segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Criança Esquecida

 


Criança Esquecida

 

No dia de hoje (15/04/2026), leio estarrecido a seguinte notícia: “Uma mulher de 30 anos foi presa por abandono de incapaz nesta sexta-feira (10/4) em Governador Valadares (MG), no Vale do Rio Doce. Ela não buscou sua filha de 7 anos na escola e a menina acabou esquecida e presa em uma sala de aula, onde passou a noite toda. Segundo a ocorrência policial, a criança ficou trancada na sala após uma sessão de filmes na tarde de quinta (9/4), adormecida. A mãe disse para a polícia que percebeu a falta da menina, mas estava esperando 24 horas para chamar por socorro, pois a menina teria o costume de fugir de casa. Ela relatou aos policiais que a menina tem TDAH e que não toma remédio” (Metrópoles).

Como chegamos a isso? Há dois pontos a se considerar:

1º – A humanidade é pecadora. Nasce com uma natureza pecaminosa e isso é uma afirmação bíblica. Após o pecado, o homem se torna capaz de coisas lamentáveis. Mas, mesmo o homem sem Deus se espanta ao ver que uma mãe “esqueceu” uma filha na escola. Dificilmente uma mãe se esquece de um filho. Mas pessoas não regeneradas por Cristo podem fazer tal coisa.

2º – Os pecados estão sendo potencializados, ressaltados e até aplaudidos por promotores de ideologias “progressistas” com seus planos de poder. Se a sociedade continuar se movendo para as pautas “progressistas”, manchetes como essas tendem a se tornar mais comuns a cada dia.

O sistema que ora domina e milita pesadamente tem um projeto de poder, e esse projeto quer capturar e doutrinar as novas gerações. Por décadas estamos ouvindo que o Estado deve cuidar de nossos filhos e decidir o que eles podem aprender. As pessoas ouvem que tudo é responsabilidade do Estado. Saiba que isso não é bondade; é um plano de dominação. O Estado quer nossos filhos na creche ainda bebezinhos; quer as crianças na escola em tempo integral. Quer ditar o que nossos filhos devem aprender e como devem se comportar. Querem doutrinar nossos filhos e assumir papéis que são da família. Isso é um elaborado, paciente e maléfico plano de implantação de uma ditadura.

O sistema (Estado, mídia, “intelectuais” de universidades…) tem sistematicamente atacado a família, o cristianismo, os traços judaico-cristãos da nossa cultura, a masculinidade e as tradições para dominar. Eles criam leis que nos silenciam para impor sua filosofia. E está dando certo.

O enfraquecimento das famílias e das instituições tradicionais desemboca em vícios, prostituição, perversão, negligência no cuidado com os familiares (idosos e crianças), desrespeito às autoridades, aumento da criminalidade e fortalecimento do narcotráfico. O que há de pior está se avolumando na nossa sociedade em virtude da sede de poder de quem hoje manda no Estado.

Precisamos reagir e nos posicionar contra esse plano de dominação. O Estado não é capaz de nos dar saúde, educação formal, segurança ou saneamento básico (mesmo com os impostos abusivos e exorbitantes que cobra), e não é por falta de dinheiro; é desonestidade. E é esse Estado que quer “educar”, doutrinar, ensinar e manipular nossos filhos. As escolas se tornaram depósitos de alunos, centros de doutrinação ideológica e lugares de produção de analfabetos funcionais. Isso tem que mudar!

A Bíblia ensina que os pais devem educar os filhos (à escola cabe ministrar as disciplinas clássicas). São os pais que devem dar educação e disciplina. É na família que se aprendem boas maneiras e civilidade. São os pais que ensinam moral e bons costumes. É dos pais o papel de ensinar sobre sexualidade. É direito dos pais não permitir que doutrinem seus filhos com ideologia de gênero, apologia à prostituição e às drogas. É papel dos pais ensinar sobre fé e espiritualidade. Um professor militante não tem o direito de doutrinar em sala de aula. Cristãos de verdade devem batalhar por sua família, pelo fortalecimento das famílias tradicionais e pela restauração das famílias quebradas e que se tornaram disfuncionais por terem sido infectadas por ideologias destrutivas.

