quinta-feira, 28 de março de 2013

Nem Tudo é Sexta-Feira (2)



É preciso ficar bem claro que o Filho de Deus não morreu porque o tribunal religioso dos judeus (Sinédrio) e o governador romano (Pôncio Pilatos) o condenaram à morte.
A morte de Jesus não foi um acidente de percurso, nem um mero assassinato, nem um final trágico, nem uma derrota vergonhosa. A morte de Jesus não está envolta em mistério, não é algo inexplicável à vista de seu poder e de seus recursos.
A morte de Jesus foi voluntária, premeditada e anunciada. Embora molhada em sangue, suor e lágrimas, embora árdua e sofrida, embora extremamente dolorosa e humilhante — a morte de Jesus foi a mais cara e mais espetacular vitória de que se tem notícia. Ela tornou viável o perdão de pecados e possível a salvação de todos os que creem.
Jesus só foi preso e crucificado porque “o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.6). Daí a explicação de Paulo: “Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com Ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus.” (2 Co 5.21, NTLH.) Daí a explicação de Pedro: “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados” (1Pe 2.24, NVI). Daí também a explicação de João: “O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7). No momento exato em que Jesus entregou o espírito, por volta das 3 horas da tarde daquela sexta-feira, “o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo” (Mt 27.51). Essa cortina espessa e tricolor que separava o santuário do lugar santíssimo, também chamado Santo dos Santos, simbolizava a impossibilidade de o homem, absolutamente pecador, se aproximar de Deus,  absolutamente santo.
A morte de Jesus foi o sacrifício que abriu o caminho até Deus. Desde então, “temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos [na presença de Deus] por um novo e vivo caminho que Ele nos abriu por meio de véu, isto é, de seu corpo” (Hb 10.19, 20, NVI).


(Elben César, Nem Tudo é Sexta Feira – E-book – pp. 07 e 08, Editora Ultimato, Viçosa, MG, 2013)