das lições divinas.
Ressurreição das velhas bacanais,
Das torpes lupercais, das saturnais.

Reino de Momo, de comédias cheio,
De excessos em canções e revolteio,
De esgares, de licença e hilaridade,
De instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor
De Vênus impúdica em seu fulgor.
Festa malsã, de Cristo a negação,
Do "Dia do Senhor" profanação.

Carnaval! Estonteante Carnaval!
Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória,
Deixa do prazer lembrança inglória,
Festa querida, do caminho largo,
De início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso,
Que morde como ofídio venenoso,
Que tira do homem sério o nobre porte,
E gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval! Vitando Carnaval!
Festa sem Deus!Repúdio da moral!
Festa de intemperança e gasto insano!
Trégua assombrosa do pudor humano,

Que solta a humana besta no seu pasto:
O sensualismo aberto mais nefasto!
Festas que volve às danças do selvagem
E do africano, em fúria, lembra a imagem,

Que confunde licença e liberdade
Nos aconchegos da promiscuidade
Sem lei, sem norma, sem qualquer medida,
Onde a incauta inocência é seduzida,

Onde a mulher, às vezes, perde o siso
E o cavalheiro austero o são juízo;
Onde formosas damas, pelas ruas,
Exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante,
Em requebros de dança extravagante,
Ouvem, no "frevo" , as chufas e os ditados
Picantes, de homens quase alucinados,

De foliões audazes, perigosos,
Alguns embriagados, furiosos!
Muitos, tirando a máscara, em tais dias,
Revelam, nessas loucas alegrias,

A vida que levaram mascarados
Com a máscara dos homens recatados...
Carnaval!Perigoso Carnaval!
Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, atenção! Atenção!
O Carnaval é festa de pagão!
Repele-o! Que te traz só dor e morte!
Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte."
Pense nisso!


Jerônimo Gueiros (1880-1954)

Sou evangélico, qual o problema em pular carnaval?

Alguns crentes em Jesus não veem nenhum problema no Carnaval. Para eles, se não tiver azaração, pegação, bebidas e drogas, não existe nenhum mal desfrutar da festa de Momo, mesmo porque o que importa é a diversão. Segundo estes, o desfile na televisão é tão bonito! E outra coisa: Que mal tem se alegrar ao som dos sambas enredos do Rio de Janeiro?
Pois é, o que talvez estes crentes IGNOREM é a história, o significado e a mensagem do carnaval.
Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se regalar com comidas e orgias antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: "O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma.
Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia) .
"Provavelmente originário dos ‘Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã’, o primeiro carnaval que se tem notícia foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia”.
A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia).
Pois é, no Brasil o carnaval possui a conotação da transgressão. Disfarçado de alegria, a festa de Momo promove promiscuidade sexual, prostituição infantil, violência urbana, consumo de drogas, além de contribuir para a desconstrução de valores primordiais ao bem estar da família.
Isto posto tenho plena convicção de que não vale a pena enredar-se as oferendas do Carnaval. Como crentes em Jesus, devemos nos afastar de toda aparência do mal. Participar da festa de Momo significa se deixar levar por valores anti-cristãos e imorais permitindo assim que o adversário de nossas almas semeie em nossos corações conceitos absolutamente antagônicos aos ensinos deixados por Jesus.
Para terminar essa reflexão, compartilho um poema de Jerônimo Gueiros (1880-1954) que foi um ministro presbiteriano nordestino muito conhecido por seu rico ministério, no Recife, e por suas qualificações como literato e apologista da fé cristã. De sua lavra surgiram artigos penetrantes, livros inspiradores e poesias tão belas quanto incisivas e pertinentes aos temas apresentados.

"Carnaval! Empolgante Carnaval!
Festa vibrante! Festa colossal”!

Festa de todos: de plebeus e nobres,
Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.
Festa de esquecimento do passado,
De térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração
De quem não frui de Deus comunhão,
Festa da carne em gozo desbragado,
Festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas
Que se afastaram das lições divinas.
Ressurreição das velhas bacanais,
Das torpes lupercais, das saturnais.

Reino de Momo, de comédias cheio,
De excessos em canções e revolteio,
De esgares, de licença e hilaridade,
De instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor
De Vênus impúdica em seu fulgor.
Festa malsã, de Cristo a negação,
Do "Dia do Senhor" profanação.

