quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

PERDA E VALOR





          Quinta feira passada recebemos a notícia de que minha avó havia caído e quebrado o fêmur, submeter-se-ia a uma cirurgia e colocaria platina. Então fiquei pensando que ela já esta velha e que não a teremos pôr muito mais tempo. Isso me fez acordar para o fato de que eu nunca lhe disse o quanto a amo, que sou grato pôr ela ter cuidado de mim após a morte de minha mãe e o quanto ela foi maravilhosa como educadora ( claro que ela teve falhas mas, quem de nos não as têm? No fim das contas até com suas falhas eu aprendi ).
           Ao ver as coisas que ainda não disse e fiz para minha avó me lembrei de já ter lido a seguinte frase: “Se querem me dar flores que o façam enquanto estou vivo e posso sentir o perfume delas”. Não sei quem é o autor dessa frase mas sei que concordo com ele em gênero número egral. Dou graças a Deus pôr Ele ter me acordado a tempo e vou tratar de arrumar flores para minha vovó.
          A grande verdade é que só costumamos dar valor as bênçãos preciosas que Deus nos dá quando já não as temos. Em função disso não sabemos ser gratos a Ele pelas ricas e infinitas bênçãos que Ele nos tem dado.
         


                                                     Juberto Oliveira da Rocha Júnior
                                                             7 de abril de 1998

VISEIRAS ESPIRITUAIS




          Esse fim de semana fui passear no interior e eu e minha namorada resolvemos andar a cavalo. Quando fomos colocar a cela no animal fiquei olhando para uma parte dela que me fez pensar um pouco, a viseira. A viseira é uma peça que é posta na cabeça do animal, junto aos olhos para que o cavalo não olhe para os lados. O cavalo em virtude da posição de seus olhos, que dá a ele ótima visão das laterais ( mesmo quando olham pra frente ). Tende a se desviar de seu caminho, ou do que queremos, se ver do lado algo que o chame a atenção.
          Os cavalos mau adestrado ou que são bravios precisam usar essas viseiras, caso contrario ele deixa de obedecer os comandos do cavaleiro no momento em que vê algo, ele sempre se desvia de seu caminho. Colocamos viseira no cavalo, ele perde a visão lateral e não se desvia mais de seu caminho.
          As vezes desejo que existisse uma viseira espiritual para crentes. É que fico pensando nas palavras de Paulo que disse:”Procigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” ( Fp. 3: 14 ). Já é difícil continuar para o alvo mesmo buscando a Deus e há crentes que não se deixam ensinar pelo Espírito. Para esse tipo de crentes ( que por vezes nós nos tornamos ) eu bem queria que existisse viseiras espirituais, para que todos pudessem prosseguir para o alvo sem se desviar nem pra direita nem pra esquerda.


                                                                              Juberto O. Da Rocha Jr

CASA REEDIFICADA



         
          A algum tempo atrás apareceu lá em casa um formigueiro enorme. Até que resolvêssemos acabar com as formigas elas foram construindo sua casa. Certo dia as crianças lá de casa descobriram o formigueiro e então, lá se foi a paz das formigas. Todos os dias os meninos iam lá e destruíam o formigueiro. Os meninos destruíam, as formigas reedificavam, eles destruíam, elas reedificavam. Isso se repetia continuamente e continuou até que esses dias decidimos jogar remédio no formigueiro e matar as valentes e pequenas construtoras.
          O que mexeu comigo nessa ocorrência foi constatar que um ser irracional se tornou pra mim exemplo de persistência que normalmente eu não tenho. Costumo começar as coisas e se algo destroi a obra eu tento mais umas duas vezes. Se mão dá certo ou algo impede a realização do projeto eu desisto. Daí a minha tendência ( como a de muitas outras pessoas ) é a de dizer que tal obra não é da vontade de Deus e por isso não deu certo ( ou não foi afrente ).
          O que as formigas me ensinaram foi que devo tomar cuidado antes de atribuir meus fracassos a Deus. Deus pode me fazer fracassar em uma obra porque ela não esta nos propósitos Dele e pode permitir o fracasso da obra pra que eu a recomece e aprenda algo, ou tenha minha paciência testada, ou pra que eu refaça tal obra com maior zelo pra gloria Dele...
          Persistência e cautela foi o que aprendi.




Juberto O. da Rocha Jr
28 de abril de 1998

TENDÊNCIA NATURAL





         Esse fim de semana fiquei por um tempinho observando duas crianças de aproximadamente uns dois anos brincando, Após alguns minutos ambos resolveram querer o mesmo brinquedo. A menina mordeu o menino, que por sua vez bateu com o brinquedo na cabeça da menina.
          Após separar os meninos fiquei me lembrando de minha sobrinha de dois anos e meio que faz bagunça e se esconde pra não ser castigada.
          Tudo isso me fez meditar na verdade bíblica de que nascemos em pecado e tendemos a praticar só mesmo obras más.
          Pais normais não instruem os filhos no erro. A luta deles é para criar os filhos de forma correta, contudo os filhos fazem o mal mesmo sem serem ensinados nele.
          Nossa natureza é pecaminosa. Não aprendemos o mal, ele está em nós por causa do pecado de nossos primeiros pais. Não carecemos de ensino para aprender a pecar, pecamos naturalmente. Para sermos santificados e instruídos no caminho da retidão precisamos dos doces cuidados do Pai.

Juberto O. da Rocha Jr
04 de maio de 1998  
                                                     

VASILHAS VIRADAS





          Você já observou porcos comendo? Ocorre com eles uma coisa interessante. Sempre após acabarem de comer eles viram, pisam, sujam e emporcalham a vasilha em que comeram ( por essa razão em muitas casa, na roça, afixa-se a vasilha desse animal na parede de modo que ela não pode movê-la ). Fiquei pensando na ingratidão do suíno. Após comer ele enfia o pé na vasilha, cocho ( ou será coxo ). Acho que podemos dizer que o porco é o típico bicho que “cospe no prato que comeu”.
          Pensando nesse negocio me lembrei que a bíblia compara a porcos que voltam a lama aqueles que abandonam a Deus ( 2 Pe.2:22 ). A comparação é tremenda pois tal homem volta mesmo a se chafurdar no lamaçal do pecado. Só que eu penso que seja um pouco mais que isso. Pra mim ele é como o porco que teve o gostinho do banquete de Deus e jogou o prato no chão. Tal pessoa ouviu o convite para o grande banquete e simplesmente cuspiu no prato ( Mt.22:1-14 ). É o típico porco que cuspiu no prato em que comeu. A diferença é que o porco só come lavagem, já o homem que despreza a Deus faz a opção de abandonar as finas iguarias, os doces manjares de Deus e prefere comer a lavagem que o mundo tem pra dar.
          Pensando bem. É sabido que porcos quando se acostumam com boa ração se recosam terminantemente a voltar a comer ração. Nesse caso vemos que até os porcos tem melhor gosto que os homens que se afastam de Deus,   



Juberto Oliveira da Rocha Jr
19 de maio de 1998