quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Os Persas (Material Complementar de estudos do Acamp 2010 da IP Nova Era)

OS PERSAS
Os persas eram um povo nômade que emigrou da parte sul da Rússia ao Irã, por volta do ano 1000 a.C. Estabeleceram-se a leste do Golfo Pérsico, em uma área chamada Farsistão. O primeiro rei persa de que temos notícia é Ciro I, que reinou em meados do século VII a.C.
Ciro, o Grande
Os persas entram dramaticamente na história bíblica quando o neto de Ciro I, Ciro II, o Grande, entrou triunfante na Babilônia.
No ano 550 a.C., Ciro se apoderou de Ecbátana, a capital dos medos. Conquistou a atual Turquia e moveu seus exércitos para o leste, entrando até o noroeste da Índia. Dez anos depois foi capaz de desafiar o poderio do Império Neobabilônico (ver a tabela Os babilônios).
A queda da Babilônia
O “cilindro de Ciro”, enterrado nas bases de um edifício na Babilônia, contém o relato, contado pelo rei, de como capturou a cidade. Foi tomada sem que houvesse uma batalha, no ano 539 a.C. O curso do rio Eufrates tinha sido mudado, o que permitiu aos invasores entrar na cidade pelo leito seco do rio. Não houve destruição (Dn 5). De fato, Ciro restaurou os templos e edifícios principais.
Troca da política administrativa
Os assírios e babilônios haviam deportado os povos conquistados. Ciro reverteu o processo: Reuniu os prisioneiros de guerra e os devolveu aos seus países, junto com as imagens dos deuses nacionais que foram levados à Babilônia.
Assim, no ano 538 a.C. permitiu-se aos judeus voltar a Israel. Levaram consigo os tesouros do templo de Jerusalém, o qual deviam reconstruir.
O Império Persa
O Império Persa, sob o governo de Ciro e dos reis que o sucederam, constitui o pano de fundo histórico dos livros de Esdras, Neemias, Ester e parte de Daniel.
Os reis persas ampliaram as fronteiras de seu império. Suas terras a leste se estendiam até a Índia; Turquia e Egito lhes pertenciam.
O rei Dario I (522-486 a.C.), que construiu a esplêndida nova capital em Persépolis, conquistou a Macedônia, ao norte da Grécia, em 513 a.C. Depois da derrota de Maratona (490 a.C.), o novo rei, Xerxes I (486-465 a.C.), conquistou as terras em direção ao sul até chegar a Atenas, antes de ser derrotado na batalha marítima de Salamina.
Apesar dos ataques do Egito e da Grécia, o poderio persa se manteve por 200 anos. No ano 333 a.C., Alexandre Magno cruzou o Helesponto e em poucos anos fez da Grécia o império dominante.
Governo
A Pérsia pôde controlar territórios extensos graças à sábia administração de seu governo. Ciro, o Grande, dividiu o império em províncias (ou satrapias), e cada uma tinha seu próprio governante (ou sátrapa). Estes eram nobres persas ou medos, mas abaixo deles havia nacionais que mantinham certo poder. Animavam os povos a seguirem com seus costumes e a adorarem seus deuses, o que contribuia para mantê-los contentes. Dario I (cf. Ed 6) melhorou o sistema de governo. Também introduziu o uso da moeda e um sistema legal. O sistema postal que estabeleceu foi vital para a comunicação ao longo do império.
Outro fator unificador foi o uso do aramaico como língua diplomática do império. O aramaico era falado até na distante Judá desde os tempos do Império Assírio: “Te rogamos que fales a teus servos em aramaico”, disseram os oficiais de Ezequias aos mensageiros assírios, “porque nós o entendemos.” (2Rs 18.26)
Arte e cultura
O império criou muita riqueza e aumentou o número de artesãos.
O livro de Ester nos permite ver a luxuosa vida palaciana na Pérsia. As ruínas de Persépolis e Pasárgada mostram a magnificência das capitais persas. Os pratos dourados e as jóias do famoso Tesouro de Oxos revelam a habilidade dos artesãos do império e a beleza dos produtos de luxo.