Carnaval! Estonteante Carnaval!
Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória,
Deixa do prazer lembrança inglória,
Festa querida, do caminho largo,
De início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso,
Que morde como ofídio venenoso,
Que tira do homem sério o nobre porte,
E gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval! Vitando Carnaval!
Festa sem Deus!Repúdio da moral!
Festa de intemperança e gasto insano!
Trégua assombrosa do pudor humano,

Que solta a humana besta no seu pasto:
O sensualismo aberto mais nefasto!
Festas que volve às danças do selvagem
E do africano, em fúria, lembra a imagem,

Que confunde licença e liberdade
Nos aconchegos da promiscuidade
Sem lei, sem norma, sem qualquer medida,
Onde a incauta inocência é seduzida,

Onde a mulher, às vezes, perde o siso
E o cavalheiro austero o são juízo;
Onde formosas damas, pelas ruas,
Exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante,
Em requebros de dança extravagante,
Ouvem, no "frevo" , as chufas e os ditados
Picantes, de homens quase alucinados,

De foliões audazes, perigosos,
Alguns embriagados, furiosos!
Muitos, tirando a máscara, em tais dias,
Revelam, nessas loucas alegrias,

A vida que levaram mascarados
Com a máscara dos homens recatados...
Carnaval!Perigoso Carnaval!
Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, atenção! Atenção!
O Carnaval é festa de pagão!
Repele-o! Que te traz só dor e morte!
Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte."
Pense nisso!


Fonte: Renato Vargens

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fotos do Acamp 2010 da IP Nova Era - 13 a 16-02-2010



Acamp 2010 da IP Nova Era - 13 a 16-02-2010

Teologia da Libertação

A Teologia da Libertação é um pensamento e movimento que se desenvolveu no chamado “terceiro mundo” e nas periferias do chamado “primeiro mundo”. Ela apareceu na segunda metade do século XX com muita força na América Latina. Sua proposta é cuidar dos excluídos e libertá-los.
A teologia da libertação traz em seu bojo uma mistura de várias ideias teológicas o que a faz controversa e discutida. Existe nela uma ênfase, quase que exclusiva, no social, no excluído e no pobre. Isso é tão forte nessa corrente que não existe nela Cristocentrísmo. Questões espirituais sérias são relegadas ao segundo plano (poderia até dizer que ao total esquecimento). Exemplos de coisas depreciadas, ou esquecidas são:
1. A mensagem salvadora de Jesus do ponto de vista Bíblico;
2. As questões espirituais que envolvem o ser humano;
3. A parte de contemplação e oração do Cristianismo (pois nessa corrente só o ativismo conta);
4. Esquecimento de todos os outros segmentos sociais em detrimento dos excluídos.
E muito mais eu poderia citar.
Na visão dessa corrente a Igreja fica relegada a ser uma agência social, e só. Não há tratamento espiritual comprometido e libertação só é entendida dentro do escopo sociológico.
No Brasil, especialmente, a Teologia da Libertação tem muita influencia e visibilidade, porém, os grupos sobre os quais ela tem influencia tem se mostrado descentrados e desorganizados. Um exemplo clássico é o MST que tem praticado ações criminosas e é, tão somente, um braço político, massa de manobra, de determinado segmento político (hoje dominante, porém sem controle sobre esses grupos “sociais” em virtude de sua dívida por usá-los).
A teologia da libertação nos abril os olhos para questões importantes, porém, não carecemos de uma teologia da libertação. Uma teologia holística e Bíblica é do que precisamos. Precisamos tratar do homem integral e da sociedade em sua integralidade. A teologia Bíblica, Cristocéntrica e holística é o caminho. É preciso que tratemos o homem na sua integralidade, a sociedade em todos os seus níveis e o mundo em sua inteireza.




Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

DANIEL

Daniel foi um líder e profeta judeu que viveu na corte do rei da Babilônia. O livro de Daniel, no Velho Testamento, conta sua estória. Nada sabemos sobre seus pais e família, mas provavelmente ele descende de uma longa linhagem de famílias nobres judias (Daniel 1:3). Alguns pensam que Daniel tinha cerca de 16 anos quando ele e seus três amigos - Hananias, Misael e Azarias - foram levados de Jerusalém para a Babilônia pelo Rei Nabucodonozor.
Daniel, que recebeu o nome de Beltessazar ( que significa "Bel [deus] proteja sua vida"), foi designado para servir o rei como membro de sua corte. Ganhou reputação por sua inteligência e pela total confiança no seu Deus. Depois de três anos de preparação, começou uma carreira na corte que durou aproximadamente setenta anos (Daniel 1:21). Logo no início, Daniel foi chamado para interpretar um dos sonhos de Nabucodonozor, no qual uma grande estátua desabava e se desintegrava quando atingida por uma pedra. Deus revelou o significado desse sonho a Daniel, que o explicou ao rei. Agradecido, Nabucodonozor ofereceu-lhe um emprego como governador da Babilônia, mas Daniel abriu mão dele em favor de seus três amigos.

