quarta-feira, 11 de março de 2026

Pastor Pede Aumento

    


 Pastor Pede Aumento


Não é aumento salarial, como todos devem estar pensando, ao ler o título grifado acima; e sim:


  • Aumento de nossa fidelidade a Cristo - "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida." (Apocalipse 2:10);

  • Aumento de pontualidade aos cultos da Igreja - "Tudo, porém, seja feito com decência e ordem." (1 Coríntios 14:40);

  • Aumento da visão do povo de Deus - "Não havendo profecia, o povo se corrompe." (Provérbios 29:18);

  • Aumento da coragem para que aceitemos os desafios que nos cercam - "Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso!" (Josué 1:9);

  • Aumento da nossa frequência à Escola Dominical e aos Cultos - "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor" (Salmo 122. 1);

  • Aumento da sede e da fome da Palavra de Deus - "Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual..." (1 Pedro 2:2);

  • Aumento do tempo gasto em “fervente oração” - "Orai sem cessar." (1 Tessalonicenses 5:17);

  • Aumento do número de almas ganhas para Cristo - "O que ganha almas sábio é." (Provérbios 11:30);

  • Aumento da nossa participação financeira - "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade..." (2 Coríntios 9:7);

  • Aumento dos cooperadores voluntários para o trabalho do Mestre - "A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim proveitoso" (ou "para o bem comum" - 1 Coríntios 12:7);

  • Aumento do amor de uns para com os outros - "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13:35).


Você, meu irmão e minha irmã, deve participar dos esforços empreendidos para crescimento (aumento) espiritual do povo de Deus.


Autor Desconhecido – Extraído do livro “De Minas Para o Mundo”, Ulisses Horta Simões, pp. 143, 144, Belo Horizonte, MG, 2025.

Adaptado por Juberto Oliveira da Rocha Júnior

As Alcunhas que Viraram Identidade


As Alcunhas que Viraram Identidade

 

Ao longo da história, este mundo tem usado apelidos para tentar ridicularizar os cristãos. O interessante é que acabam por nos definir corretamente, ainda que o propósito seja de escárnio.

Primeiro, éramos “os do Caminho” (At 9.2). Uma maneira de os judeus identificarem os crentes (que ainda não haviam recebido o nome de cristãos). E somos mesmo os “do Caminho”. Queremos seguir o único Caminho, que é Cristo. Queremos ser achados pelo caminho falando de Cristo. Estamos a caminho da Cidade Santa.

Depois, fomos chamados “cristãos” (At 11.26). Fomos chamados cristãos com ironia. Cristão quer dizer “pequeno Cristo”, um “Cristozinho”. Era como se, em Antioquia, eles estivessem dizendo:

— “Lá vão os Cristinhos.”

— “Veja a imitação de Cristo. Olha a cópiazinha de Cristo!”

Para o mundo era uma crítica. Mas, para nós, é a exata definição do que desejamos ser: “protótipos de Cristo”, pequenos Cristos. Que definição gloriosa!

Quando Deus resolveu trazer um avivamento espiritual de retorno da Igreja à Bíblia, Ele moveu Lutero para pregar suas 95 Teses na porta da capela de Wittenberg. Os adeptos do movimento iniciado por Lutero foram chamados de “protestantes”. Era para ser uma crítica, mas define o que somos: aqueles que protestam contra erros doutrinários e posturas antibíblicas. Lutero protestou contra os erros de seu tempo, e é o que devemos fazer também.

Calvino cria que a igreja dominante em seu tempo era tão afastada das Escrituras que não podia ser reformada; uma nova Igreja devia ser criada, retornando aos conceitos da Igreja Primitiva. Seus opositores passaram a chamar os adeptos de Calvino de “reformados”. E não é exatamente o que somos? Um povo que deseja realizar uma reforma espiritual no coração das pessoas, fazendo com que a Igreja que milita nesta terra seja bíblica.

Passamos a ser chamados de “evangélicos” porque diziam que só sabíamos falar do evangelho; tudo era o evangelho. Abraçamos essa alcunha porque é isso mesmo. Somos o povo das Boas-Novas, do Evangelho. Posteriormente, os mesmos que nos apelidaram de evangélicos passaram a exigir para si o mesmo título, pois também creem no evangelho. Mas não fomos nós que nos demos esse nome; nós o recebemos com alegria.

