terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Novo Ano de Renovo


“(As misericórdias do Senhor) renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.” (Lamentações 3:23)


A primeira manhã do primeiro dia do novo ano é como todas as demais manhãs. Mas, nós não pensamos assim. Gostamos de pensar na manhã do dia de ano novo como uma manhã especial, um marco, um momento para se iniciar novos projetos, acertar as coisas, começar regimes... “Nesse novo ano eu vou mudar isso e aquilo. Vou começar aquilo outro. Vou estudar mais...” dizemos. Fazemos planos e isso é maravilhoso. É mesmo bom que seja assim.


Mas, existe um problema nesse comportamento: no decorrer do ano, começamos a notar que algumas metas não estão sendo alcançadas e então desistimos e dizemos que “no ano que vem eu farei isso”. Então, postergamos por mais um ano algo que é importante. Não espere o começo de um novo ano para fazer aquilo que sabe que tem que fazer, para decidir realizar algo. Pense que cada dia é um novo dia de um novo ano, pense que cada manhã é o tempo e a oportunidade para se começar e se decidir algo.


As misericórdias do Senhor não se renovam a cada ano, mas a cada manhã. Cada manhã é o tempo oportuno para mudar.


Que o ano que se inicia seja mesmo especial, não somente pelas resoluções do primeiro dia do ano, mas pela certeza de que cada dia é um presente do Pai para decidirmos e realizarmos pequenas e grandes coisas confiados nas misericórdias do Senhor que não têm fim.


Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Conselheiro Pena (MG), 31 de dezembro de 2024


quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Remédio Para a Ansiedade


 Palavra Viva - 013


Remédio Para a Ansiedade


“Abra o seu coração e receba a Palavra Viva”.


A ansiedade é um problema grave, não é? E, nos últimos tempos, ela tem se tornado mais frequente na vida das pessoas. Ansiedade é uma preocupação intensa, uma preocupação excessiva e persistente, um medo de situações do cotidiano. A ansiedade é muito cruel porque nos faz ficar preocupados de uma maneira que nos paralisa muitas vezes. E a ansiedade nos faz sofrer, quase sempre desnecessariamente, porque nos preocupamos com aquilo que pode ser que não venha a acontecer. E, às vezes, faz com que soframos em dobro. Por quê? Porque nos preocupamos duas vezes: antes que as coisas aconteçam e, de novo, quando elas chegam. Mas, existe um remédio para ansiedade? No livro de Filipenses, no capítulo 4, versus 6 e 7 está escrito: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Sim, Cristo Jesus e um relacionamento íntimo com Ele são o remédio para a ansiedade. Você tem sofrido com ansiedade? Então, vá diante de Deus, derrame-se diante dEle. Faça a sua petição a Deus. Como? Com orações, com súplicas e com ações de graças. Nós somos bons para fazer orações pedindo. Nós somos bons para suplicar. Mas, nem sempre fazemos orações com ações de graças. Esse é o grande segredo: agradeça a Deus, mesmo quando estiver pedindo. Isso será transformador para sua vida. Quando você se achega diante de Deus, orando, clamando, pedindo com oração, com súplica e com ações de graças, o resultado é: “A paz de Deus, que é maior do que tudo, todo o entendimento, vai mudar o seu coração e a sua mente”. Sim. Uma vida derramada na presença de Jesus é um grande remédio para ansiedade. Todas as vezes em que você ficar profundamente ansioso, confie no Senhor, derrame-se diante dEle, com orações, com súplicas e, sobretudo, com ações de graça. Um coração agradecido é um coração transformado. 


“É tempo de falar com o Senhor do universo”.


Pai querido, obrigado pela tua graça que intervém inclusive nos nossos sentimentos, nas nossas emoções e na ansiedade. Tira de nós a ansiedade e ensina-nos a te buscar todo dia, cada dia, todo o momento. Quebranta-nos para buscar ao Senhor e a sua graça bendita e maravilhosa. Ensina-nos a te buscar. E que, de fato, possamos fazer isso suplicando, mas sempre com ações de graças, sempre agradecendo, porque o Senhor é o Deus maravilhoso que vai tirar a ansiedade, vai nos dar paz. Faze-nos lembrar desse remédio precioso do qual acabamos de falar agora. Em nome de Jesus, amém.


Juberto Oliveira da Rocha Júnior



terça-feira, 5 de novembro de 2024

Algumas Considerações sobre “Assim Morreu a Virgem Maria”


 Algumas Considerações sobre “Assim Morreu a Virgem Maria”


Recebi no grupo da minha família um texto cujo título é: ‘Assim Morreu a Virgem Maria’. O autor, que não assina o artigo, traz um relato que alega ser de João Damasceno (‘Tomás do Oriente’). O relato me chamou a atenção, e senti a necessidade de fazer algumas considerações. Compartilho o artigo e minhas reflexões. Espero que seja edificante para você.


Recebi e li o artigo com interesse, e fiquei considerando alguns pontos. Como se trata de uma figura cara ao cristianismo (Maria) e uma personagem bíblica importante na história da redenção, fiquei meditando sobre o caso. Espero que minhas considerações o edifiquem. Não pretendo atacar a crença de ninguém, apenas desejo nos levar à reflexão. 


Antes de continuar, é preciso fazer uma observação importante: a Bíblia é a Palavra de Deus (todo cristão verdadeiro professa isso) e deve ser nossa única regra de fé e prática. Sobre tradições, quando uma tradição concorda com a Bíblia, tal tradição é desnecessária. Quando uma tradição contraria a Bíblia, essa tradição deve ser rejeitada, pois nega a Palavra de Deus.


O texto começa assim: “Segundo São João Damasceno, Doutor da Igreja, a mãe de Deus...”


Maria é o instrumento pelo qual a Segunda Pessoa da Trindade, Jesus, veio a este mundo na forma de homem. Maria não é a mãe de Deus, pois Deus não nasceu naquele momento do parto. Jesus existe desde a eternidade; Ele é antes de todas as coisas. A Bíblia diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1:1-5). O Verbo é uma referência a Jesus, e João declara que Jesus já estava na criação com o Pai, criando todas as coisas. Maria deu à luz a natureza humana de Cristo, mas não é a mãe de Deus em um sentido amplo. Ela é a mãe de Jesus, afinal, foi ela quem o gerou quando Ele decidiu se encarnar. Se Maria fosse plenamente mãe de Jesus, Ele teria herdado a semente pecaminosa de nossos primeiros pais, Adão e Eva.


E o artigo diz ainda: “...não morreu de doença, por não ter pecado original, não tinha que receber o castigo da doença. Ela não morreu de idosa, porque não tinha que envelhecer, pois, a ela não lhe chegava o castigo do pecado dos primeiros pais: envelhecer e acabar por fraqueza”.


A Bíblia diz: “Como está escrito: ‘Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3:10-12). O apóstolo Paulo faz referência aos Salmos 14:1-3 e 53:1-3. Ele ensina que, ao contemplar a terra e a humanidade de todos os tempos, Deus não encontrou homem justo, nem um sequer. Não há qualquer menção de um homem que não tenha pecado, nem de Maria. Por esse motivo, Deus precisou se fazer homem para realizar a obra de redenção por Sua morte vicária na cruz. Não havia (não há, nem haverá) homem perfeito que pudesse morrer em nosso lugar; então, foi o Filho quem se fez carne. A genealogia de Jesus (Mt 1) está repleta de pessoas imperfeitas que Deus transformou e usou. O fato de Maria ter pecado não diminui o milagre do nascimento virginal de Jesus, nem a deidade e santidade de Cristo. Afinal, o centro das Escrituras, do universo e a razão da nossa salvação é Cristo. Tudo converge para Jesus Cristo, que realizou a obra redentora na cruz. Toda a Palavra de Deus aponta para Cristo e Sua glória.


“Ela morreu de amor. Era tanto o desejo de ir para o céu onde estava o seu filho, que esse amor a fez morrer.”


Não sei se Maria morreu de amor (a Bíblia não relata), mas sei quem morreu por muito me amar. Está escrito: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3:16-17). Cristo morreu por amor a mim e a você e diz que devemos crer nele. O maior e mais sublime ato de amor vem de Jesus Cristo. O próprio Cristo diz: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13). Ele está falando de si mesmo. Cristo morreu por pecadores, e a Bíblia não relata outro que tenha sido sem pecado. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8).