Perguntas do Livro de Daniel Utilizadas no Acamp 2010 da IP Nova Era

Perguntas do Livro de Daniel

1. Qual o livro que vem antes do de Daniel nas Escrituras?
R: Ezequiel.

2. Qual o livro que vem após o de Daniel nas Escrituras?
R: Oséias.

3. Em que época Nabucodonosor, rei da Babilônia, sitiou Jerusalém, segundo Daniel?
R: No ano terceiro do reinado de Jeoaquim.

4. Como se chamava o chefe dos eunucos de Nabucodonosor?
R: Aspenaz.

5. De quais classes sociais deviam ser os jovens que Nabucodonosor queria instruir para usar em seu governo?
R: Da linhagem real e nobres.

6. Site pelo menos 3 qualidades que deviam ter os jovens que Nabucodonosor mandou Aspenaz separar para o servirem?
R: Sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei.

7. Para que finalidade foram separados jovens nobres que foram exilados?
R: Para servirem no palácio do rei.

8. O que devia ser ensinado aos jovens que Nabucodonosor mandou separar?
R: A cultura e a língua dos caldeus.

9. Que dieta Nabucodonosor determinou aos jovens separados por Aspenaz?
R: Das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia.

10. Qual foi o período da dieta prescrita por Nabucodonosor aos jovens que ele mandou separar?
R: 3 anos.

11. Daniel e seus amigos eram de qual tribo de Israel?
R: Judá.

12. Que nome o chefe dos eunucos colocou em Daniel?
R: Beltessazar.

13. Qual o nome original de Sadraque?
R: Hananias.

14. Qual o nome original de Mesaque?
R: Misael.

15. Qual o nome original de Abede-Nego?
R: Azarias.

16. Quem o chefe dos eunucos encarregou de cuidar de Daniel e seus amigos?
R: O cozinheiro-chefe.

17. De que era constituída a dieta de Daniel?
R: Legumes e água.

18. De quanto tempo foi à experiência da dieta de Daniel para provar que esta não os faria, a ele e seus amigos, menos saudáveis que os outros jovens?
R: 10 dias.

19: Complete: “no fim dos dez dias, a sua aparência era melhor, estavam eles mais _______________ que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei”. (Dn 1. 15).
R: Robustos.

19. Quais as qualidades mentais Deus concedeu aos quatro amigos por sua fidelidade?
R: Conhecimento e inteligência em toda cultura e sabedoria.

20. Quais qualidades especiais Deus concedeu somente a Daniel?
R: Inteligência de todas as visões e sonhos. Ele podia interpretar sonhos.

21. Em que ano do reinado de Nabucodonosor este teve um sonho revelado e interpretado por Daniel, segundo o relato do próprio Daniel?
R: No segundo ano do reinado de Nabucodonosor.

22. O cap. 2 registra que os caldeus falaram a Nabucodonosor em que língua?
R: Aramaico.

23. A incapacidade dos sábios de revelar o sonho de Nabucodonosor resultou num decreto irado do rei. Por este decreto o que devis ser feito com todos os sábios. Magos, encantadores e caldeus?
R: Deviam ser mortos.

24. Qual era o nome do chefe da guarda do rei Nabucodonosor?
R: Arioque.

25. De que material era feita a cabeça da estátua do sonho de Nabucodonosor?
R: Ouro.
26. De que material eram feitos o peito e os braços da estátua do sonho de Nabucodonosor?
R: Prata.

27. De que material eram feitos o ventre e os quadris da estátua do sonho de Nabucodonosor?
R: Bronze.


28. De que material eram feitas as pernas da estátua do sonho de Nabucodonosor?
R: Ferro.

29. De quais materiais eram feitos os pés da estátua do sonho do rei Nabucodonosor?
R: Ferro e barro.

30. O que feriu a magnífica estátua do sonho do rei Nabucodonosor?
R: Uma pedra.

31. O que aconteceu com a pedra que esmiuçou a estátua de Nabucodonosor?
R: Tornou-se em grande montanha que encheu toda a terra.

32. O que significam as quatro partes da estátua, de Nabucodonosor. feitas de materiais diferentes?
R: Significam quatro reinos diferentes.