— “Lá vão os ‘crentes’!” — num tom de extremo deboche, passaram a nos chamar de crentes. Que belo nome! Somos mesmo crentes em Jesus e em Sua Palavra. Agora, os mesmos que nos apelidaram se indignam, dizendo: “Nós também somos crentes!” Sim, só precisam definir em que creem. O Diabo também crê e treme. Com orgulho, somos crentes rendidos a Cristo Jesus. Que lindo nome nos deram!

No Brasil, antigamente nos chamavam de “Bíblias”. No Rio de Janeiro, quando alguém se converte, dizem:

— “Fulano virou Bíblia.”

Que privilégio! Esse é o nosso anseio: viver a Bíblia, personificar a Palavra, obedecer à voz do Senhor. Queremos mesmo ser “Bíblias”.

Agora nos “enlataram”, nos colocaram, a nós e às nossas famílias, “na conserva”. Que gloriosa associação! Queremos mesmo conservar os mais preciosos valores judaico-cristãos. Queremos, de fato, que nossas famílias sejam conservadas íntegras nos moldes que o Senhor as idealizou. Queremos manter os pilares antigos e preciosos da Palavra de Deus. Somos conservadores; queremos conservar e queremos ser conservados para a glória de Cristo. Que o Senhor nos dê graça para tal.

Que o mundo continue tentando nos depreciar, pois, por obra e graça do Senhor, só faz reforçar nossa identidade.

 

Juberto Oliveira da Rocha Júnior
 
(Reverendo Juba)

Família em Conserva


Família em Conserva

 

O carnaval de 2026 ficou marcado como o carnaval do escárnio à família. Por motivos políticos e ideológicos, uma “escola” de “samba” achou-se no direito de criticar a família e outros setores conservadores da sociedade. A foto de uma família conservadora (nos moldes de Deus) foi posta em uma lata de conserva, no intuito de depreciar a família. Outros setores também foram postos em latas de conserva, em fantasias de péssimo gosto e sem arte alguma. A crítica foi pobre, e o tiro saiu pela culatra. Era para ofender a família tradicional; porém, definiu-nos muito bem. Veja só: o antônimo de conservar é acabar, desaparecer, decompor, depreciar... Logo, eu quero mesmo minha família em conserva, sendo guardada das nefastas e demoníacas ideologias que atacam a família.

A tal agremiação ainda tenta se justificar, dizendo que era uma crítica à hipocrisia de muitas famílias e de outros setores. O contexto deixa claro que isso não é verdade. A proposta era mesmo depreciar a família. Existe, hoje, um esforço para desconstruir a família por parte de setores “progressistas”. Eles criticam a família, as igrejas, os bons costumes e qualquer segmento que discorde deles (até o agro, de quem todos dependemos para nos alimentarmos).

Não ignoramos que existam famílias problemáticas, mas isso se deve ao fato de que os homens abandonam o projeto original de Deus para a família, em virtude do pecado. “A família não pode falir, porque é projeto de Deus.” Quando a família é destroçada, quem faliu foi o homem (no sentido de gênero humano). Se o homem seguir o projeto de Deus, revelado na Bíblia, a família caminhará bem.

Deus criou o casamento para ser um relacionamento monogâmico (Gn 2.24). O Criador pensou a família para ser composta por um homem (marido), uma mulher (esposa) e filhos (Gn 1.28). E o projeto original de Deus é lindo. O marido é o protetor, provedor e sacerdote de sua casa. A esposa é a edificadora, aquela que está sob a mesma missão de seu marido e que é amada por ele. E os filhos são cuidados e protegidos por esses pais zelosos. Os filhos são educados pelos pais para progredirem e formarem suas famílias. É um relacionamento de amor e cuidado que representa o relacionamento amoroso e zeloso de Cristo com sua Igreja, sua noiva. O pecado da humanidade é o que arranha essa pintura e cria famílias disfuncionais e destruídas.

A sociedade moderna, orgulhosa e prepotente, prefere tentar destruir a bela instituição chamada família a admitir que se afastou de Deus, pecou e precisa se arrepender. O homem do nosso tempo precisa entender que não pode viver em função dos prazeres, não pode fugir de Deus e precisa se arrepender. Todos os ideólogos “progressistas” vão passar, mas a família permanecerá. Ela permanecerá porque é conservada pelo próprio Deus que a criou.

