sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

É NECESSÁRIO PROVAR

Um gabola divertia-se numa praça pública cercada de curiosos. Tinha facilidade de linguagem, fazia questão de ressaltar sua condição de ateu, e, gratuitamente, ofendia os presentes interrogando:
-Quem quer discutir comigo? - pastor, padre, médico, advogado ou um simples crente, suba aqui!
Só um respondeu à insistência do sabichão e se dirigiu a ele. Era um senhor de trajes humildes. Nada nele demonstrava capacidade nem erudição. O orador, bazofiando, ainda tentou humilhá-lo, baseando-se em sua aparên­cia.
O desafiado subiu ao palco, sentou-se e, indiferente às provocações, tirou uma laranja de um embrulho, descas­cou-a e chupou-a...
O pregador continuou seus desaforos:
-Veio falar comigo, ou fazer um piquenique? Depois de chupar a laranja, perguntou ao desafiante:
-O senhor quer me dizer se a laranja que eu chupei es­tava doce ou azeda?
-Bem desconfiei que o senhor é meio maluco, respon­deu o orador. Foi o senhor que chupou a laranja, como quer que eu saiba se estava doce ou azeda?
Nesta altura dos acontecimentos era grande a expecta­tiva geral. Todo o auditório queria saber como terminaria aquilo.
-Justamente isso é que fala em meu favor. Se quem chupou a laranja foi eu, só eu sei se ela estava doce ou aze­da. O senhor não pode falar da experiência da salvação em Cristo se não passou por ela - continuou.
-Antes de me converter eu era um beberrão, mau espo­so, mau pai: não valia nada. Um dia experimentei a graça do Evangelho e me tornei outra criatura. Por isso posso fa­lar de ambas as coisas. Eu conheci ambas as coisas. O se­nhor só conhece o seu lado ateu. Não pode falar sobre Deus.
"Provai, e vede que o Senhor é bom: bem-aventurado o homem que nele confia" (SI 34.8).