sábado, 22 de novembro de 2008

A Igreja, os jogos de azar e as loterias - Parte II

(Sl 49)
No boletim anterior vimos como os jogos de azar, qual doença incurável, estão impregnadas em todas as camadas sociais, produzindo efeitos tremendamente maléficos ao homem. Vale lembrar que este não é um problema especificamente brasileiro. Há países onde os jogos de azar são legalizados e regulamentados, havendo plena liberdade para a sua prática.
Agora, vamos ver o que se pode saber das Escrituras na busca de argumentos que nos auxiliem na luta contra esse grande mal.
É até possível que algum irmão tenha feito uma “fezinha” sem pensar nos grandes malefícios dos jogos. Para que o irmão possa compreender o quão maléfico é o vício do jogo, convidamos você a ver o que a Bíblia diz a respeito dessa doença.
I – Problemas Éticos
1. Trapaças – Usa-se de todos os recursos para se enganar o apostador;
2. Avareza – Aparece logo em seguida, envolvendo o patrocinador e o apostador, busca-se o dinheiro, o lucro, o ganho fácil;
3. Lei do Menor Esforço – Quanto mais melhor, quanto menos esforço melhor;
4. Roubo disfarçado – “A sorte do que ganha envolve a miséria do que perde”. Herbert Spencer;
5. Vício – O jogo sempre conduz ao vício. Quem perdeu hoje quer ganhar amanhã e quem ganhou hoje amanhã quer mais;
6. Crimes – Sabe-se que os jogos estão ligados aos mais hediondos crimes. Como pode o cristão sincero envolver-se em atividades desse gênero, e receber, muitas vezes, dinheiro que representa o sangue do próximo?
II – valor Monetário
Adquirir muito dinheiro sem nenhum esforço, eis o objetivo principal do jogo. Aqui está também o grande problema do homem; a valorização dos bens materiais e do dinheiro, em detrimento aos valores espirituais, permanentes e eternos.
Há textos bíblicos que condenam o amor ao dinheiro (1Tm 6. 10a; Mt 19. 23,24; Ec 5. 12; Sl 24.1).
Não podemos nos esquecer da transitoriedade das riquezas. São efêmeras, passageiras, e a Bíblia alerta constantemente sobre esse problema (Pv 11. 24).
Não se condena as riquezas; condena-se o modo desonesto de adquiri-las, o uso que se faz delas e o efeito que exercem sobre personalidades fracas, provocando a invenção de valores.
III – TRABALHO – Esse é o Caminho
Do ponto de vista Bíblico, o trabalho é o único meio pelo qual o homem deve ganhar seu sustento (Gn 3. 17). Por outro lado, a sociedade depende daquilo que cada indivíduo possa fazer para suprir as necessidades do meio em que vive. Andando pela cidade, vemos os habitantes a se moverem de um lado para o outro; e sabemos que, salvo raras exceções, cada um está fazendo a sua parte dentro dessa máquina sociedade.
Os jogos de azar são uma total inversão desse princípio. Eles são uma revolta contra o trabalho. Por ele, o homem recebe sem trabalho, sem produzir, sem fazer a parte que lhe cabe dentro da sociedade em que vive. O trabalho é o plano lícito, sábio e verdadeiro deixado por Deus para a sobrevivência do homem (Êx 20. 9; Sl 128).
Trabalho é preciosa dádiva do criador; é rica benção de Deus para o Homem.
Conclusão: Participar dos jogos de azar é contrário aos grandes valores éticos, é contrário aos ensinos Bíblicos e contrário aos princípios sociais que regem a sociedade. Se você está se deixando dominar por essa chaga terrível, peça a Cristo que o abençoe e livre.
Para Ler:
A nulidade das Riquezas – Pv 23. 4, 5; Como Devem Viver os Ricos – 1Tm 6. 17-19; Modo Certo de se Viver – Pv 24. 27, 30-31; Que Proveito Há Nas Riquezas? – Ec 5. 10-15; Os Dois Senhores – Mt 6. 24; As Riquezas e a Corrupção – Tg 5. 1-6; Melhor Banco – Mt 6. 19-21.


Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior