segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Unção

Tiago 5. 14

Leitura Diária
S- Lv 8. 1-12 – O óleo sagrado era usado para a consagração do Sumo Sacerdote.
T- 1ºRs 10. 1-10 – Usado para a consagração de reis.
Q- 1ºSm 16. 1-13.
Q- 1ºRs 19. 1-18.
S- Ex 30. 29-33 -
S- Tg 5. 14.
D- tt 3. 1-9.

Ensina a Bíblia que todo o enfermo deve ser ungido com óleo? Se ensina, que tipo de unção deve ser aplicada? Muitos pensam que a unção com óleo é somente para os enfermos e que em si mesma poderá restabelecer os doentes. Neste afã muitos a tornam maior do que ela de fato o é. O desafio é deixarmo-nos moldar pela Palavra.

O QUE É UNÇÃO
Ato de ungir alguém ou alguma coisa. Isto no AT era feito com azeite de oliveira que era derramado sobre a cabeça da pessoa ou aplicado por aspersão sobre os objetos, significando com isso que estavam consagrados a Deus e ao Seu serviço (Ex 29. 26-32;1ºSm 1. 21).
DUAS FORMAS DE UNÇÃO
a)Unção cerimonial: Revestida de caráter espiritual e relacionada com o Espírito Santo. A palavra grega é “CHRISMA” – Lc 4. 18; At 10. 38; 2Co 1. 21 -. A raiz desta palavra é a palavra “CRIO” que também é a raiz da palavra “CRISTO” – Ungido – Desta forma Jesus Cristo é o Ungido de Deus por excelência (At 10.38) e todos os que crêem e estão Nele pela fé são ungidos com o Espírito Santo, sendo assim transformados em reis e sacerdotes do Deus Altíssimo (Ap 1. 6). Reis e sacerdotes no AT eram ungidos com óleo sagrado que era símbolo do Espírito Santo.
b)Unção de enfermos: Para unção Tiago usa o termo “ALEIPFO” que quer dizer esfregar, aplicar óleo. Marcos e Lucas usam outro termo originário desta palavra “ALEIPHO.
Em todo o mundo antigo e entre os judeus o azeite era usado como remédio para vários tipos de doenças físicas. Isaías cita o óleo como meio de se tratar as feridas (1.6). Por todas essas informações muitos teólogos defendem que o que Tiago, Marcos e Lucas estão ensinando é o cuidado médico acompanhado de oração. O ensino de se Ter cuidados médicos e orar é excelente, mas, não é exatamente assim que Tiago, Marcos e Lucas estão ensinando. Os Apóstolos mandam ungir o enfermo e orar, eles não descriminam quais qualidades de enfermos (e nós sabemos que nem toda a enfermidade da antigüidade era tratada com óleo. Podemos encarar a unção como um ritual (como o batismo e a Ceia são rituais – é claro que não estou colocando a unção como um sacramento). Não estamos obrigados a ungir enfermos com óleo, contudo, é um costume estimulado pelos discípulos. O que não podemos fazer é ensinar que o óleo tem poder; nem tornarmos os crentes supersticiosos; nem valorizar a criação em detrimento do Criador.
Temos a água por símbolo do Espírito Santo, no batismo, e o pão e o vinho símbolos do corpo e do sangue de Cristo, na Ceia. Se possuímos esses símbolos que mal há em que tenhamos o óleo por símbolo do Espírito, que nos torna santos e cura, em tempo de oração.