E segue o artigo: “Cerca de quatorze anos após a morte de Jesus, quando já tinha empregado todo o seu tempo em ensinar a religião do Salvador a pequenos e grandes, quando tinha consolado tantas pessoas tristes e ajudado a tantos doentes e moribundos, avisou os Apóstolos que já se aproximava a data de partir deste mundo para a eternidade”.


A Bíblia não trata da morte de Maria, de como morreu e de onde está sepultada. Há uma razão para isso: é para que o cristão não caia na armadilha de adorar a criatura em lugar do Criador, o que se constitui em ato de idolatria. O fato de Maria morrer não é motivo de surpresa. Em virtude do pecado, todos morreremos a morte física. Só não morrerão a morte física aqueles que aqui estiverem na volta de Jesus.


A mim também me parece normal que Maria tenha vivido uma vida piedosa até sua morte. Também sei que ela cuidou de seus filhos biológicos, que teve com José. A Bíblia tem várias referências a esses irmãos: Lc 8:19; Mc 3:31-35; Mt 13:55-56 (aqui temos os nomes dos irmãos do Mestre); Jo 7:3-5... Maria glorificou o Senhor vivendo uma vida normal e piedosa.


 “Os Apóstolos amavam-na como a mais bondosa de todas as mães e apressaram-se a viajar para receber dos seus lábios maternais os seus últimos conselhos e, de suas sacrossantas mãos, a sua última bênção. Foram chegando e, com lágrimas copiosas e de joelhos, beijaram essas mãos santas, que tantas vezes os tinham abençoado. Para cada um deles, teve a excelsa senhora palavras de conforto e esperança. E ali, como quem dorme no mais plácido dos sonhos, foi ela fechando santamente seus olhos. E sua alma, mil vezes abençoada, partiu para a eternidade.”


Aqui temos um relato romântico da morte de Maria, com muitas referências que dão a entender que Maria era quase uma divindade. Sobre a posição de Maria no Reino de Deus, quero deixar que ela mesma fale: “Então, disse Maria: ‘A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome’” (Lc 1:46-49). Em seu “Magnificat”, Maria declara que precisa de um Salvador; ela se declara serva. Ela compreende que não é portadora da graça, ela é agraciada, e a graça vem de Cristo.


“A notícia correu por toda a cidade, e não houve um cristão que não viesse chorar ao lado do seu corpo, como pela morte da própria mãe. Seu enterro mais parecia uma procissão da Páscoa que um funeral. Todos cantavam o ‘aleluia’, com a mais firme esperança de que agora eles tinham uma poderosa protetora no céu, para interceder por cada um dos discípulos de Jesus.”


Não há problemas em imaginarmos que tenha acontecido grande comoção dos crentes na morte de Maria. O ponto aqui é que a Bíblia diz que o único intercessor é Jesus Cristo: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1Tm 2:5-6). É o que a Bíblia diz. Para que qualquer outro fosse nosso sumo sacerdote e intercedesse por nós, ele teria que ter morrido a morte vicária e cumprido toda a lei. Só Jesus Cristo fez isso.


“No ar, sentiam-se suavíssimos, mas fortes aromas, e parecia ouvir cada um, harmonias de músicas muito macias. Mas Tomás, Apóstolo, não tinha chegado a tempo. Quando chegou, eles já tinham voltado de enterrar a mãe abençoada.”


Aqui se segue um relato que apela para nossas emoções. Há aqui uma referência ao apóstolo Tomás, que a Bíblia chama de Tomé. Essa passagem não consta na Bíblia.


“’Pedro’, — disse Tomás — ‘não podes negar-me o grande favor de poder ir ao túmulo da minha mãe amabilíssima e dar um último beijo a essas mãos santas que tantas vezes me abençoaram’. E Pedro aceitou. Foram todos para o Santo Sepulcro e, quando já estavam perto, começaram a sentir de novo, suavíssimos aromas no ambiente e músicas harmoniosas no ar. Eles abriram o sepulcro e, em vez de ver o corpo da Virgem, encontraram somente uma grande quantidade de flores muito lindas. Jesus Cristo tinha vindo. Tinha ressuscitado Sua Mãe Santíssima e a levado para o céu.

Isto é o que chamamos de Assunção da Virgem Maria”.


Não temos qualquer menção a isso na Bíblia. A Bíblia não trata da “Assunção de Maria”. Todos os livros do Novo Testamento foram escritos após a data descrita por João Damasceno. Um evento tão extraordinário não teria passado despercebido pelos apóstolos. O apóstolo João escreveu seu último livro após o ano 90 d.C., e ele não deixaria de relatar algo tão sobrenatural. Jesus afirma que só retornaria mais uma vez, e o faria para buscar os seus. Uma vinda oculta de Cristo para ressuscitar Maria seria uma contradição com o que Ele mesmo disse. Só em 1950 a ICAR fechou questão sobre o dogma da “Assunção de Maria”. O dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII em 1º de novembro. A proclamação foi feita através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. A Bíblia não fala nada sobre o caso, e a própria ICAR só define que isso é um dogma no século XX. É mais lógico compreender que Maria seguiu o caminho de todo mortal.


E o texto termina com uma pergunta: “E quem de nós, se tivesse os poderes do Filho de Deus, não teria feito o mesmo com a própria mãe?”


Se eu tivesse os poderes de Cristo, ficaria tentado a ressuscitar minha mãe, sim. Mas não sou Jesus. Não posso nivelar Jesus aos meus desejos pequenos e afetados pelo pecado. Sobre a minha lógica e a lógica de Deus, a Bíblia diz: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos” (Is 55:8-9). João Damasceno erra ao aplicar o raciocínio e as paixões humanas a Jesus. O fato de Jesus ter poder para fazer algo não quer dizer que Ele o fará. A ideia de uma assunção de Maria parece estar muito longe das Escrituras. Que ela tenha sido uma mulher extraordinária não se discute. Que não tenha pecado, tenha ascendido aos céus e seja intercessora são afirmações sem apoio nas Escrituras. A Maria devemos respeito e devemos aprender com sua história registrada na Bíblia. Adorá-la, não.


Assim como considerei com carinho o relato atribuído a João Damasceno, espero que você reflita com carinho sobre minhas considerações e seja edificado por elas.


Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Conselheiro Pena (MG), 05 de novembro de 2024


segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Poder Para Quê?


Poder Para Quê?

 

Abra o seu coração e receba a Palavra Viva.

 

Muitas pessoas pedem poder de Deus. Muitas pessoas pedem poder a Deus. Muitas pessoas pedem poderes e dons espetaculares a Deus. Mas, para quê? Qual é a razão de você pedir tudo isso? O Senhor Jesus nos prometeu poder, ele disse que nós receberíamos poder. Mas, qual a finalidade desse poder mesmo? Em At 1. 8 está escrito: “mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” Então, de fato, Jesus nos prometeu poder. Um poder maravilhoso. Um poder tremendo. E o Espírito Santo nos dá esse poder. Mas, para quê? Se você ler os versos anteriores, você vai ver que os discípulos estavam preocupados em saber quando Jesus implantaria seu Reino, quando Ele viria implantar seu Reino de justiça. E o Senhor disse: “Olha, vocês não têm que saber tempos nem épocas que o Senhor preparou para Si (At 1. 7), mas, vocês vão receber poder ao descer sobre vocês o Espírito Santo. Vocês devem estar preocupados com outra coisa”. Recebemos poder então para algo que você talvez se surpreenda. A palavra testemunha quer dizer: aquele que viu alguma coisa e está contando aos demais; aquele que está diante de alguém, ou de um tribunal, ou de uma instituição, contando aquilo que presenciou ou que viu. Enfim, testemunha é aquele que conta aquilo que presenciou. Mas, esta palavra, no seu original é martyriom e pode ser traduzida por mártir. O versículo pode ficar assim: “Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis meus mártires em Jerusalém, toda Judeia, em Samaria e até os confins da Terra”. Nós somos chamados para ser testemunhas de Jesus em todos os lugares desse mundo, ou seja, para contar o que nós vimos e recebemos de Jesus. Nós somos chamados para morrer por Jesus, se preciso for, para ser mártires dele. E, para isso, recebemos poder do Espírito Santo. Talvez, você esteja pedindo poder ao Senhor, mas você nunca tenha parado para pensar que o poder que Ele destina a nós é poder para morrermos, se necessário for; para sermos testemunhas até as últimas consequências. Nós recebemos poder para brilhar por Cristo, para compartilhar de Cristo. Não para mandar na natureza, ou nas enfermidades, ou no que quer que seja. Não mandamos em nada! O Senhor é quem manda. Nós recebemos poder para ser suas testemunhas. Que Ele nos dê graça para que sejamos testemunhas fiéis, dignas de, quem sabe, até morrer por Ele, se preciso for. E, se nesse processo, Ele quiser nos usar para, orando, ver a cura acontecer na vida de alguém, ou coisas espetaculares acontecerem para a exaltação do Nome dele, para a Glória dele, amém! Que assim seja! Que o Senhor te abençoe! Que você seja revestido de poder! Mas, que você saiba para quê recebeu o poder. E saiba para quê está pedindo poder: para ser testemunha de Jesus; para resplandecer a Glória de Jesus. Não à toa o apóstolo Paulo escreveu em Fp 4. 13: “tudo posso naquele que me fortalece”. Ele está dizendo: “eu posso passar por qualquer circunstância, boa ou ruim, naquele que me fortalece. Porque o Espírito Santo me revestiu de poder”.

