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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Mal em Bem

 


Mal em Bem

 

Na caminhada da vida passamos por tempestades e tormentas que tentam nos fazer desanimar. Isso ocorre por causa do pecado. Muitas vezes somos tentados a pensar que Deus se ausentou. Mas Ele nunca se ausenta, não o Deus verdadeiro revelado nas páginas das Escrituras. Quando olhamos para a Bíblia, somos apresentados ao Deus verdadeiro, que faz tudo convergir para o bem daqueles que o amam. Vejamos:

Adão e Eva pecaram, e a consequência do pecado é a morte. Contudo, mesmo enquanto recebiam o devido juízo, Deus os agraciou com a promessa do Messias Redentor (Gn 3.15).

Abraão, aos 89 anos, já havia perdido a esperança de ter um filho com Sara. Deus lhe deu esse filho aos 90 anos (Gn 21). As promessas de Deus são realizações garantidas.

José foi vendido por seus irmãos devido à inveja. No Egito, tornou-se escravo e foi condenado à prisão, injustamente acusado de tentar violentar a mulher de seu senhor. Na realidade, ela queria adulterar com ele, mas José se recusou. Ele poderia ter se revoltado com Deus, mas escolheu confiar. Essa certeza da soberania de Deus o sustentou, e no tempo do Senhor ele se tornou governador do Egito, sendo instrumento para salvar a muitos da fome (Gn 37-50). José cria no Deus que converte o mal em bem, e isso foi historificado em sua vida.

Daniel foi levado cativo para a Babilônia, mas sua fidelidade a Deus o elevou a um cargo de governança na Babilônia. Reis foram postos e depostos, reinos ascenderam e caíram, mas Daniel permaneceu (Dn). O que tinha tudo para ser um grande mal foi transformado em um grande bem.

Jó sofreu sem mesmo saber o porquê. Não há relatos de homem que tenha sofrido mais do que Jó (Jó). Ao fim do seu sofrimento, este homem estava ainda mais íntimo de Deus. O sofrimento pode ser a bênção que nos leva a Deus e nos enche de alegria ao fim do processo.

Em Jesus, até mesmo o maior dos males, a morte, é transformada em bênção. Quando cremos no sacrifício substitutivo, remidor e salvador de Cristo e nos rendemos à Sua Graça (esse favor que não merecemos e nem podemos pagar), a morte se torna a bênção que nos abre os portais do Céu e promove a glória de Jesus Cristo.

Ao lermos Apocalipse, percebemos que o mal causa muito desgosto neste mundo. Contudo, vemos também que o fim da história é glorioso para os que se entregaram a Cristo Jesus e lavaram suas vidas e corações no sangue do Cordeiro.

Então, compreenda uma coisa: o Deus verdadeiro é aquele que fará com que até o mal convirja para o seu bem se você crer n’Ele, se entregar, confiar e se deleitar em Sua Graça (Rm 8.28).

Alguém poderá dizer: “Mas eu sou um autêntico seguidor de Cristo e tenho passado por males”. Então, descanse e creia somente. A obra não está concluída. Quando terminar, todo o mal terá sido transformado em bem. Um verdadeiro discípulo não passa apenas pelo “vale da sombra da morte” (Sl 23). O verdadeiro e bom Pastor é quem o guia. E lembre-se: passamos pelo vale da sombra da morte, mas não ficamos nele. Passamos.

 

Juberto Oliveira da Rocha Júnior

sexta-feira, 26 de abril de 2024

“Morreu, Mas Passa Bem”


 “Morreu, Mas Passa Bem”

 

A expressão foi cunhada pelo pessoal do humorístico “Planeta Diário” na década de 80. Ela é usada quando alguém passa por situações extremas ou complicadas, mas termina bem. Também é usada em caso de falsas notícias de morte com conotação humorística sobre o acontecido.

 

Do ponto de vista da lógica, essa expressão é uma antinomia: morrer e passar bem são opostos. Ou está vivo e passa bem, ou morreu e não goza mais de saúde.

 

Mas, há um povo para o qual essa expressão faz todo o sentido, sendo motivo de alegria. Para esse povo essa declaração é, no máximo, um paradoxo, que é quando duas coisas parecem opostas, mas não são. Esse povo é capaz de se alegrar com a afirmação de que alguém morreu, mas está muito bem. Para essa parcela da população morrer é uma vantagem grande e um consolo indescritível. Esse povo somos nós, os cristãos.

 

Sabemos que a morte em si não é algo bom e desejável, pois “o salário (o resultado, o castigo) do pecado é a morte” (Romanos 6. 23). Morrer em si não é algo desejável. Mas, Jesus entra na história e paga toda a nossa dívida de pecado que temos. “Ele cancelou o registro de acusações contra nós, removendo-o e pregando-o na cruz. Desse modo, desarmou os governantes e as autoridades espirituais e os envergonhou publicamente ao vencê-los na cruz” (Colossenses 2. 14 – 15). A obra redentora de Cristo na cruz, então, traz salvação e certeza de vida eterna a todo aquele que crê em Jesus e Sua obra regeneradora, conforme registrado na Bíblia. João 3. 16 – 18 diz: “Porque Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça (não morra eternamente, inferno), mas tenha a vida eterna (o paraíso, o céu junto a Trindade). Deus enviou seu Filho ao mundo não para condenar o mundo, mas para salvá-lo por meio dele. Não há condenação alguma para quem crê nele. Mas quem não crê nele já está condenado por não crer no Filho único de Deus”. 

 

A certeza de salvação e vida eterna que habitam o verdadeiro cristão, convicção adquirida na Palavra de Deus, nos faz enxergar a morte e o pós-morte de uma nova perspectiva. Isso é tão intenso que o apóstolo Paulo pode dizer que “… para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Mas, se continuar vivo, posso trabalhar e produzir fruto para Cristo. Na verdade, não sei o que escolher. Estou dividido entre os dois desejos: quero partir e estar com Cristo, o que me seria muitíssimo melhor. Contudo, por causa de vocês, é mais importante que eu continue a viver” (Filipenses 1. 21 – 24). 

 

Pensar nas ruas de ouro, mar de cristal, na comunhão intima e eterna com a Trindade Santa, na comunhão com todos os irmãos, na paz, alegria, harmonia… em todas as coisas preparadas para os crentes verdadeiros (Apocalipse 21 e 22) nos faz poder olhar para um irmão na fé que descansou e dizer: “morreu, mas passa bem”. Quando um autêntico servo do Deus Único e Verdadeiro parte, nós podemos dizer mais do que “morreu, mas passa bem”, podemos dizer: “Morreu e está infinitamente melhor”. 

 

Juberto Oliveira da Rocha Júnior