segunda-feira, 19 de abril de 2010

Admiração

“A admiração é o estado dum homem que ama muito a sabedoria; sim, não há outro começo da filosofia do que este” (PLATÃO - Teeteto).

De fato, a admiração é um sentimento agradável que se apodera do homem em em face de algo belo, grandioso, incompreensível, fantástico e, por vezes, em face ao extremamente simples. O inesperado e o incontrolável também levam o homem ao estado de admiração. Admiração é busca de respostas frente a todas as circunstâncias supracitadas.
É incontestável que a admiração levou o homem a pensar, refletir, questionar, filosofar. Admiração é mesmo uma mola propulsora fantástica que alçou o homem a patamares fabulosos.
Questionar, refletir, pensar, pesquisar, explorar, buscar... são coisas próprias do homem em virtude da imagem de Deus que o próprio Criador plantou nele.
O homem cogita de coisas grandes e deseja alçar voos mais altos por sua necessidade premente de se aproximar do Criador. É o “Senso do Divino” que leva o homem a buscar respostas mesmo que esse homem seja declaradamente ateu. O “Senso do Divino” opera no homem mesmo que o homem tente negar, ou ignorar, Deus.
É inquestionável o fato de que o que moveu a humanidade não foram as respostas e sim as grandes perguntas.

“A admiração levou inicialmente como ainda agora, os homens ao filosofar... Mas, quem está em dúvida e admiração sobre uma coisa, crê não conhecê-la... Portanto, filosofa para sair da ignorância”. (ARISTÓTELES - Metafísica).



Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior – Rev. Juba
Abril de 2010