sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

QUESTÃO DE LIMITES



Há muitos anos dois sitiantes limítrofes disputavam a localização da divisa. Cada um achava que o outro estava lhe roubando um pedaço de terra. Como não encontrassem solução amigável, decidiram apelar à justiça. Advogados, despesas forenses, audiências, recursos, tudo. Nesse ínte¬rim, um deles vendeu a sua propriedade, mas o comprador * era um homem crente, temente a Deus, amante da paz. Quando chegou com sua mudança, foi logo interpelado pelo vizinho litigante:
-Soube que o senhor comprou essa propriedade e quero que saiba que comprou uma briga também. É que a divisa do terreno não está bem definida e nós estamos na justiça.
-Mas nós não vamos brigar por isso - respondeu o novo proprietário. Eu concordo com o senhor. Vamos mudar a cerca para o limite que o senhor está pleiteando na justiça, e acabar com a disputa.
O vizinho ficou admirado. Como é possível tanta liberalidade? Estendeu a mão ao novo vizinho e disse:
-Se o senhor pode ficar com o prejuízo, eu também posso. Deixe a cerca no lugar em que está!
"Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" (Rm 12.18).