 

“É tempo de falar com o Senhor do universo”.

 

Pai querido, muito obrigado pela graça do Senhor! Muito obrigado pelo teu poder! Reveste-nos mesmo de poder para viver os dias difíceis que vivemos. Mas, que queiramos, que recebamos poder para aquilo que é certo: para a Glória do Senhor. Que não queiramos poder para a Glória própria, ou simplesmente para a exibicionismo, ou para o que quer que seja. Mas, que o poder que se derrama sobre nós, vindo do Espírito Santo, seja para Glória do Senhor, para contarmos ao mundo como o senhor é bom, é maravilhoso e que só o Senhor Jesus é nosso Senhor e Salvador. Que o Senhor nos abençoe! Que a gente saiba fazer bom uso de tudo aquilo que o Senhor nos der. Nós vemos que o poder deste mundo corrompe, o poder deste mundo vicia. Mas, o poder do Senhor não faz humildes para vivermos para a Glória do Senhor. Toma-nos nas tuas mãos e abençoa-nos poderosamente. Em nome de Jesus, o nosso único Senhor e Salvador, em nome dEle nós oramos. Amém!


Juberto Oliveira da Rocha Júnior

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Cuidado com o Ciúme!

 


Palavra Viva – 011

 

Cuidado com o Ciúme!

 

“Abra o seu coração e receba a Palavra Viva”.

 

Nós sempre nos lembramos do pródigo que saiu, mas nós nos esquecemos do pródigo que ficou em casa. Em Lucas 15, nós vemos a história do filho pródigo. Aliás, Lucas 15 é o capítulo das coisas perdidas. É o capítulo da dracma (moeda) perdida, da ovelha perdida e do filho perdido. E na história desse filho que se perdeu, nós sempre damos ênfase àquele que saiu de casa e muitas vezes nos esquecemos do que ficou em casa. Bom, a gente conhece a história. O filho mais novo pediu toda a sua herança, saiu e gastou todo o seu dinheiro de uma forma dissoluta. Dissolveu tudo, acabou com tudo. E, de repente, ele descobre que era melhor ser um escravo na casa do seu pai do que ser “livre” nesse mundo. Então, ele volta para casa, confessa sua pequenez e o seu erro... e ele diz: “Pai, peguei contra o senhor e diante dos homens. Eu não sou mais digno de ser chamado seu filho. Trate-me como um dos seus servos”. O que o pai fez? Ele vai ao encontro do seu filho, o abraça e faz uma festa. O filho mais velho, que estava trabalhando, quando chega, ouve a música, ouve a festa e pergunta a um dos servos: “O que está acontecendo”? E o servo explica: “Ah, o seu irmão que estava perdido, voltou”. O filho mais velho, então, recusa-se a entrar e o pai vai ao encontro dele para produzir reconciliação. Mas, ele diz ao pai: “Há quantos anos eu te sirvo e o senhor nunca me deu um cabrito para festejar com os meus amigos! Agora, esse teu filho aí, que pediu a herança, te considerou como um morto, foi pra esse mundo, gastou tudo de modo indevido, volta e o senhor faz festa?” E a resposta do pai é algo muito maravilhoso, que está em Lucas 15. 31-32. E lá está escrito assim: “Então, lhe respondeu o pai: ‘Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado’”. O filho que ficou em casa já era o dono de tudo, mas o ciúme, o rancor, a raiva, tudo isso o deixou cego e ele não conseguia enxergar que já era dono de tudo. Ele não precisava pedir um cabrito, já era dele. Ele não precisava pedir. Tudo já era dele. Muitas vezes somos assim: deixamos de enxergar as nossas bênçãos porque estamos preocupados com o outro. Estamos ocupados com o ciúme. Estamos preocupados com o que o outro está recebendo. Tão preocupados que nem enxergamos como somos abençoados e como já temos recebido até muito mais que o outro. O filho que se perdeu volta disposto a ser servo na casa do seu pai. O filho que estava em casa se considerava um servo, quando na verdade já era dono de tudo. Nós precisamos pensar sobre isso. A história do filho pródigo é a nossa história. Nós estávamos perdidos e, em um momento, tomamos consciência da nossa condição por graça e por obra do Espírito Santo. Nós nos voltamos para o Pai e Ele nos recebe de braços abertos. Mas, com o passar do tempo, se não tomarmos cuidado, nós nos tornamos como o filho mais velho, ciumento, que não consegue enxergar as próprias bênçãos que tem e que são muito, Muito, MUITO GRANDES. Cuidado com o ciúme! O ciúme cega. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos livre dos ciúmes, da cegueira e da inveja.

 

“É tempo de falar com o Senhor do Universo”.

 

Pai querido, muito obrigado pela Tua graça! Livra-nos de ser como esse filho que ficou em casa, que já era dono de tudo e não conseguia enxergar isso. Somos tão abençoados em Jesus! Que nunca nos esqueçamos de tamanha benção. Que não fiquemos a olhar para os de fora e a desejar o que eles têm e que possamos olhar para nós mesmos. Possamos ver quão abençoados nós somos e possamos viver felizes. Pai querido, muito obrigado pela exortação do Senhor. Nós oramos no nome do senhor Jesus, amém!

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

 


Palavra Viva – 010

 

Irmãos na Fé

 

“Abra o seu coração e receba a Palavra viva”.

 

“Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados” (Mc 2. 5). É importante ter irmãos com quem compartilharmos as coisas, que sigam conosco na nossa caminhada. E aqui nós vemos um exemplo da importância de “amigos mais chegados que irmãos” (Pv 18. 24). A história é a de um paralítico que jazia na cama, mas soube que Jesus estava próximo dele. Só que ele não podia ir até lá. Porém, ele tinha amigos que sonharam e desejaram com ele a sua cura. Ele desejava ser curado. Seus amigos desejavam que ele fosse curado. E essa união foi muito importante para o desfecho dessa história. Há um sermão sobre esse texto com cinco pontos que podem ser aplicados na vida desse paralítico e dos seus amigos. São os seguintes, os amigos e o paralítico, tiveram: 1º - Visão. Eles contemplaram uma oportunidade, a oportunidade de que seu amigo fosse curado por aquele que pode curar, que é Jesus. Mais do que isso, 2º. - eles tiveram cooperação. O paralítico estava na sua cama e eles carregavam essa cama. Quatro amigos que talvez um fosse mais forte, o outro mais fraquinho. E o paralítico certamente não era levinho. Mas, eles cooperaram e conseguiram levar o seu amigo até Jesus. 3º. - Eles tiveram determinação. Nada os impediu de levar o seu amigo até Jesus. Nenhuma circunstância, nenhuma dificuldade. Eles animavam uns aos outros. “Vai dar certo. A gente vai conseguir. Vamos levar o nosso amigo àquele que pode curar, que é Jesus”. 4º. - Eles tiveram criatividade. As pessoas já estavam na porta da casa impedindo que eles entrassem. As pessoas estavam nas portas dos fundos. As pessoas já estavam nas janelas querendo ver, ouvir Jesus, chamar atenção de Jesus e era difícil chegar até Jesus. Mas, eles pensarem em algo que outros não pensaram. Muitos talvez estivessem sós na multidão, mas aquele paralítico tinha amigos. Eles tiveram uma ideia. Eles foram tomados pela criatividade e desceram o seu amigo pelo telhado da casa. Eles destamparam o telhado da casa e desceram o seu amigo justamente diante de Jesus. Então, ele chegou até Jesus. Ele chegou ao alvo. 5º. - Esses homens tiveram fé. O texto diz que Jesus “vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Os seus pecados estão perdoados”. Mas, Ele também ordenou a cura física e disse: “Levanta, toma o teu leito e anda”. E aquele homem se levantou, tomou o seu leito e andou. Aquele homem tinha amigos e esses amigos foram importantes para que ele tivesse vitória. Precisamos de amigos. Precisamos de pessoas que estejam próximas a nós. Esses amigos juntos tiveram visão, cooperação, determinação, criatividade e fé e, por causa disso, receberam o que foram buscar e receberam muito mais do que aquilo que foram buscar. O paralítico foi curado? Foi! Mas, ele recebeu algo mais importante de Jesus: ele recebeu a salvação. Jesus disse a ele “os seus pecados estão perdoados”. “Eu, o único que posso perdoar pecados, estou te perdoando”. Aquele homem foi salvo e voltou para casa curado. Ele tinha amigos, pessoas que o ajudavam. Ninguém de nós vive só. As primeiras coisas que a gente aprende quando começa a estudar sociologia são: “Ninguém é uma ilha”. De fato, ninguém é uma ilha. Nesses dias difíceis, procure seus amigos, procure seus irmãos, conte com eles, tente congregar mesmo em pequenos grupos e conserve as preciosas amizades que você tem (lembro que este devocional foi escrito em meio a pandemia de corona vírus). Elas nos ajudam muito. 

