sábado, 22 de novembro de 2008

O ARDOR DE ALEXANDRE DUFF

O missionário escocês na índia, Alexandre Duff, regres sou à sua pátria para morrer lá, depois de uma árdua luta. Em uma reunião em sua igreja, pregava, e apelava aos seus patrícios que se apresentassem para o prosseguimento da obra. Ninguém atendia ao seu apelo. Insistia. Nada. Em¬polgado, desmaiou e foi levado para fora. 0 médico que o atendeu examinava o seu coração, quando repentinamen¬te, Alexandre abriu os olhos, dizendo:
- Eu preciso voltar ao púlpito. Preciso continuar o ape¬lo.
- Fique calmo - aconselhou o médico. O seu coração es¬tá muito fraco.
Mas o velho missionário não se conformou. Voltou ao púlpito e continuou o apelo:
- Quando a rainha Vitória convidou voluntários, cente¬nas de jovens se apresentaram. Mas quando o rei Jesus chama, ninguém quer atender. Será que a Escócia não tem mais filhos para atender ao apelo da Índia? - frisou ele.
Esperou um pouco em silêncio e não houve resposta. Depois disse:
- Muito bem. Se a Escócia não tem mais jovens para enviar para a Índia, eu mesmo irei novamente, para que o povo dali saiba que pelo menos um escocês ainda se preo¬cupa com eles.
Quando o veterano soldado de Cristo deixou o púlpito, o silêncio foi quebrado por uma multidão de jovens que se apresentaram:
- Eu vou! Eu vou! Eu vou!
Depois do falecimento de Duff, muitos daqueles jovens foram para a Índia, dedicando suas vidas à obra missioná¬ria.
"Rogai pois ao Senhor da seara que mande ceifeiros Para a sua seara" (Mt 9.38).


Textos extraídos do livro: Ilustrações Selecionadas – Org. Aucides Conejero Perez, Rio de Janeiro, CPAD, 1985.