terça-feira, 29 de setembro de 2015

OS SINAIS DA MORTE DE UMA IGREJA

OS SINAIS DA MORTE DE UMA IGREJA

Igrejas morrem? Como podemos saber que uma igreja está na iminência de morrer? Quais são esses sinais de morte? Vamos observar esses sinais à luz das sete igrejas da Ásia Menor. Essas igrejas estão há quase dois mil anos de nós, mas as causas que as levaram à morte são as mesmas ainda hoje.

A morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso das igrejas de Pérgamo e Tiatira, que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir à apostasia e à morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas renderam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo, abandonando a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.

A morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira tolerava imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.

A morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodiceia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nuca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.

A morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou à igreja que se lembrasse de onde tinha caído, se arrependesse e voltasse à pratica das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.

A morte de uma igreja acontece quando lhe falta perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou uma igreja morta?




Extraído do livro “Revitalizando a Igreja” de Hernandes Dias Lopes e Arival Dias Casimiro