 

“É tempo de falar com o Senhor do Universo”.

 

Senhor, muito obrigado por Sua Palavra e muito obrigado pelo amor do Senhor que se derrama sobre as nossas vidas. Nós pedimos que o Senhor nos abençoe, nos tome nas tuas mãos, derrame graças sobre nós e que nunca nos faltem amigos, amigos mais chegados que irmãos. Que nunca nos faltem irmãos. Que nunca desanimemos de estar juntos, para que possamos ajudar uns aos outros. Apesar das decepções, que a gente continue junto. Porque essas decepções também são parte do nosso processo de crescimento. Que a gente congregue. Que a gente busque os amigos, mantenha as boas amizades, se achegue cada dia mais aos nossos irmãos na fé e assim sejamos muito abençoados como esse paralítico o foi. Que o Senhor nos abençoe poderosamente, nós oramos em Teu Nome, Jesus. Amém!


Juberto Oliveira da Rocha Júnior

terça-feira, 20 de agosto de 2024

O Chamado de Jesus é Simples

 


Palavra Viva - 009

 

O Chamado de Jesus é Simples

 

“Abra o coração e receba a Palavra Viva”.

 

Em Mt 9. 9, está registrado assim. “Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.”. O evangelho é simples, o homem é quem complica: eu sempre gosto de dizer. Meu querido, quando Jesus nos chama, a única coisa que devíamos fazer é recebê-lo, aceitá-lo, crer nele e segui-lo. Mateus fez exatamente isso. Ele era um coletor de impostos, mas, quando ouviu o chamado de Jesus, ele se levantou, o seguiu e a sua vida foi totalmente transformada. Em um versículo está explicado o chamado de Mateus. Mateus era um homem marginalizado pelos judeus porque ele cobrava impostos para os romanos. Os judeus então o consideravam um traidor. Mas, Jesus o chamou e ele se tornou um apóstolo. Eu não sei qual é a sua condição. Eu não sei o que você faz, mas, eu sei que, quando Jesus chama e a gente atende ao chamado, não somos mais os mesmos. Ele nos transforma. Ele nos faz novos. Ele nos dá uma nova visão. Ele nos dá um ministério e nós não somos mais as mesmas pessoas. Era o coletor de impostos, o traidor dos judeus. Mas, Jesus o chamou e ele disse sim. Ele se levantou e o seguiu e se transformou num discípulo de Cristo, transformou-se num apóstolo, transformou-se num dos 12. Um privilégio maravilhoso! Eu não sei como você está nem o que você faz. Mas, eu sei que se Jesus te chama, e se você disser sim, se você se levantar e o seguir, você não vai mais ser o mesmo. Que o Senhor nos abençoe e que entendamos que o evangelho de Jesus é simples; nós é quem o complicamos. O chamado de Jesus é simples, é se levantar e segui-lo. Depois que você responder a esse chamado, sim, haverá desafios. Mas, estes desafios você também vencerá com Jesus. Aquele que nos chama é aquele que nos capacita, nos desafia, nos fortalece para vencer os desafios. Seu nome é Jesus.

 

“É tempo de falar com o Senhor do universo”.

 

Pai querido, obrigado por tua graça e porque vemos em Mateus um chamado maravilhoso do Senhor. E vemos Mateus aceitar o teu chamado. E vemos um homem desprezado pela sociedade judaica ser transformado. Assim também acontece com a gente e assim também pode acontecer com cada um, não importando a nossa condição. Se o Senhor nos chama e atendemos a esse chamado, o Senhor muda os nossos planos, nossa vida, nossas circunstâncias. Que isso aconteça com as vidas que nos leem agora. Que a graça do Senhor se manifeste de uma maneira especial através desta palavra. Em nome do Senhor Jesus. Amém!

 

Juberto Oliveira da Rocha Júnior

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Aprendendo Com Maria

 


Palavra Viva – 008

 

Aprendendo Com Maria

 

“Abra o seu coração e receba a Palavra viva”.

 

Maria tem muito a nos ensinar, particularmente no seu cântico, o Magnificat. Ele é maravilhoso! Começa assim: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, o meu Salvador” (Lc 1. 46-47). Maria se alegrou com o cumprimento da promessa do Salvador. Ela trazia no seu ventre o Messias, o Salvador Jesus. Ela ficou feliz porque ela sabia que a humanidade precisava de um Salvador. Ela precisava de um Salvador. O cântico diz: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, o meu Salvador”. Maria precisava de um Salvador. Nós também precisamos de um Salvador. Precisamos aprender isso com ela. Nós precisamos de um Salvador e o cântico continua dizendo: “porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome” (vv. 48 e 49). Maria reconheceu a sua pequenez e a majestade do Deus verdadeiro. Maria reconheceu a sua condição e a condição do Senhor. Nós também precisamos reconhecer a nossa pequenez e a nossa dependência do nosso amado Senhor Jesus. E Maria segue cantando: “A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem” (v. 50). Maria dependia da graça e da misericórdia do senhor. Nós também dependemos. É o que o texto nos ensina. Então, queridos, que aprendamos com Maria essas preciosas e maravilhosas lições expressas no seu cântico. Maria se alegra com o Salvador, que é Jesus. Ela precisava de um Salvador. Nós também precisamos de um Salvador. Maria conhecia a sua posição de humildade, de serva. E reconhecia a posição do mestre de Senhor soberano sobre todas as coisas. Maria confiava na misericórdia e na graça do Senhor. Nós também precisamos aprender a confiar na misericórdia do Senhor. Ele sentiu a nossa miséria, a nossa pequenez e enviou seu filho. Ele é aquele que nos dá graça. Ele nos dá aquilo que nós não merecíamos. Isso é graça! Só Ele, Jesus, pode nos dar todas essas coisas. Que possamos confiar Nele, aprender com Maria e viver felizes com Jesus.

 

“É tempo de falar com o Senhor do universo”.

 

Deus-Todo-Poderoso, obrigado pelos ensinamentos de Maria. Que todos nós reconheçamos que precisamos de um Salvador e que recebamos o Senhor Jesus como nosso Senhor e Salvador. Aqueles que não o fizeram que o façam. E obrigado, porque, um dia, o Senhor me lavou dos pecados. Que reconheçamos a nossa pequenez e a grandeza do Senhor e que dependemos do Senhor. E que confiemos na graça e na misericórdia do Senhor todos os dias. Eu oro em teu nome, Jesus. Amém.