33. A pedra que esmiúça a estátua do sonho de Nabucodonosor simboliza qual reino?
R: O Reino Eterno do Senhor.

34. Quais cargos Nabucodonosor deu a Daniel após este revelar e interpretar seu sonho?
R: Governador de toda a Babilônia e chefe supremo dos sábios.

35. A pedido de Daniel o que Nabucodonosor fez a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego no fim do capítulo 2?
R: Os constituiu sobre os negócios da província da Babilônia.

36. De que material era feita a estátua, imagem, que Nabucodonosor mandou construir?
R: Ouro.

37. Quais eram as medidas da estátua que Nabucodonosor mandou fazer?
R: Sessenta côvados de altura e seis de largura (27m. de altura e 2,70m. de largura).

38. Qual era o nome do campo onde foi colocada a estátua que Nabucodonosor mandou fazer?
R: Campo de Dura.

39. Em que província ficava o campo de Dura?
R: Na província da Babilônia.

40. Quais os nomes das classes de governantes que Nabucodonosor mandou que se ajuntassem na consagração da estátua que ele mandou fazer?
R: Sátrapas, prefeitos, governadores, juízes, tesoureiros, magistrados, conselheiros e oficiais das províncias.

41. Segundo o cap. 3 o que todos deviam fazer quando ouvissem qualquer tipo de música?
R: Adorar a estátua de ouro de Nabucodonosor.

42. Qual seria a pena para quem não se prostrasse ante a estátua que Nabucodonosor mandou fazer?
R: Ser lançado na fornalha de fogo ardente.

43. Quais os nomes dos homens que não se prostraram diante da estátua de ouro que Nabucodonosor mandou fazer?
R: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.

44. Quantas vezes mais Nabucodonosor mandou que fosse acesa a fornalha de fogo para lançar os amigos de Daniel?
R: 7 vezes mais.

45. O que aconteceu com os homens que lançaram os amigos de Daniel dentro da fornalha?
R: Morreram com a intensidade das chamas.

46. Quantos homens Nabucodonosor viu passeando dentro da fornalha de fogo?
R: 4.

47. Como Nabucodonosor descreveu o aspecto do quarto homem que andava na fornalha de fogo?
R: Semelhante a um filho dos deuses.

48. Segundo o decreto de Nabucodonosor, proclamado após o livramento dos amigos de Daniel da fornalha, o que devia ser feito a todo aquele que blasfemasse contra o Deus de Israel?
R: Devia ser despedaçado e sua casa feita em monturo.

49. Qual era a altura da árvore com a qual Nabucodonosor sonha e descreve no cap. 4?
R: Chegava até aos céus.

50. A árvore do cap. 4 é simbológica de quem?
R: Simboliza Nabucodonosor.

51. Quanto tempo durou a loucura de Nabucodonosor?
R: Sete tempos.

52. Com que classe social Nabucodonosor é aconselhado a usar de misericórdia por Daniel no cap. 4?
R: Os pobres.

53. Entre a visão da árvore que Nabucodonosor teve e o cumprimento da visão quanto tempo se passa?
R: 12 meses.

54. Qual era o nome do filho de Nabucodonosor que reina após este?
R: Belsazar.


55. No cap. 5 Belsazar dá um banquete a quantos de seus nobres?
R: 1000.

56. Em quais recipientes Belsazar resolveu oferecer vinho a seus nobres, suas mulheres, concubinas, etc.?
R: Nos utensílios da casa do Senhor que Nabucodonosor trouxera de Jerusalém.

57. Quando Belsazar e os seus beberam vinho nos utensílios da Casa do Senhor eles deram louvores a quais tipos de deuses
R: deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra.

58. O que acontece no momento em que Belsazar e seus convidados estão sendo irreverentes no cap. 5?
R: No mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do candeeiro, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via os dedos que estavam escrevendo.

59. Quem diz ao rei Belsazar que ele devia chamar a Daniel para interpretar a escritura na parede?
R: A Rainha-Mãe.

60. Que lugar ocuparia no reino de Belsazar aquele que interpretasse a escritura na parede?
R: Seria o terceiro em seu reino.

61. O que a mão escreveu na parede em condenação a Belsazar?
R: Mene, Mene, Tequel e Parsim.

62. Qual a interpretação da palavra Mene?
R: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele.

63. Qual a interpretação da palavra Tequel?
R: Pesado foste na balança e achado em falta.

64. Qual a interpretação da palavra Peres, ou Parsim?
R: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas.

65. Quanto tempo levou para que o Juízo de Deus fosse executado sobre Belsazar após Daniel ter traduzido o escrito na parede?
R: Naquela mesma noite.

