Sexo & Cultura
No livro “Sexo e Cultura” (1934), do antropólogo Dr. J. D. Unwin, ele analisa 80 culturas e 6 civilizações. Unwin concluiu que o auge criativo de uma sociedade depende da monogamia estrita e da virgindade pré-nupcial, enquanto a liberalização sexual leva à “entropia social” e ao declínio em três gerações. É interessante ressaltar que não há indícios de que J. D. Unwin tenha sido cristão. Sua obra não sofre influência da teologia; antes, é fruto de pesquisa antropológica.
A tese central de Unwin é que existe uma correlação positiva entre a restrição sexual e a “energia” ou “realização cultural” de um povo. Ele explica que civilizações que prosperaram (como os primeiros romanos, gregos e a sociedade anglo-saxã) mantiveram regras rigorosas de castidade e monogamia absoluta. Quando uma sociedade se torna próspera e liberaliza seus costumes sexuais, ela perde sua coesão, ímpeto e propósito criativo, iniciando um colapso. O autor explica que a mudança da moralidade restritiva para a liberal resulta no declínio da cultura muito rapidamente. Unwin afirmou que a monogamia absoluta exigia igualdade legal entre homens e mulheres.
Unwin observou que sociedades que exigem castidade pré-nupcial rigorosa atingem o padrão cultural mais elevado (deístico). O autor utiliza o termo “sublimação”, de Freud e Rivers, para descrever como a energia de um instinto (como o sexual), quando impedido de se expressar diretamente, é desviada para fins socialmente valiosos e grandes realizações humanas. Unwin observa que, em sociedades historicamente vigorosas (como sumérios, babilônios, gregos e romanos), o relaxamento das regulamentações sexuais e a “emancipação” das restrições invariavelmente levaram à perda de energia social e ao declínio cultural após algumas gerações.
O Dr. Unwin descobriu, pela antropologia, o que o Senhor Deus estabeleceu desde o início dos tempos como princípios para se ter uma família forte e, consequentemente, um povo forte.
Deus deixa claro que o casamento é (só é casamento de fato) entre homem e mulher e que deve ser monogâmico. O homem se une à sua mulher, uma única esposa (Gn 2.24). Deve ser um casamento para toda a vida e sem uma terceira pessoa (Mt 19.6). É evidente que Deus espera a virgindade pré-conjugal e que o indivíduo fuja da pornografia e da imoralidade (1Co 6.18-20; 1Ts 4.3-5). A homossexualidade (em suas várias nuances inventadas por gente do nosso tempo) é também um grave fator de corrosão de nossa cultura (Rm 1.26-27). O sexo é dádiva de Deus, desde que praticado dentro de um casamento monogâmico e fiel (Hb 13.4).
Grandes nações foram construídas sobre os princípios de Deus e Sua Palavra. Hoje vemos muitas delas se deteriorando por causa do pecado do indivíduo e do “liberalismo” de suas sociedades.
Então, a Bíblia nos revela, e a antropologia confirma, o motivo da degradação de nossa nação. Todo esse pecado (liberalismo) causa o empobrecimento de nossa cultura em todas as suas áreas. O relaxamento nos princípios mais caros da Palavra de Deus (e mesmo a oposição que setores da sociedade têm exercido sobre esses princípios) tem destruído nosso povo. Promiscuidade, pornografia, adultério (relação extraconjugal), fornicação (relações antes do casamento), homossexualidade, imoralidade, lascívia, preguiça, vícios, violência… são os sintomas de uma sociedade que caminha para a morte. E a nossa sociedade tem se orgulhado desses comportamentos.
Sodoma, Gomorra, Babilônia, Grécia, Roma e muitos outros pereceram em virtude do seu liberalismo e grande pecado. Se não queremos terminar como eles, é hora de uma conversão, uma mudança de direção. É hora de nossa sociedade ouvir e atender ao que diz o Espírito: “Lembrem do quanto vocês caíram! Arrependam-se dos seus pecados e façam o que faziam no princípio. Se não se arrependerem, eu virei e tirarei o candelabro de vocês do seu lugar” (Ap 2.5).
É tempo de homens se arrependerem, famílias se consertarem, a nação se humilhar e clamarmos ao Senhor Jesus que nos ajude a mudar de direção e a nos voltarmos para o bem. É tempo de homens bons se manifestarem e lutarem pelo que é reto e justo, antes que tudo desmorone irremediavelmente. “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” (Martin Luther King Jr.).
Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

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