terça-feira, 7 de maio de 2024

Mãe... Lembranças...

 

Mãe... Lembranças...

 

Faz tempo a senhora se foi

Mas, eu me lembro da voz.

Lembro-me muito de nós.

 

Eu me lembro de lhe dar trabalho.

E do seu grande labor.

Lembro-me do seu amor.

 

Eu me lembro da sua luta

Pra que eu pudesse ver.

Como poderia esquecer?

 

Eu me lembro do toca-fitas

Com boa música em meu cantinho.

Quanto carinho!

 

Eu me lembro de sua alegria,

Das confusões que aprontava,

Das brincadeiras que armava.

 

Eu me lembro do seu carinho.

E que, às vezes, ficava brava.

Tudo porque nos amava.

 

A senhora lecionando

Na escola e APAE,

Sendo mãe e pai.

 

E os brinquedos que me deu?

Devem ter lhe apertado...

Mas, sei que fui amado.

 

Me lembro dos livros

E dos momentos de leitura.

Que boa semeadura!

 

E a senhora me ensinando palavrões,

Que suas netas nunca vão me ouvir falar:

Era uma forma de carinho singular.

 

E as histórias de suas peripécias

Que até hoje divertem a "Vieirada"...

Que saudade exagerada!

 

 

Lembro-me de quando não voltou...

E não poderia voltar mais.

De quanta falta fez e faz!

 

Hoje, lembrei de agradecer

Por meus sete primeiros anos de vida,

Por ter tido a senhora, mãe querida.

 

Juberto Oliveira da Rocha Júnior

Conselheiro Pena (MG), 07 de maio de 2024




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