É tempo de nos posicionarmos ou veremos cada vez mais crianças esquecidas nas escolas e escolas degenerando as novas gerações. Com oração e temor, precisamos lutar, fazer barulho e nos posicionar pela verdade. Cristãos são a maioria (e, mesmo que não fossem, prezam pela Verdade) e devem se posicionar!

 

Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Sexo & Cultura

  


Sexo & Cultura


No livro “Sexo e Cultura” (1934), do antropólogo Dr. J. D. Unwin, ele analisa 80 culturas e 6 civilizações. Unwin concluiu que o auge criativo de uma sociedade depende da monogamia estrita e da virgindade pré-nupcial, enquanto a liberalização sexual leva à “entropia social” e ao declínio em três gerações. É interessante ressaltar que não há indícios de que J. D. Unwin tenha sido cristão. Sua obra não sofre influência da teologia; antes, é fruto de pesquisa antropológica.

A tese central de Unwin é que existe uma correlação positiva entre a restrição sexual e a “energia” ou “realização cultural” de um povo. Ele explica que civilizações que prosperaram (como os primeiros romanos, gregos e a sociedade anglo-saxã) mantiveram regras rigorosas de castidade e monogamia absoluta. Quando uma sociedade se torna próspera e liberaliza seus costumes sexuais, ela perde sua coesão, ímpeto e propósito criativo, iniciando um colapso. O autor explica que a mudança da moralidade restritiva para a liberal resulta no declínio da cultura muito rapidamente. Unwin afirmou que a monogamia absoluta exigia igualdade legal entre homens e mulheres.

Unwin observou que sociedades que exigem castidade pré-nupcial rigorosa atingem o padrão cultural mais elevado (deístico). O autor utiliza o termo “sublimação”, de Freud e Rivers, para descrever como a energia de um instinto (como o sexual), quando impedido de se expressar diretamente, é desviada para fins socialmente valiosos e grandes realizações humanas. Unwin observa que, em sociedades historicamente vigorosas (como sumérios, babilônios, gregos e romanos), o relaxamento das regulamentações sexuais e a “emancipação” das restrições invariavelmente levaram à perda de energia social e ao declínio cultural após algumas gerações.

O Dr. Unwin descobriu, pela antropologia, o que o Senhor Deus estabeleceu desde o início dos tempos como princípios para se ter uma família forte e, consequentemente, um povo forte.

Deus deixa claro que o casamento é (só é casamento de fato) entre homem e mulher e que deve ser monogâmico. O homem se une à sua mulher, uma única esposa (Gn 2.24). Deve ser um casamento para toda a vida e sem uma terceira pessoa (Mt 19.6). É evidente que Deus espera a virgindade pré-conjugal e que o indivíduo fuja da pornografia e da imoralidade (1Co 6.18-20; 1Ts 4.3-5). A homossexualidade (em suas várias nuances inventadas por gente do nosso tempo) é também um grave fator de corrosão de nossa cultura (Rm 1.26-27). O sexo é dádiva de Deus, desde que praticado dentro de um casamento monogâmico e fiel (Hb 13.4).

Grandes nações foram construídas sobre os princípios de Deus e Sua Palavra. Hoje vemos muitas delas se deteriorando por causa do pecado do indivíduo e do “liberalismo” de suas sociedades.

Então, a Bíblia nos revela, e a antropologia confirma, o motivo da degradação de nossa nação. Todo esse pecado (liberalismo) causa o empobrecimento de nossa cultura em todas as suas áreas. O relaxamento nos princípios mais caros da Palavra de Deus (e mesmo a oposição que setores da sociedade têm exercido sobre esses princípios) tem destruído nosso povo. Promiscuidade, pornografia, adultério (relação extraconjugal), fornicação (relações antes do casamento), homossexualidade, imoralidade, lascívia, preguiça, vícios, violência… são os sintomas de uma sociedade que caminha para a morte. E a nossa sociedade tem se orgulhado desses comportamentos.

Sodoma, Gomorra, Babilônia, Grécia, Roma e muitos outros pereceram em virtude do seu liberalismo e grande pecado. Se não queremos terminar como eles, é hora de uma conversão, uma mudança de direção. É hora de nossa sociedade ouvir e atender ao que diz o Espírito: “Lembrem do quanto vocês caíram! Arrependam-se dos seus pecados e façam o que faziam no princípio. Se não se arrependerem, eu virei e tirarei o candelabro de vocês do seu lugar” (Ap 2.5).