Minha oração é: “Conserva, Senhor, a minha família. Mantém minha família íntegra e distante dos pecados e loucuras do ‘progressismo’. Mantém minha casa na ‘conserva’ da santidade. Corrige minhas falhas e fortalece minha família. Faz forte o movimento de famílias conservadoras que amam a Tua Palavra. Em teu Nome, amado Jesus, amém!”

 

Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Crer e Ver


 

Crer e Ver 

 

Modernamente, as pessoas querem sentir. É o que sinto em meu coração que importa. Existe uma campanha em várias áreas ensinando que “se você se sente bem, então faça”. Assim sendo, as pessoas não se regem mais pela verdade, e sim pelo que sentem e querem. Isso inclui a fé. A ideia de uma maioria é: “Se eu sentir Deus, eu crerei”; “Se eu vir Deus, eu creio”; “Se Deus fizer isso que eu espero, eu terei fé nele”. E as pessoas se sentem frustradas com Deus por não sentirem, verem ou terem o que querem. 

Ocorre que, no Reino de Deus, as coisas são diferentes. Esse mundo está de ponta a cabeça por causa do pecado. O pecado entrou no mundo e o virou do avesso. Jesus deixou bem claro como as coisas funcionam no Reino de seu Pai. E ficou evidente que a eternidade é o avesso do avesso, é o avesso desse mundo. 

O apóstolo Tomé declarou que só creria na ressurreição de Cristo se tivesse provas que ele pudesse ver e tocar (João 20.24-25). Jesus aparece a ele e lhe mostra as marcas dos pregos e seu lado, que fora ferido pela espada. Após isso, Jesus é categórico com Tomé: “Você creu porque viu? Bem-aventurados são os que não viram e creram” (João 20.27-29). Jesus deixa claro que fé não é crer no que você toca ou sente. Fé é a certeza de que a Palavra de Deus é a Verdade e viver pelo que ela diz, mesmo que tudo nesse mundo diga o contrário. Essa é a verdadeira fé cristã. Essa é a fé salvadora. 

Você não prova para crer. Você crê e, então, prova. Você não vê para acreditar. Você acredita na Palavra e seus olhos são abertos. Você não prova a Deus. Mas Ele pode permitir que você seja provado. Você não sente Deus para se render a Ele. Você se rende a Ele, e o Espírito Santo vem sobre você. Você não exige nada de Deus, Ele é Deus. Você se rende à Graça e Bondade dEle. Deus não te deve nada. Você é um devedor por causa do pecado. Mas Cristo pagou por nossos pecados na cruz. Deus não tem que fazer nada que você queira para que você creia nele. Você deve se render a Ele e agradecer todos os dias pelos atos de Graça dEle. Agradeça, pois graça é um favor que não merecemos, um presente que nos é dado por pura bondade do Senhor. Deus não precisa de nenhum de nós. Ele se relaciona conosco porque quer. Deus não nos criou porque estava só. Ele não estava. A Trindade Santa se basta. Ele nos criou porque quis e se relaciona conosco por livre vontade e muita bondade. Não suprimos carências de Deus. Ele é Deus. Não tem carências. 

Então, vamos aos pontos: Primeiro – Leia a Bíblia e creia que ela é a Palavra de Deus; Em segundo lugar – Entenda que primeiro você crê, e os resultados disso são com Deus; Em terceiro lugar – Não importa o que você sente ou não, só a Verdade de Deus importa; Quarto – Não cobre de Deus, Ele é Senhor, e nós somos servos comprados por sangue, a quem Ele dá o privilégio de serem filhos, se crermos; E, por fim – Compreenda que um verdadeiro cristão não vive de sensações e emocionalismo; vivemos da Verdade absoluta da Palavra de Deus (Bíblia). 

Não viva pelo que sente. Não se guie pelo seu coração. Não passe a vida sob a ideia de que o importante é ser feliz. Se a felicidade for um fim em si mesma, você irá persegui-la por toda a vida e não será feliz. Deixe de persegui-la. Viva para a glória e satisfação dEle, e você será feliz. 