 

Juberto Oliveira da Rocha Júnior

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Quando Jesus é a Nossa Alegria


Palavra Viva – 007

 

Quando Jesus é a Nossa Alegria

 

“Abra o seu coração e receba a Palavra Viva”

 

Muitas vezes nós dizemos que Jesus é a nossa Alegria. Mas, quando exatamente ele é a nossa Alegria? Quando isso acontece? Em Jo 2. 1-12, nós aprendemos quando, de fato, Jesus é a nossa Alegria. Aqui nós estamos num casamento. Jesus foi convidado e ocorre um milagre que inaugura o ministério de Jesus. O vinho simbolizava a alegria da festa. O problema aqui é que o vinho acaba. No verso 3, nós vemos que Maria comunica isso a Jesus. Maria comunica e confia que Jesus vai fazer alguma coisa. Jesus é a nossa Alegria, mas quando Jesus é a nossa alegria?

Em primeiro lugar, quando recorremos a ele. O verso 3 diz que Maria recorre a Jesus porque ela confia que Jesus pode fazer alguma coisa. Nós precisamos aprender a recorrer a Jesus em todos os momentos, em todas as circunstâncias.

Em segundo lugar, quando confiamos nele sem reservas. O verso 5 vai nos dizer que Maria diz aos que serviam: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Quando ela conta para Jesus que o vinho estava acabando, Jesus dá uma resposta que talvez ela não tenha entendido, mas ela confiava nEle o suficiente para poder dizer aos serventes: “façam tudo o que Ele vos disser”. Então, em segundo lugar, para que Jesus seja a nossa alegria devemos confiar nEle sem reservas.

Em terceiro lugar, Ele se torna a nossa alegria quando obedecemos mesmo quando não entendemos as suas ordens. Quando obedecemos, mesmo sem entender as ordens que Ele está nos dando, somos bem-sucedidos. No verso 7, Jesus manda que encham as talhas de água, talhas grandes, vasilhas cerimoniais. O problema era vinho e, de repente, Jesus diz aos serventes: “Encham de água as talhas”. Certamente, ninguém entendeu nada. Mas, eles obedeceram e o milagre aconteceu. Então, Jesus é a nossa Alegria quando obedecemos, mesmo não entendendo as suas ordens. Se obedecemos, somos tornados alegres.

Em quarto lugar, a alegria do Senhor vem sobre nós quando cremos que Ele é Senhor de tudo, de todas as coisas. Ele é Senhor dos elementos. Ele é Senhor da natureza. Ele é Senhor da química. Ele é Senhor da física. Ele é Senhor da matéria. Ele é o Senhor da criação. Ele transformou a água em vinho. Algo impossível para os homens, algo impossível para a ciência. Mas, Ele restitui a Alegria à festa e isso acontece quando cremos que Ele é Senhor sobre todas as coisas, Senhor de todas as coisas. Isso nos faz descansar e certamente a alegria vem sobre nós.

Em quinto lugar, Jesus é a nossa Alegria quando cremos que Ele sempre faz o melhor. O verso 10 nos diz que a água que Jesus transforma em vinho se tornou o melhor vinho. O que Jesus opera nas nossas vidas é o melhor. Quando nós descansamos nessa verdade Jesus é a nossa alegria.

Em sexto lugar, quando Ele é o convidado para os eventos da nossa vida. Se Jesus for convidado para todos os eventos da nossa vida, haverá alegria nesses eventos. O verso 2 nos dá conta de que Jesus foi convidado para o casamento. Por que Ele estava ali? Porque foi convidado. O milagre aconteceu e a Alegria do casamento não acabou. A festa não pôde ser estragada. Quando convidamos Jesus para todos os eventos da nossa vida, a festa não pode ser estragada. A nossa Alegria não pode ser roubada. Ela não nos pode ser tomada porque ela não depende das circunstâncias. Ela depende simplesmente da presença de Jesus. Jesus estando presente nos basta. Convide Jesus para sua vida. Convide Jesus para o evento maravilhoso que é a vida que Ele te deu. E que o Senhor nos abençoe poderosa e ricamente.

 

“É tempo de falar com o Senhor do universo”.

 

Pai querido, obrigado pela tua graça bendita. Obrigado porque o Senhor é maravilhoso, a graça do Senhor é maravilhosa, e nós nem podemos medir. Muito obrigado! Seja convidado especial em nossa festa. Seja o convidado máximo da nossa vida. Senhor Jesus, que nós nos alegremos com a tua presença e que a graça do Senhor esteja de uma maneira maravilhosa sobre nós. Nós desejamos que o Senhor seja a nossa Alegria. Então, ajude-nos, Jesus ajude-nos a crer e a confiar. Ajude-nos a nos derramar diante do Senhor. Ajude-nos, oh, Senhor Jesus, a reconhecer que o Senhor é maravilhoso. Ajude-nos a confiarmos no Senhor sem reservas. Ajude-nos a obedecer e a crer, mesmo quando nós não entendemos as suas ordens. Ajude, Senhor! Ajude-nos a crer e a sempre lembrar que o Senhor é SENHOR sobre todas as coisas, sobre todas as circunstâncias da nossa vida. Que nunca, jamais, nos esqueçamos disso. Oh, Jesus! Ajude-nos, ajude-nos a sempre lembrar de que o Senhor faz o melhor e que o Senhor seja sempre o convidado por excelência nas nossas vidas. Nós oramos em teu nome, Jesus, amém!

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Há Esperança na Tragédia

 


Palavra Viva - 006


Há Esperança na Tragédia


“Abra o seu coração e receba a Palavra viva”.


O Senhor Deus é tão gracioso que mesmo no meio da tragédia, nós podemos encontrar Esperança. Em Gn 4. 1 está escrito: “Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do Senhor”. Esse texto é maravilhoso porque revela que Adão e Eva compreenderam a graça maravilhosa do Senhor Jesus. Veja bem: eles tinham sido criados, feitos à imagem e semelhança de Deus; moravam num lugar perfeito e maravilhoso, e, então, foram tocados pela tragédia, por escolha deles. E o que aconteceu? Aconteceu que eles pecaram, desobedeceram a Deus, como nós também desobedecemos neles e depois deles. Eles voltaram as costas para Deus. Foram expulsos do Paraíso, receberam a maldição do pecado e agora estavam vivendo na Terra. E tendo que viver em fadigas e labores, sofrendo a consequência da sua desobediência. Sim, eles estavam vivendo uma tragédia. Eles estavam vivendo uma circunstância muito difícil. Mas, então, Adão tem relações com a sua esposa, Eva. Ela fica grávida e tem um filho. E qual é a declaração de fé deles? “Adquiri um varão com o auxílio do Senhor”. Eles sabiam quem lhes havia dado um filho. O Senhor lhes havia dado um filho. Eles sabiam que era um presente de Deus, porque os filhos são “herança do senhor” (Sl 127. 3). Eles são o nosso presente precioso, a nossa recompensa preciosa, o nosso galardão. Adão e Eva sabiam que, se eles tinham um filho, era por pura graça do Senhor, e certamente eles se lembraram de Gn 3. 15, onde o Senhor promete que “da descendência da mulher viria aquele que pisaria a cabeça da serpente”.

Eva tem um filho. Eles têm a certeza de que a promessa do Senhor se cumprirá. Nem tudo está perdido. Há Esperança em meio a tragédia. Há graça em meio a desgraça. Há intervenção em meio ao caos. E, sim, os anos se sucedem, as gerações se sucedem, mas Jesus vem! Aquele que pisaria a cabeça da serpente. E, de fato, Ele muda a nossa vida e Ele muda a nossa história. Qualquer que seja a circunstância que você esteja vivendo, entenda e creia: há esperança em meio a tragédia! O Senhor Deus é o Deus da Esperança. É o Deus de graça, o Deus maravilhoso. Nunca se esqueça disso! Nunca se esqueça desta verdade: há esperança no meio da tragédia!


“É tempo de falar com o Senhor do universo”.


Pai, sim, Pai querido, louvado e bendito seja o Nome do Senhor por todas as grandes bênçãos que o Senhor tem derramado sobre as nossas vidas e os nossos corações! Obrigado por nos lembrar que, não obstante a maior tragédia, ela ainda é menor que a tua graça maravilhosa. A graça é maior do que a vida. A Sua graça é maior do que toda a circunstância triste e desagradável que possa nos cercar. E louvado seja o Nome do Senhor por essa certeza, por essa esperança maravilhosa e gloriosa! Nós louvamos e bendizemos o nome do Senhor, pedindo que o Senhor visite aquele que vive uma tragédia para que ele tenha esperança: a esperança doce e maravilhosa que jorra do Trono da Graça de Cristo Jesus. Que o Senhor nos abençoe! Nós oramos em teu nome, amado Jesus, amém!