66. Quem tomou o lugar de Belsazar no poder?
R: Darío, o medo.

67. Dario constituiu quantos sátrapas que espalhou por todo o reino?
R: 120.

68. Quantos presidentes Dario constituiu sobre os sátrapas?
R: 3.
69. Qual o teor do decreto baixado por Dario no cap. 6, por influencia dos sátrapas, presidentes e governadores?
R: Que qualquer um que fizesse petições a deuses ou homens, num período de trinta dias, devia ser lançado na cova dos leões. Só se podiam fazer petições a Dario.

70. Daniel costumava orar, tirar um tempo especial para orar, com que periodicidade?
R: Três vezes ao dia>

71. Qual a pena imposta a Daniel pelo fato de ele orar?
R: Foi lançado na cova dos leões.

72. Com o que foi tapada a cova dos leões?
R: Com uma pedra.

73. Com o que foi selada a cova dos leões?
R: Com os anéis de Dario e de seus grandes.

74. Qual era a cor das vestes do Ancião de Dias?
R: Brancas como a neve.

75. Como eram os cabelos da cabeça do Ancião de Dias?
R: Como a pura lã.

76. O que significavam os quatro animais da visão de Daniel no cap. 7?
R: Quatro reis.

77. Na visão que Daniel descreve no cap. 8 ele estava em pé ao lado de qual rio?
R: Rio Ulai.

78. Quais animais são citados especificamente na visão de Daniel no cap.8?
R: O carneiro e o bode.

79. Quem é enviado para explicar a visão do cap. 8 a Daniel?
R: Gabriel.

80. O que simbolizava o carneiro com seus dois chifres?
R: Os reis da Media e da Pérsia.

81. O que simbolizava o bode da visão do cap. 8?
R: O rei da Grécia.

82. Segundo Daniel entendeu pelos livros, quanto tempo devia durar a assolação de Israel?
R: 70 anos.

83. Segundo a oração de Daniel no cap. 9 aprendemos que ao Senhor pertence a justiça e a nós pertence o que?
R: O corar de vergonha.

84. Por quanto tempo Daniel pranteou após ter a visão no cap. 10?
R: Três semanas.



Rev. Juba
Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Devocionais (Esboços das devocionais ministradas pelo Rev. Juba no Acamp 2010 da IP Nova Era

Tema: “Aliança Depurada Pelo Fogo”.

Livro: Daniel.
Autor: Profeta Daniel.
Data: 539 – No primeiro ano do rei Ciro (Ciro III, neto do rei Ciro dos Persas).
Tema central do Livro: A absoluta soberania do Deus de Israel.



Devocional I
Dn 4

O Governo de Deus sobre toda a terra e seu domínio soberano sobre todos os governantes.



Devocional II
Dn 5

A irreverência e o desprezo a Deus trazem:
1. A condenação de Deus.
2. O Juízo de Deus.
3. Maldições.
A má influencia do vinho leva Belsazar a cometer sacrilégio. A Bíblia não tem um versículo especifico que proíba expressamente o uso do vinho, porém ela nos mostra que todas as vezes que alguém usa acaba pecando gravemente (Ex. Noé, Ló, Belsazar).

Rev. Juba
Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Palestra I (Esboços das palestras ministradas pelo Rev. Juba no Acamp 2010 da IP Nova Era

Palestra I
Identidade e Compromisso
Dn 1. 1-7

Para destruir a identidade dos Israelitas Nabucodonosor:
1º. Tentou destruir a religião de Israel (Dn 1. 2).
2º. Trocou os povos de lugar.
3º. Colocou os grandes homens de Israel para trabalhar para ele e os colocou em postos confortáveis (Dn 1. 3-4).
4º. Mudava os nomes dos deportados:
Daniel – Deus é juíz ou julgamento de Deus – Beltessazar – Bel proteja sua vida (Bel - uma das principais divindades babilônicas. Bel era o senhor dos deuses babilónicos).
Hananias – Jeovah é amor – Sadraque – Servo do Deus Sim (deus do ódio, aversão, inimizade).
Misael – Quem é igual a Deus – Mesaque - A sombra do príncipe.
Azarias – Javé ajuda – Abede-Nego – Servo do deus Nabu (deus da escrita e sabedoria).