É tempo de homens se arrependerem, famílias se consertarem, a nação se humilhar e clamarmos ao Senhor Jesus que nos ajude a mudar de direção e a nos voltarmos para o bem. É tempo de homens bons se manifestarem e lutarem pelo que é reto e justo, antes que tudo desmorone irremediavelmente. “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” (Martin Luther King Jr.).


Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Graça


 Graça


Do ponto de vista do nosso relacionamento com Deus, graça é o favor, o amor e
o poder capacitador de Deus, concedidos gratuitamente para a salvação e a santificação,
independentemente do merecimento humano. Sim, graça é um favor que não mereço e
que Deus derrama sobre mim: favor imerecido. Só somos salvos pela graça de Deus.
 

Somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé. E nem mesmo a fé conseguimos
ter se o Senhor não no-la conceder (Ef 2.8). Não somos salvos por obras, para que
ninguém se glorie (Ef 2.9), pois toda a glória deve ser somente de Deus. A Trindade
Santa nos criou para a glória d’Ele próprio, e Cristo nos resgatou na cruz para sermos
novos e praticarmos as obras que Ele mesmo já preparou para nós (Ef 2.10). Se você
quiser apresentar suas obras para se salvar, você se perderá. Nossas obras são trapos
imundos se apresentadas como pagamento por nossa salvação (Is 64.6). Suas obras
sem Cristo são nada. Suas obras em Cristo são atos de gratidão, porque Ele o salvou
gratuitamente.
 

O evangelho nos humilha, porque nos coloca em nossa real condição de
pecadores e nos lembra que nós, em Adão, escolhemos pecar e nos afastar de Deus.
O evangelho quebra todo o nosso orgulho e nos diz que nossa salvação tem um valor
infinito, que não podemos pagar. Nós não podemos nos salvar.
 

O evangelho é a boa nova, a boa notícia, porque nos declara que Jesus Cristo
pagou o preço por nós na cruz. Ele pagou a nossa dívida de pecado, livrou-nos da
escravidão do pecado e da morte e nos comprou para si (Gl 3.13–14). Estávamos
perdidos, e Ele veio ao nosso encontro. Em nossa condição de pecadores, não
procuramos o Deus verdadeiro. E, quando procuramos Deus sendo pecadores,
buscamos um ídolo, um deus que se adeque ao nosso próprio pensamento. A boa nova
é que Cristo veio ao nosso encontro, pois estávamos perdidos, soubéssemos disso ou
não. Cristo Jesus é o nosso presente de graça.
 

A graça de Deus é suficiente para salvar o mundo inteiro, mas não salvará a todos.
A graça só é eficaz no coração daquele a quem ela é revelada pelo Espírito Santo. Um
salvo abre mão das alianças que tenha feito, ou que tenham sido feitas por ele, e firma
uma aliança somente com Cristo. Outros deuses ou entidades nada são: são ídolos, são
pó. Um salvo é aliançado somente a Cristo. Um salvo tem a Cristo como seu único
Senhor (1Co 8.6), Salvador (At 4.12), Redentor (1Tm 2.5), Intercessor (Rm 8.34),
Mediador (Hb 9.15) e Sumo Sacerdote (Hb 4.14–15) e, portanto, como o Único que pode
nos absolver e perdoar de nossos pecados.
 

Sim, Ele — Jesus — é tudo em nós e para nós. Um salvo entende que vive para
a glória de Deus e aceita isso com alegria. Um salvo se rende a Cristo e à sua graça e
nela se deleita, alegrando-se muitíssimo. Um salvo recebe o presente gratuito da
salvação e sabe que o homem que ele era já não lhe serve mais. Quem aceita o presente
da salvação de Deus é nova criatura (2Co 5.17), nasce novamente em seu espírito e,
pelo poder do Espírito, é transformado gradativamente. Não somos perfeitos;
caminhamos para a perfeição. Ainda temos falhas, mas elas estão sendo removidas pelo
poder da Palavra (as Escrituras).
 

Graça é lançar-se despreocupadamente nos braços do Pai, sabendo que Ele
proveu tudo de que precisamos para a nossa salvação. Aceite isso, viva para Ele e
alegre-se eternamente n’Ele.


Juberto Oliveira da Rocha Júnior