Juberto Oliveira da Rocha Júnior

sexta-feira, 19 de julho de 2024

Seja Alegre!


Palavra Viva – 004

 

Seja Alegre!

 

“Abra o seu coração e receba a Palavra Viva”.

 

                “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos”. (Fp 4. 4)

 

                Então, nós devemos buscar a Alegria. Devemos buscar a Alegria mais do que a gente imagina. A Alegria, não é algo para a gente receber, simplesmente. A Alegria deve ser buscada. A Alegria não é algo que eu espere cair do céu, mas eu preciso buscar. O texto diz: “Alegrai-vos”! É um imperativo. É uma ordem, um mandamento. Assim, a primeira coisa que você precisa saber sobre Alegria é que buscar a Alegria não é uma opção. Buscar a Alegria é uma ordem, é um mandamento, é imprescindível. O verbo é “alegrai-vos”. Então busquem Alegria, fiquem alegres. Nós não temos outra opção além de buscar Alegria.

                Mas, quando buscar Alegria? Você deve buscar alegria sempre, quer as coisas estejam tranquilas, quer as coisas estejam turbulentas. Quer você esteja livre, ou esteja preso, você deve buscar a Alegria todos os dias, em todos os momentos. Quem falou que deve ser assim? O homem que estava preso, estava sendo condenado, julgado, mantido cativo injustamente. E, ainda assim, disse para nós buscarmos a alegria. Alegria deve ser algo que almejamos em qualquer circunstância e em qualquer situação. Porque “a Alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8. 10). Devemos buscar a alegria em todo tempo. E Paulo é enfático com relação a isso. Ele diz “outra vez eu vou repetir o mandamento: alegrem-se”. Por quê? Porque ele espera que essa seja uma marca distintiva de cada um de nós cristãos, a Alegria. Ele espera que busquemos alegria. Ela não deve ser simplesmente esperada. Alegria não deve ser simplesmente almejada. Devemos escolher estar alegres. Devemos buscar motivos de Alegria e gratidão. E, se pensarmos naquilo que Cristo fez por nós na cruz, na sua obra redentora, maravilhosa, no quão gracioso Ele É, então eu posso te dizer com toda certeza: nós temos mais motivos do que a gente imagina para sermos alegres. Mais do que qualquer um possa imaginar para vivermos alegres. Que Deus te abençoe e que você busque a Alegria! Não importando a situação que vivemos hoje, ou que viveremos, ou que tenhamos vivido, busquemos a Alegria! Em nome de Jesus!

 

“É tempo de falar com o Senhor do universo”.

 

                Querido Deus, nós clamamos ao Senhor que esta verdade entre no nosso coração e que busquemos a Alegria do Senhor todos os dias, cada dia. Que cada dia seja o dia de buscar a Tua alegria maravilhosa, tremenda. Que em nome de Jesus, o nosso amado Salvador, nós possamos nos lembrar de todos os benefícios do Senhor para conosco. Possamos nos lembrar de todas as tuas promessas, de todas as vezes em que a tua mão poderosa agiu em nossas vidas e tem agido. Então, que vivamos em Alegria. E assim seremos fortalecidos, sobretudo nesses dias. Que a alegria seja derramada sobre nós e que sejamos fortalecidos pelo Senhor, pela Tua Alegria, pela ação do Senhor em nome de Jesus, amém! 


Juberto Oliveira da Rocha Júnior

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Os Passos Para a Mudança

 


Palavra Viva – 003

 

Os Passos Para a Mudança

 

“Abra o seu coração e receba a Palavra Viva”.

 

                “Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés”. (Lc 15.17–22)

 

                Esses versículos estão incluídos na história do filho pródigo que a maioria dos cristãos conhece. Aquele filho que pediu sua herança ao seu pai, foi-se embora e gastou todo o seu dinheiro de uma maneira indevida, gastou tudo e chegou à pobreza total. Agora ele desejava comer a comida dos porcos e nem isso lhe era dado. E ele, sendo um judeu, considerava o porco um animal imundo. Agora, nem a comida desse animal imundo ele podia comer. Ele chegou a um estado deplorável. Ele jogou fora a sua herança. E agora? Como mudar essa situação? Quais os passos a se tomar?

                1º Passo para a mudança: Caia em si. Admita a sua condição. O verso 17 diz “então, caindo em si”. O que é cair em si? De repente, tem aquele estalo! Eu entendo o que estou fazendo e onde eu estou. Percebo o que está acontecendo comigo. E, no caso dele, foi assim: “Gente, quantos trabalhadores lá na casa do meu pai? E eles têm pão com fartura. E eu estou aqui morrendo de fome. É melhor ser um servo na casa do meu pai do que estar livre nesse mundo”. Ele caiu em si. É a primeira coisa que a gente tem que fazer em qualquer área da vida. Se você tem um vício, você tem que cair em si e admitir que você tem. É difícil, não é? Se você tem um problema, caia em si e admita que você tem esse problema. Se você tem uma luta, lute-a! Admitir que você tem esse problema é cair em si. E tomar ciência da sua condição é o primeiro passo para a mudança.

                2º Passo para a mudança: Tomar a decisão. O verso 18 diz que o filho resolveu mudar as coisas. Ele diz : “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai”. Eu vou me levantar, eu vou procurar o meu pai e eu vou dizer pra ele: “Pai, eu pequei muito contra o senhor, pequei contra o céu. Não sou digno de ser chamado seu filho. Eu perdi a minha herança. Eu fui embora. Eu quero ser como um dos seus trabalhadores”. Assim, ele tomou uma decisão. “É melhor procurar o meu pai e me humilhar e consertar essa situação”. Então, ele tomou ciência da sua condição. Ele caiu em si e agora ele toma uma decisão. E assim a gente tem que fazer. Você tem um vício: Toma uma decisão! Eu vou largar isso. Você tem um problema conjugal? Tome uma decisão! Eu vou resolver isso. Você tem um problema em qualquer área? Admita que você tem esse problema e diga: “Eu vou resolver isso!

                E agora? Agora vem a parte mais desafiadora e mais difícil dessa história toda: o terceiro passo.

                3º Passo: Transformar a decisão numa atitude prática. E ele o fez. Veja o verso 20: “E, levantando-se, foi para o seu pai”. E ele fez o que ele disse que iria fazer. Ele fez exatamente o que ele disse que tinha que ser feito. É difícil, às vezes, fazer. Mas, é o que a gente tem que fazer. Se você precisa de ajuda, procure ajuda! Se você precisa de apoio, procure apoio. Se você entendeu e percebe que é incapaz de resolver as coisas sozinho, admita e transforme a sua decisão numa atitude prática. A gente é muito bom em diagnosticar as coisas e a gente sabe o que tem que ser feito. Fazer é que é o grande problema! E isso envolve o quarto ponto que conclui nosso processo.

                4º Passo: Dependa da graça do Pai. Dependa do Senhor Jesus para tudo. Dependa do Deus Pai, Filho e Espírito Santo, da Trindade Santa. O verso 20 continua dizendo que “vinha ele (o filho) ainda, pela estrada, lá longe, quando seu pai o avistou, e, compadeceu”. O pai ficou compadecido, sentiu a dor de seu filho e “correndo, o abraçou e o beijou”. É possível uma mudança? É possível! É possível transformar suas decisões em atitudes práticas, porque o Deus-Todo-Poderoso e gracioso, Ele age e Ele continua a agir. Vamos transformar a condição da nossa vida. Vamos aproveitar esse tempo que estamos vivendo agora para fazer uma autoanálise, fazer um autoexame. Tomar a decisão que precisa ser tomada e transformar essa decisão em atitude prática. E confiar na graça do Senhor para isso. Nós conseguiremos! Você vai conseguir e eu também. Em nome de Jesus!

 

“É tempo de falar com o Senhor do universo”.

 

                Pai querido, muito, muito obrigado pela Tua graça e pela Tua Palavra que nos desafia. Ajuda-nos a admitir o que precisarmos admitir. Ajuda-nos a aceitarmos nossos pontos fracos, nossas fraquezas e nossos problemas. Abençoa-nos para que mudemos. Que, ao diagnosticar tudo isso, o Senhor nos dê forças para que a gente tome as decisões mais corretas, busque ajuda, clame mesmo. Mas, mais do que isso, para transformarmos essas decisões em atitudes práticas. Para isso, nós confiamos na graça do Senhor Deus. Nós confiamos na graça e na obra do Senhor Jesus. Para isso nós confiamos no Teu amor tremendo e na obra do Espírito Santo nas nossas vidas. Ajuda-nos a confiar na Tua graça e ajuda-nos a sermos mudados e transformados em nome de Jesus. Amém.