Para não perder a identidade Daniel e seus amigos decidiram:
1º. Não se contaminar com os manjares do rei (Dn 1. 8).
2º. Nunca deixar de entregar os recados do Deus verdadeiro (Dn 2). Compromisso com a Palavra.
3º. Nunca se curvar ante as pressões e preferir obedecer a Deus (Dn 3).
4º. Demonstrar sua fé custe o que custar (Dn 6).


Rev. Juba
Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Palestra II (Esboços das palestras ministradas pelo Rev. Juba no Acamp 2010 da IP Nova Era

Palestra II
Bênçãos Decorrentes da Fidelidade
Dn 1, 8-

Resolveu firmemente não se contaminar com as finas iguarias do rei – v. 8 – Participar das finas iguarias do rei poderia significar quebrar a lei dietética que Moisés deixou (Lv 11. 17).
Recompensas da fidelidade:
1. Compreensão e apoio de pessoas ao redor – v. 9;
2. Equilíbrio físico (Dt 8.3; Mt 4.4);
3. Desenvolvimento intelectual – v. 17a;
4. Experiências íntimas com Deus – v. 17b; - Daniel podia interpretar sonhos e visões que lhe eram reveladas pelo próprio Deus, algo parecido com o que Deus deu a José que também não se contaminou (Gn 40.8; 41.16);
5. A certeza de retornar a Terra prometida – v. 21 – Daniel profetizou 66 anos no exílio, após isso a Bíblia só diz que ele permaneceu até o primeiro ano do rei Ciro. A Bíblia não diz que ele morreu, muito provavelmente retornou a seu País.


Rev. Juba
Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Palestra III (Esboços das palestras ministradas pelo Rev. Juba no Acamp 2010 da IP Nova Era

Palestra III
Atitudes Corretas Frente aos Desafios
Dn 2

Surge o desafio sobre-humano – VV. 1-13.
Atitudes:
1. Compreender o desafio. Inteirar-se do que está acontecendo – v. 15;
2. Assumir responsabilidades e riscos. Não se omitir – v. 16;
3. Assumir que não podemos fazer tudo sós – v. 17;
4. Sempre buscar o favor do Senhor – v. 18;
5. Estar sensível ao que Deus vai falar em todo o momento – v. 19;
6. Louvar publicamente ao Senhor pelas vitórias – v. 20;
7. Sempre crer na soberania de Deus – vv. 21-23.


Rev. Juba
Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Palestra IV (Esboços das palestras ministradas pelo Rev. Juba no Acamp 2010 da IP Nova Era

Confiança e Crise
Dn 3. 1-30

1 - O Desafio da Fé – Dn 3.1-15
a) A Importância do Evento – (Nabucodonosor queria o ecumenismo dos tempos babilônicos) – VV. 1-7;
b) Uma Pedrinha no Sapato da Estátua:
1) Fiéis mesmo quando ninguém está vendo;
2) Por que os acusadores estavam tão ressentidos? – v.8
3) Por que Nabucodonosor ficou tão zangado?

2 – A Declaração de Fé – Dn 3.16-18
a) A recusa da defesa ou retratação;
b) Culpados! E tranquilos!

3 – A Libertação da Fé – Dn 3.23-26
a) A ira do rei (e o calor da fornalha);
b) Quatro homens passeando na fornalha.

4 – O Desafio Hoje
a) Encarando a pressão;
b) Exercitando submissão;
c) Evitando a presunção.

Rev. Juba
Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Palestra V (Esboços das palestras ministradas pelo Rev. Juba no Acamp 2010 da IP Nova Era

Quando Deus Faz Seus servos Competentes e Fiéis Brilharem.
Dn 6

1. Os homens mudam impérios mais Deus mantém a honra de seus servos – v. 2.
2. O temor do servo o fará competente e isso o fará se sobressair – v.3.
3. A retidão dos servos, e seu sucesso fará com que o ciúme se estabeleça no coração dos ímpios – v. 4. Isso fará com que o mundo tente acusar os servos.
4. O mundo conspira politicamente contra os servos fieis – VV. 5-7.
5. O mundo tenta criar ocasiões para testar a fidelidade do servo fiel. O desafio consistia em escolher obedecer a Deus ou aos decretos dos homens – v. 8.
6. Ainda que seja grande o servo fiel deve se manter em postura de humildade – v. 10.
7. A postura do servo fiel deve ser mantida e deve ser pública – v. 10.
8. Os poderes constituídos deste mundo entendem que o servo fiel do Senhor não pode se destacar, isso em virtude do pré-conceito que o mundo tem em relação ao povo de Deus – v. 13.
O mundo conspira contra nós, porém Deus move sua “conspiração santa” em nosso favor – v. 22.
As mudanças políticas deste mundo não mudam o favor de Deus para com seus servos fieis – v. 28.

