segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ACESSO LIVRE A DEUS

ACESSO LIVRE A DEUS
A Sexta-Feira da Paixão foi o dia em que se rasgou o véu do templo em
Jerusalém. Em 1 Coríntios 11.26 está escrito: “...anunciais a morte do
Senhor, até que ele venha.” Mesmo que os sofrimentos de Jesus Cristo e Sua
morte na cruz sejam o centro das pregações nas igrejas nestes dias da
Páscoa, quando não se inclui o final do versículo, “...até que ele venha”, isso
é somente tradição cristã sem esperança viva.
Quando Jesus estava dependurado na cruz, cheio de dores, carregando os
seus e os meus pecados, no momento de Sua morte, o véu do templo rasgou-
se de cima a baixo. Tão inimaginável quanto foi o véu abrir-se sozinho e
rasgar-se em duas partes, também será extraordinária a volta do Senhor.
Quando Jesus, naquela ocasião, passou da vida para a morte, pela Sua morte
Ele abriu esse véu do templo. Posteriormente Ele próprio entrou no Santo
dos Santos: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos..., porém
no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hb 9.24).
Quando Ele disse triunfalmente “Está consumado!” (Jo 19.30), e por último
gritou em alta voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lc 23.46),
o véu do templo rasgou-se em duas partes (v.45). Ao comemorarmos a
Sexta-Feira da Paixão e a Páscoa, deveríamos prestar atenção também no
véu, na cortina do santuário! Permitam-me comparar figuradamente o que
aconteceu no Calvário com a volta de Jesus Cristo, mesmo que a seqüência
dos fatos seja invertida. A volta de Jesus – quem sabe quão breve – terá seu
início com um alto brado: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra
de ordem... descerá dos céus...” (1 Ts 4.16). Deveríamos ter sempre em
mente esses dois contrastes – a morte de Jesus e Sua volta. Pois então
vemos, por um lado, o acesso aberto ao Santo dos Santos, onde
Jesus entrou, e, por outro lado, figuradamente falando, parece que o véu
move-se novamente porque Ele está retornando. Parece que Jesus se prepara
para Sua volta. Ele descerá dos céus dada a Sua palavra de ordem, ao ressoar
da trombeta. O sumo sacerdote no Antigo Testamento tinha pequenas
campainhas na bainha de suas vestes: “...para que se ouça seu sonido,
quando entrar no santuário diante do Senhor e quando sair...” (Êx 28.35).
Parece que o sonido das campainhas já se faz ouvir detrás da cortina: “Ele
vem! Ele virá em breve!” Se você prestar atenção à Bíblia, se você ficar
atento à Palavra Profética, pressentirá que Sua volta está próxima! Deus deu
a Seus filhos o encargo: “...anunciais a morte do Senhor...”, e isso sempre
tendo diante dos olhos Sua volta: “...até que ele venha.” Como podemos
fazer isso? Principalmente através de nossa maneira
de viver.
O véu que se rasgou no templo é uma ilustração do acesso ao Lugar
Santíssimo pelo sangue de Jesus. Assim somos exortados a repensar nossas
convicções. Vivemos realmente no Santo dos Santos? Ou nos encontramos
do lado de fora do véu? Se considerarmos essa situação, as palavras de
Filipenses 3.20 tornam-se muito esclarecedoras: “Pois a nossa pátria está
nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.”
Mesmo vivendo nesta terra, deveríamos viver como se estivéssemos detrás
do véu, dentro do Lugar Santíssimo. Isso é viver na pátria celestial, isso é
viver na luz!
Peter Malgo