Juberto Oliveira da Rocha Júnior


terça-feira, 16 de julho de 2024

Haja luz


 Haja luz


“Abra o seu coração receba a Palavra Viva”.

 

                “Disse Deus: ‘haja luz’ e houve luz” (Gn 1. 3).

 

                Você já ficou assombrado com a ideia de não enxergar? Você já ficou assombrado no escuro? Ou seja, ficou temeroso quando estava num caminho em que não havia luz? Era noite, não havia lua e você teve medo? Isso é normal. Todos nós precisamos de luz. A luz é maravilhosa, é preciosa, é importante e, sobretudo, precisamos de luz para o nosso interior, para a nossa alma, para o nosso coração. Deus É Luz. Em Tiago 1: 17 está escrito assim: “Toda a boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”. O Senhor É Luz. Ele é a luz que não varia. Ele é a luz que não oscila. Ele é a luz verdadeira, constante, que dirige os nossos caminhos. Nós precisamos dele mais do que tudo. Precisamos de luz. Em dias sombrios, em dias incertos, em dias em que a nossa mente fica preocupada e confusa com a incerteza desse mundo, nós precisamos de luz. O Senhor Deus É Luz. Nós precisamos de luz, e Jesus é a nossa luz. João 1: 4 diz assim: “a vida estava nele e a vida era a luz dos homens”. Jesus É a Luz, Ele é a Vida. Só Ele pode trazer para nós vida de verdade. Toda a nossa vida está nas mãos dele. Quer você entenda isso ou não, quer você creia nisso ou não, toda a nossa vida está nas mãos dele. E Ele, Jesus, é a nossa luz. Só Ele pode trazer luz ao nosso coração. Nós não podemos achar o caminho sem a Luz, sem Jesus. Jesus nos deixou a Sua Palavra para que encontrássemos o Caminho que é Ele. Ele, Jesus, é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14. 6).

                Para encontrarmos o caminho, para sabermos se estamos na direção certa, Ele nos deixou a sua Palavra. E em Salmos 119: 105 diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”. Os dias podem parecer escuros, mas Jesus é a nossa luz e para que nós o encontremos, e para que andemos na luz, Ele deixou a sua Palavra, a Bíblia Sagrada, para que a gente encontre o caminho, a “porta da salvação” (Jo 10. 9).

                E depois de recebermos a luz de Jesus em nossos corações, nós somos chamados para ser luz. E no evangelho de Mateus, no capítulo 5, no verso 14, está escrito: “Vós sois a luz do mundo, não se pode esconder a cidade edificada sobre um Monte”. Nós devemos brilhar! Jesus traz luz ao mundo. Jesus é a nossa luz. Jesus nos enche da sua luz. Enche o nosso coração, da sua luz e espera que agora nós possamos brilhar para que os outros vejam Jesus e Sua Glória, a sua Luz, seu Resplendor. Vivemos dias difíceis? Vivemos, mas Jesus é a nossa luz. Ele nos aponta o caminho. Ele nos deixou a sua Palavra para que nós acertamos o caminho e Ele espera que nós sejamos os luzeiros que vão conduzir outros ao caminho certo. Esses dias são escuros, mas confie nele para iluminar a sua vida e o seu caminho. Ele, Jesus, é a luz que vinda ao mundo traz claridade. Olhe para Jesus, olhe para a sua Palavra. E aqueles que já O encontraram, seguem e tem a luz de Jesus em seu coração, que sejam luz também brilhando no meio de um mundo de trevas.

 

“É tempo de falar com o Senhor do universo”.

 

                Pai querido, obrigado, porque um dia o Senhor trouxe a existência todas as coisas, e neste dia o Senhor criou a luz. Porque o senhor não precisa, mas o Senhor criou a matéria luz para que nós pudéssemos enxergar, preparando tudo para que existíssemos. Muito obrigado, porque, apesar do pecado que traz escuridão aos nossos olhos e ao nosso coração, apesar dele, não obstante o pecado, o Senhor, com a Sua abundante graça vem na pessoa de Jesus e traz luz ao mundo, ilumina o coração de todo aquele que crê. E agora o Senhor espera que sejamos luz. Senhor, que não percamos de vista sua Luz no meio de dias tão difíceis. Que as pessoas que nos ouvem possam receber da Luz de Jesus e receber a Cristo Jesus como seu Senhor e Salvador. E que sejamos luz, sejamos luzeiro, sejamos lâmpadas a iluminar esse mundo. Que a graça do Senhor esteja sobre nós! Nós oramos em Teu Nome, Jesus, nossa luz. Porque o Senhor é a porta, porque o Senhor é a nossa salvação. Ilumina o nosso caminho. Amém!


Juberto Oliveira da Rocha Júnior

terça-feira, 2 de julho de 2024

Complexo Vitamínico do Cristão


Complexo Vitamínico do Cristão

 

Um cristão deve fazer um exame de saúde de sua espiritualidade. Um Cristão deve examinar se está faltando alguma das vitaminas do complexo vitamínico de Cristo. A lista das vitaminas é:

 

A – Amor e Alegria

B – Bondade e Benignidade

C – Comunhão e Consagração

D – Doação e Domínio Próprio

E - Esperança

F – Fé e Fidelidade

G - Gratidão

H - Humildade

I - Integridade

J - Jejum

L – Louvor e Longanimidade

M - Mansidão

N - Nobreza

O - Oração

P – Palavra e Paz

Q - Quebrantamento

R - Reconciliação

S - Santificação

T - Testemunho

U - Unção

V - Verdade

Z – Zelo

 

Faça um hemograma diário do espírito, examinando-se pela Bíblia e oração, e certifique-se de que tem todas as vitaminas de “A” a “Z”.

 

 

Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Conselheiro Pena (MG), 1º de julho de 2024

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Ordem no Caos


Palavra Viva - 001

Ordem no Caos

“Abra o seu coração e receba a Palavra Viva”

“No princípio criou Deus os céus e a Terra” (Gn 1. 1) e Deus estava no princípio ordenando todas as coisas. Ele trouxe ordem ao caos. Ele pode trazer ordem a todas as áreas da sua vida. Creia, agora as coisas parecem estar bagunçadas. A gente vive um tempo diferente, um tempo desafiador, um tempo que está nos fazendo repensar muitas coisas. Parece que tudo ficou de cabeça para baixo. Parece que tudo está um caos. Parece que tudo está revirado, mas aquele que pôs ordem em todas as coisas na criação, põe em ordem sua vida também. Deus, Ele faz com que todas as coisas no universo trabalhem em harmonia, então Ele pode trazer harmonia a sua vida também. É simples assim. É simples para Ele. O Senhor pode trazer harmonia ou organização mesmo em meio a dias tão difíceis como os que a gente tem agora. Em dias de coronavírus, em dias de pandemia, dias de más notícias. Mas a boa notícia é que o Deus verdadeiro é poderoso para trazer ordem no caos. Não somos obra do acaso. Deus cuida de todas as coisas e nada, nada acontece por acaso. Tudo tem um propósito e nós precisamos crer que, assim como tudo que Deus criou tem um propósito, tudo o que está acontecendo agora também tem um propósito. Nós não acreditamos em coincidências. Nós acreditamos na providência. Nós não acreditamos em acaso, mas acreditamos que o Deus-Todo-Poderoso governa todas as coisas. Há muita coisa bagunçada em sua vida, há muita coisa bagunçada nas nossas vidas, com certeza. Clame a quem pode organizar tudo. Clame a quem pode organizar sua casa, seu trabalho, sua vida, seu coração. Clame àquele que pode nos dar vida eterna. “Acaso para o Senhor, há coisa demasiadamente difícil”? (Gn 18. 14). Não, não há nada difícil para o nosso Senhor Jesus Cristo, creia nisso!