 

Corrija a Sua Rota


 

Corrija a Sua Rota 

 

Corrija a sua rota antes que você se perca irremediavelmente. Há frases populares hoje em dia que moldam os corações e mentes das pessoas. Tais frases resumem pensamentos existencialistas e antropocêntricos que levarão uma multidão à perdição eterna. Corrija a sua rota e recalibre a bússola da sua mente para retornar ao caminho certo. 

Esse mundo diz: “Siga o seu coração.” Deus diz: “O coração humano é mais enganoso que qualquer coisa e é extremamente perverso; quem sabe, de fato, o quanto é mau?” (Jeremias 17.9). Se confiar no que seu coração anseia, você vai se arruinar. 

As pessoas dizem: “Acredite em si mesmo.” A Bíblia afirma: “Confie no Senhor de todo o coração; não dependa de seu próprio entendimento.” (Provérbios 3.5). Antes de mais nada, confie no Deus verdadeiro. A real confiança em si mesmo reside em confiar totalmente no Senhor. 

Os conselhos dos “sábios” deste mundo trazem frases como: “Você é dono do seu destino.” A sabedoria de Deus afirma: “É da natureza humana fazer planos, mas o propósito do Senhor prevalecerá.” (Provérbios 19.21). O Deus verdadeiro é mais que dono da sua história — Ele escreveu sua história antes da fundação do mundo. Confie! 

Os “filósofos” contemporâneos dizem: “Seja a sua própria verdade.” Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode vir ao Pai senão por mim.” (João 14.6). Só há uma verdade: Jesus. Existe a verdade absoluta, e ela está revelada na Bíblia. Não existe a minha verdade e a sua verdade; só existe a VERDADE, que é Cristo Jesus. Renda-se e curve-se a Ele. 

A crença popular é: “Você pode ser o que quiser.” A grande verdade sai da boca de Jesus: “...sem mim, vocês não podem fazer coisa alguma.” (João 15.5). Ou você depende de Jesus em primeiro lugar, ou você não é nada. 

Uma das frases mais comuns nos tempos atuais é: “O importante é ser feliz.” Mas o Mestre diz: “Busquem, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão dadas.” (Mateus 6.33). Se você busca a felicidade mais que tudo, nunca será realmente feliz e satisfeito. Se buscar a Cristo e seu Reino, a felicidade será uma consequência natural. 

Ouve-se muito: “Ninguém pode dizer o que é certo ou errado para você.” Mas as Escrituras dizem: “Que aflição espera os que chamam o mal de bem e o bem de mal, a escuridão de luz e a luz de escuridão, o amargo de doce e o doce de amargo!” (Isaías 5.20). Sim, existe o certo e o errado. Sim, existe o bem e o mal. O relativismo te leva à crise existencial, ao caos e, por fim, ao inferno. 

“Você é o centro do seu universo”, dizem os coaches. Mas o apóstolo Paulo ensina sobre Deus: “Pois todas as coisas vêm dele, existem por meio dele e são para ele. A ele seja toda a glória para sempre! Amém.” (Romanos 11.36). Somos a coroa e glória da criação de Deus, mas não somos o centro de coisa alguma. Jesus é o centro. 

Há uma frase que acredito estar escrita na porta do inferno: “Isso não tem nada a ver.” Essa frase sugere que as ações humanas são neutras, sem relação com princípios morais ou espirituais. Na prática, essa expressão está afirmando que o que eu faço não tem nada a ver com Deus, com o certo ou errado, com o próximo — é só uma escolha pessoal. A Bíblia ensina exatamente o contrário. Tudo o que fazemos tem, sim, implicações morais, relacionais e espirituais, porque a vida humana está sempre diante de Deus (coram Deo). “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.” (Colossenses 3.23). “Portanto, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10.31). Não há área “neutra” da vida. Tudo o que fazemos comunica valores espirituais. 

Os conselhos deste mundo são caminho de morte. Os mandamentos do Senhor, registrados na Bíblia Sagrada, são caminho de vida plena e eterna — caminhos de paz. Recalcule a rota. Recalibre a bússola. Renove sua mente. Então, sua vida fará sentido, seu coração se alegrará e sua alma encontrará descanso.