sábado, 22 de novembro de 2008

A SUPERIORIDADE DE FILIPE DA MACEDÔNIA

Filipe II, rei da Macedônia, foi muito acusado por seus compatriotas de indigno de ser rei, indigno de ser coman¬dante, indigno mesmo de ser grego ou de ser considerado nobre. No entanto, encontrava prazer em escutar a verdade, tão incômoda aos ouvidos dos soberbos; dizia que os oradores de Atenas lhe tinham prestado um grande serviço censurando-lhe os defeitos, pois só assim poderia corrigir-se.
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Certo prisioneiro, que estava à venda, dirigia-lhe mui¬tas acusações.
- Ponde-o em liberdade - disse Filipe. - Não sabia que era dos meus amigos.
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Sugerindo-lhe alguém a punição de um homem que dele tinha falado mal, respondeu:
- Vejamos primeiro se lhe demos motivo para isso.
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O embaixador de Atenas acabava de expor-lhe com muita insolência a sua missão. Filipe ouviu-o com paciên¬cia. Ao final perguntou ao agressor:
- Que poderia eu fazer que fosse agradável à Repúbli¬ca?
Obteve a resposta:
- Enforcares-te.
Os expectadores, indignados, dispunham-se a puni-lo. Filipe não deixou, dizendo:
- Deixai em paz esse bobo; e dirigindo-se aos outros embaixadores:
- Dizei aos vossos compatriotas que aquele que insulta deste modo é muito inferior ao que, podendo puni-lo, per¬doa-lhe.
"Nada façais por contenda ou por vangloria, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve tam¬bém em Cristo Jesus" (Fp 2.3-5).


Testos extraídos do livro: Ilustrações Selecionadas – Org. Aucides Conejero Peres, Rio de Janeiro, CPAD, 1985