“E tempo de falar com o Senhor do universo”

Pai querido, Deus bondoso, obrigado pela tua graça e obrigado porque o Senhor nos lembra que é Aquele que traz ordem ao caos. No princípio, a Terra estava sem forma, vazia, mas o Senhor ordenou todas as coisas. O Senhor colocou cada coisa em seu lugar, e agora? Agora nós podemos crer que Aquele que ordenou toda a criação é Aquele que também pode trazer ordem a bagunça que pode estar acontecendo nas vidas e nos corações. Senhor abençoa cada vida, cada coração que lê isso agora, ainda que tudo pareça bagunçado, que nós possamos crer que o Senhor é o Deus que ordena, coordena e organiza todas as coisas. Que não duvidemos. Que não duvidemos de modo algum em nome de Jesus. E que o Senhor Jesus possa, de fato, organizar tudo em nossa vida, que seja assim. Em teu nome Jesus, nosso Senhor e Salvador, amém.

Juberto Oliveira da Rocha Júnior

domingo, 23 de junho de 2024

Mulheres, Amem Seus Maridos

 


Mulheres, Amem Seus Maridos

 

                Eventualmente, ouvimos coisas que não condizem com a realidade dos ensinos Bíblicos. Já ouvi (mais de uma vez) pregadores dizendo:

 

                “Deus manda o marido amar a mulher. Deus não manda a mulher amar o marido. A mulher deve ser submissa. A ordem de amor é só para o marido. Em nenhum lugar da Bíblia se diz que a mulher deve amar o marido”.

 

                Mas, isso não é verdade. Em Tito 2. 4, vemos Paulo dizendo claramente que a mulher deve amar o marido. Paulo está explicando qual deve ser a postura de cada seguimento dos crentes. O jovem pastor Tito deve pregar com fidelidade a sã doutrina (v. 1). Os homens mais velhos são orientados (v. 2). E as mulheres mais velhas são orientadas em como proceder (vv. 3-5). É nesse ponto que vemos o apóstolo exortando as mulheres a amarem seus maridos. As senhoras da Igreja devem ensinar várias coisas às moças, assim como os senhores devem ensinar aos moços. Entre as muitas coisas que as moças devem aprender está a ordem de que as recém-casadas devem aprender a amar seus maridos (v. 4). As senhoras da Igreja que amam seus maridos devem ensinar às moças a amar também. É um discipulado de amor.

 

                Maridos devem amar suas esposas “como Cristo amou a Igreja” (Ef 5. 25). E esposas devem amar seus maridos como a Igreja ama a Jesus, que cuida dela com amor sacrificial. É uma via de mão dupla. Aquela que é muito amada deve amar também. E a submissão, o estar sob a mesma missão, deve ser exercido com amor. Essa mutualidade de amor é indispensável, pois, se alguém se doa sem receber nada, chegará o dia em que não terá mais. Essa troca mútua de amor é o que mantém a alegria do relacionamento.

 

                Paulo ainda diz que as senhoras devem instruir, ensinar às moças  amarem seus maridos e filhos. Entenda que o amor deve ser aprendido e o exemplo de amor de crentes fiéis é a escola perfeita para isso. O amor deve ser aprendido porque o amor não é um sentimento. Fundamentalmente, o amor é “a determinação do coração de investir no outro”. O amor deve ser aprendido, estimulado e nutrido.

 

                Então, eu repito, conclusivamente: Mulheres, amem seus maridos!

 

 

Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Conselheiro Pena (MG), 23 de junho de 2024

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Uma Questão Crucial

 


Uma Questão Crucial


“Sabendo o que você sabe agora você poderia voltar para o lugar onde um dia você esteve”? Essa pergunta mudou os rumos da minha vida. O Deus verdadeiro fala com seus filhos de uma maneira especial e espera que ouçamos.


Aos dezesseis anos, Cristo me encontrou. E comecei a aprender coisas que eu não sabia. Entre muitas outras coisas, eu aprendi que:

1. Existe a verdade, ela é absoluta e se encontra na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, em seus 66 livros;

2. Aprendi que não posso me salvar. Minha salvação e vida eterna dependem exclusivamente da obra redentora de Cristo;

3. Nasci em pecado, sou pecador e preciso me arrepender, confessar e mudar;

4. Minhas obras são nada e não podem pagar minha dívida de pecado;

5. Não há nada em mim que me tenha feito merecedor da salvação. O Senhor me salva por Sua livre graça;

6. “Não sou salvo pelas boas obras mas para boas obras”. (Martinho Lutero);

7. Preciso me render a Cristo aceitando que Ele é meu único salvador. Sem Cristo estou condenado à perdição eterna;

8. Descobri que a frase “todos são filhos de Deus” é um engodo. Todos somos criaturas de Deus. Só nos tornamos filhos de Deus mediante Jesus. Só os que o receberam são feitos filhos de Deus;

9. Jesus Cristo é meu Senhor. Devo conhecer sua Palavra e praticá-la;

10. Igrejas não salvam, mas o salvo se une a uma Igreja comprometida com a Palavra de Deus. Se sou um Cristão devo congregar com meus irmãos e servir, trabalhar na obra de Cristo;

11. Sendo cristão de verdade, eu preciso passar pelo batismo bíblico. Tornei-me cônscio de que o batismo não salva. O batismo é o sinal e marca visível de uma aliança firmada exclusivamente com Cristo. O batismo é o sinal visível do derramar do Espírito Santo sobre minha vida. O batismo é também o ritual que declara publicamente que sou exclusivamente de Cristo agora;

12. Aprendi que Cristo me comprou com seu sangue na cruz. Sendo assim, sou exclusivamente dele. Não posso ser consagrado a mais nada e mais ninguém além de meu Mestre. Posto isso, devo abrir mão de qualquer consagração que eu tenha feito, ou que tenham feito de mim, a qualquer outro que não  seja Cristo;

13. Agora sei que o Senhor não divide sua adoração. Devo adorar somente ao Deus Trino. Devo fugir da idolatria. Hoje sei que prostrar-me ante a ícones, imagens é errado. E sei também que idolatria tem um conceito mais profundo. Qualquer coisa ou pessoa (viva ou morta) que eu coloque no lugar devido ao Senhor (o primeiro lugar) é um ídolo;

14. Aprendi que devo declarar com minha boca que Cristo é meu Senhor e Salvador. E aprendi que devo crer de todo o coração. Um cristão de verdade declara abertamente sua fé diante de qualquer homem;

15. Aprendi que o Senhor é um Deus pessoal que se relaciona comigo;

16. Aprendi que o único mediador entre Deus e os homens é Cristo. Só Ele é a ponte suprema. Só Ele merece o nome de “Sumo Pontífice”;

17. Aprendi que só Jesus morreu a morte vicária, substitutiva, que eu deveria ter morrido. Ele morreu em meu lugar para me salvar. Só Ele merece o título de “vigário”, pois morreu a morte vicária;

18. Aprendi que o único que tem poder para perdoar meus pecados e interceder por mim é Jesus. Só Jesus é o sumo sacerdote;

19. Aprendi que toda a glória deve ser dada exclusivamente a Cristo Jesus;

20. Aprendi que só a fé salva. E até essa fé salvadora é dom de Deus;

Aprendi tantas outras coisas...


Apesar de tudo o que aprendi, eu relutei em meu compromisso com Cristo no começo. Por causa da tradição, da família, da sociedade, da pressão... Eu relutei em publicamente assumir que agora eu tinha uma aliança exclusiva com Cristo. Estava postergando me submeter ao batismo bíblico e a professar publicamente minha fé.


Então, numa noite, ouvi o Espírito Santo sussurrar essa questão em meu coração: “Sabendo o que você sabe agora você poderia voltar para o lugar onde um dia você esteve”? Eu não podia mais voltar. Era impossível. Eu não era mais ignorante. Eu conhecia a verdade. Então, declarei publicamente que o Senhor firmou comigo uma aliança inquebrável. Não há como voltar! 


Hoje, escuto algumas histórias de pessoas que disseram ser de Cristo, verdadeiros cristãos, mas que retornaram aos ritualismos, paramentos espalhafatosos, idolatria e superstições. Só posso concluir  que eles não retornaram. Na verdade, eles nunca saíram de tudo isso. Não em seus corações. Nunca entenderam Cristo. Se tivessem sido libertos pela verdade, jamais deixariam a verdade pela mentira. Nunca retornariam para o deslumbrante, espalhafatoso e mortal engano. Não há volta quando se entra pelo Caminho Estreito. Aquele que pôs a mão no arado não pode mais olhar para trás.


Fica o desafio do Espírito Santo para você:

“Sabendo o que você sabe agora você poderia voltar para o lugar onde um dia você esteve”?


Juberto Oliveira da Rocha Júnior 

Governador Valadares (MG), 14 de junho de 2024