Rev. Juba
Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Os Babilônicos (Material Complementar de estudos do Acamp 2010 da IP Nova Era)

OS BABILÔNIOS
O antigo reino da Babilônia ocupou a parte Sul do atual Iraque (as terras pelas quais os rios Tigre e Eufrates fluem em direção ao Golfo Pérsico). A terra é plana. As cidades foram construídas não muito tempo depois das pessoas terem aprendido a utilizar a água dos rios para irrigar a terra.
Civilização antiga
A civilização babilônica, junto com a egípcia, é uma das mais antigas do Oriente Próximo. Os sumérios já habitavam a Babilônia mil anos antes de Abraão. Listas de palavras, recibos de vendas e outras contas, escritas em sumério, em tabletes de barro datados em 3100 a.C., têm sobrevivido como testemunho de sua vida. Ao norte dos sumérios vivam os acádios (povo semita). Uma dinastia de reis acádios residia em Ur (a pátria de Abraão) por volta de 2000 a.C.
Escrita
O escrito mais antigo conhecido foi encontrado na Babilônia, e era anterior à dos tabletes sumérios. Esse foi o início da escrita cuneiforme babilônica, onde 500 (ou mais) figuras simples representavam, inicialmente, objetos comuns ou idéias e, mais tarde, sílabas.
Artesãos
Antes do ano 2000 a.C., os artesãos babilônicos já estavam fazendo jóias em ouro fino e prata, armas de bronze e cobre, e estátuas. Excelentes peças foram encontradas nos sepulcros reais de Ur.
Babilônia e o império
A cidade de Babilônia alcançou grande poder por volta de 1850 a.C., mas por pouco tempo. Hamurábi foi seu rei mais destacado. Mil e duzentos anos depois, a Babilônia recobrou sua glória sob Nabucodonosor II. Era a época do império Neobabilônico.
No século VIII a.C., a Assíria era a potência nórdica do Oriente Próximo, porém em 614 a.C., Assur foi derrotado pelos medos, os quais se aliaram com os babilônios e tomaram Nínive no ano 612 a.C.
Rapidamente os babilônios controlaram toda a área. O Faraó Neco (cf. 2Rs 23.29-35) marchou em direção ao Eufrates e lutou junto com os assírios em Carquemis, no ano 615 a.C., mas o exército babilônico, comandado por Nabucodonosor, derrotou-o; o Egito teve que se retirar.
Babilônia derrota Judá
O exército babilônico se dirigiu até o sul; o rei Jeoaquim de Judá considerou sábio declarar-se vassalo de Nabucodonosor. Alguns anos depois, mudou de opinião e decidiu rebelar-se. No ano em que morreu Jeoaquim, os exércitos babilônicos marcharam contra Jerusalém e a sitiaram. O novo rei (Joaquim) se rendeu e foi levado cativo à Babilônia, junto com muitas pessoas de Judá (2Rs 23.36—24.17). Um texto cuneiforme indica as nações que foram designadas a ele e sua família na prisão. O cerco, com sua data (15/16 de março de 597 a.C.) estão anotados no registro oficial, a Crônica babilônica: “O rei da Acádia reuniu suas tropas, marchou à terra de Hati e acampou contra a cidade de Judá e... tomou a cidade e capturou o seu rei.
Dez anos mais tarde, o rei Zedequias, de Judá, rebelou-se contra a Babilônia. Desta vez, os babilônicos destruíram Jerusalém e o templo, e deportaram a maioria da população para a Babilônia (2Rs 24.18—25.21).
Babilônia de Nabucodonosor
Os exilados de Judá foram levados à grande cidade de Babilônia que Nabucodonosor havia construído. A cidade interna estava protegida por um largo fosso e paredes cheias de ladrilhos (de 3,7 m e 6,5 m de largura), com espaço entre elas para o caminho militar ao nível do parapeito. Das oito grandes portas, a mais conhecida é a Porta de Istar, construída em honra ao deus babilônico Marduque.
O pórtico era decorado com fileiras de touros (símbolo do deus Bel) alternadas com fileiras de dragões (símbolo do deus Marduque) feitas de telhas escarchadas. A rua processional (por onde se transportavam as estátuas dos deuses no festival do ano novo) levava da porta até o centro da cidade e aos grandes templos. As paredes eram de ladrilho azul esmaltado, com relevos de leões (símbolo da deusa Istar) em vermelho, amarelo e branco.
A Babilônia tinha uns 53 templos, um grande templo-torre (zigurate) e uma cidadela com o complexo de palácios. Ali levaram Daniel para que se unisse à corte do rei.
Queda do Império
Apesar de toda sua glória, o Império Neobabilônico durou menos de um século. O exército de Ciro, o persa, capturou a Babilônia no ano 539 a.C. (cf. Dn 5).

