sexta-feira, 29 de abril de 2011

TAMBÉM SOU CRENTE

O padre Aníbal Pereira Reis, no interior do Estado de São Paulo, vivia sobressaltado, em profundo estado de an­gústia, na incerteza de sua salvação. Ele teve um encontro maravilhoso com Jesus através da leitura da Bíblia, e, como homem honesto que é - um bem precioso que herdou de seus antepassados - procurou não trazer problemas para os seus superiores hierárquicos. Afastou-se do catoli­cismo romano confessando o motivo e batizou-se por imersão.

Depois de convertido, ainda permaneceu alguns anos como padre, pois, segundo suas próprias palavras, queria harmonizar sua nova vida em Cristo com a permanência na Igreja Romana.

No período que antecedeu ao seu afastamento definiti­vo, muitas coisas interessantes aconteceram:

Uma moça crente casou-se com um rapaz incrédulo. De nada lhe valeram os conselhos dos pais, dos irmãos, dos amigos: Queria casar-se com o rapaz e estava encerrado o assunto.

Os primeiros meses de casados transcorreram sem mui­ta preocupação. Mas foi-se apagando a chama de sua fé, e ela foi excluída da igreja. A seguir o casamento se desmo­ronou. Pequenas brigas, e finalmente, ela, não suportando os sofrimentos, apelou para o suicídio.

Antes de morrer, no hospital, recebeu a visita do padre-crente. A moça ainda lúcida, disse-lhe:

- "Seu" vigário, não se zangue comigo, mas antes de morrer eu queria falar com um pastor.

- Minha filha, disse o padre, pode falar comigo, porque eu também sou crente. Eu já aceitei Jesus como meu Sal­vador. 

"Ninguém deita remendo de pano novo em vestido ve­lho, porque semelhante remendo rompe o vestido, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e as­sim ambos se conservam" (Mt 9.16,17).