Os Persas (Material Complementar de estudos do Acamp 2010 da IP Nova Era)

OS PERSAS
Os persas eram um povo nômade que emigrou da parte sul da Rússia ao Irã, por volta do ano 1000 a.C. Estabeleceram-se a leste do Golfo Pérsico, em uma área chamada Farsistão. O primeiro rei persa de que temos notícia é Ciro I, que reinou em meados do século VII a.C.
Ciro, o Grande
Os persas entram dramaticamente na história bíblica quando o neto de Ciro I, Ciro II, o Grande, entrou triunfante na Babilônia.
No ano 550 a.C., Ciro se apoderou de Ecbátana, a capital dos medos. Conquistou a atual Turquia e moveu seus exércitos para o leste, entrando até o noroeste da Índia. Dez anos depois foi capaz de desafiar o poderio do Império Neobabilônico (ver a tabela Os babilônios).
A queda da Babilônia
O “cilindro de Ciro”, enterrado nas bases de um edifício na Babilônia, contém o relato, contado pelo rei, de como capturou a cidade. Foi tomada sem que houvesse uma batalha, no ano 539 a.C. O curso do rio Eufrates tinha sido mudado, o que permitiu aos invasores entrar na cidade pelo leito seco do rio. Não houve destruição (Dn 5). De fato, Ciro restaurou os templos e edifícios principais.
Troca da política administrativa
Os assírios e babilônios haviam deportado os povos conquistados. Ciro reverteu o processo: Reuniu os prisioneiros de guerra e os devolveu aos seus países, junto com as imagens dos deuses nacionais que foram levados à Babilônia.
Assim, no ano 538 a.C. permitiu-se aos judeus voltar a Israel. Levaram consigo os tesouros do templo de Jerusalém, o qual deviam reconstruir.
O Império Persa
O Império Persa, sob o governo de Ciro e dos reis que o sucederam, constitui o pano de fundo histórico dos livros de Esdras, Neemias, Ester e parte de Daniel.
Os reis persas ampliaram as fronteiras de seu império. Suas terras a leste se estendiam até a Índia; Turquia e Egito lhes pertenciam.
O rei Dario I (522-486 a.C.), que construiu a esplêndida nova capital em Persépolis, conquistou a Macedônia, ao norte da Grécia, em 513 a.C. Depois da derrota de Maratona (490 a.C.), o novo rei, Xerxes I (486-465 a.C.), conquistou as terras em direção ao sul até chegar a Atenas, antes de ser derrotado na batalha marítima de Salamina.
Apesar dos ataques do Egito e da Grécia, o poderio persa se manteve por 200 anos. No ano 333 a.C., Alexandre Magno cruzou o Helesponto e em poucos anos fez da Grécia o império dominante.
Governo
A Pérsia pôde controlar territórios extensos graças à sábia administração de seu governo. Ciro, o Grande, dividiu o império em províncias (ou satrapias), e cada uma tinha seu próprio governante (ou sátrapa). Estes eram nobres persas ou medos, mas abaixo deles havia nacionais que mantinham certo poder. Animavam os povos a seguirem com seus costumes e a adorarem seus deuses, o que contribuia para mantê-los contentes. Dario I (cf. Ed 6) melhorou o sistema de governo. Também introduziu o uso da moeda e um sistema legal. O sistema postal que estabeleceu foi vital para a comunicação ao longo do império.
Outro fator unificador foi o uso do aramaico como língua diplomática do império. O aramaico era falado até na distante Judá desde os tempos do Império Assírio: “Te rogamos que fales a teus servos em aramaico”, disseram os oficiais de Ezequias aos mensageiros assírios, “porque nós o entendemos.” (2Rs 18.26)
Arte e cultura
O império criou muita riqueza e aumentou o número de artesãos.
O livro de Ester nos permite ver a luxuosa vida palaciana na Pérsia. As ruínas de Persépolis e Pasárgada mostram a magnificência das capitais persas. Os pratos dourados e as jóias do famoso Tesouro de Oxos revelam a habilidade dos artesãos do império e a beleza dos produtos de luxo.