quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Refaça as conexões em Família

Refaça as conexões em Família

                Dois irmãos viviam harmoniosamente em duas fazendas vizinhas. Herança deixada pelos seus saudosos pais. Esses, antes de morrerem, rogaram aos filhos que os dois nunca ficassem inimigos um do outro. Afinal, eles tiveram somente os dois.
                Certo dia, por causa de uns animais que invadiram a fazenda um do outro, começou uma pequena discussão. Mas, o tom da voz foi aumentando e chegaram a gritar ofensas um para o outro. Faltou um cisquinho para uma troca de empurrões.
                Irados, deram as costas um ao outro e depois de algum tempo, não se falavam mais. Proibiram as esposas e os filhos de visitarem os parentes. Foi muito choro, pois eram duas famílias muito amigas e amavam uns aos outros.
                Proibiram os sobrinhos de mencionarem o nome dos tios dentro de casa.
                Os dias foram passando e aquelas duas famílias já não viam, nem se falavam há muitos e muitos meses.
                Um dia, um velho carpinteiro, que trabalhara para seus pais, visitou o irmão mais velho em sua fazenda, perguntando se havia algum trabalho para fazer.
                - “Olha, se você quer trabalho, faça o seguinte. Está vendo aquele riacho ali embaixo? É a divisa entre a minha fazenda e a de meu irmão. Pegue toda aquela madeira que está ao lado da casa da fazenda, e construa uma cerca bem alta. Não quero ver nem a fazenda do meu irmão, nem o vulto dele, nem a sombra, nem nada da casa dele. Faça isso e lhe pagarei bem, disse o fazendeiro com o coração cheio de rancor e de arrogância”.
                O carpinteiro aceitou o serviço, pegou as ferramentas, e foi trabalhar. O irmão mais velho então foi pra cidade resolver alguns negócios. Quando voltou à fazenda, já no final do dia, ficou estarrecido com o que viu.
O carpinteiro não havia feito cerca nenhuma, mas uma ponte que atravessava o riacho e ligava as duas fazendas.
E ele viu ainda mais surpreendido, que seu irmão mais novo estava vindo em sua direção, e cruzava a ponte de abraços abertos dizendo:
                - “Mano, depois de tudo que aconteceu entre nós, eu mal posso acreditar que você fez essa ponte só pra falar comigo! Você tem razão, tá na hora de acabar com essa briga e essa distância entre nós. Ainda bem que você foi humilde e obediente aos ensinos dos nossos queridos pais. Estou envergonhado em ter me mantido tanto tempo sem procurá-lo, sem buscar a reconciliação com você. Vamos sarar nossas famílias, nossos filhos e esposas que sempre foram amigos e por causa da nossa dureza estão distantes há tanto tempo. Venha cá, mano amado e me dê um abraço”!
                Os irmãos se abraçaram, choraram no ombro do outro e se reconciliaram.
                Foi aí que viram o velho carpinteiro já se distanciando em direção a estrada para ir embora.
                Eles gritaram:
                - “Ei seu Tonho, não vá embora, fique uns dias com a gente”!
                Mas ele respondeu:
                - “Não posso, há outras pontes a construir”.
                Jesus disse: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. (Mateus 5:9) Quantas vezes a reconciliação está a um quarto de distância, às vezes a uma cama de distância, e às vezes a distância nenhuma, porque marido e mulher estão na mesma cama, pais e filhos na mesma casa; primos, cunhados e cunhadas na mesma família.
                O que você fará para restaurar as conexões quebradas em sua família?



Jeremias Pereira da Silva

O Velho, o Menino e o Burro

O Velho, o Menino e o Burro
                Você já tentou agradar a todos? Qual foi o resultado?  Será que você conseguiu? Veja nessa história abaixo, um exemplo disso:
                No interior de Minas Gerais, terra de gente muito boa e trabalhadora, havia um pequenino sítio.
                Do que plantava naquela terra vivia uma humilde família, e também da criação de algumas galinhas e porcos, além de três cabeças de gado.
                Esquecida do mundo, aquela gente era feliz e vivia em paz, ainda que a vida não lhe fosse fácil.
                Um fiel burrico fazia parte da pequena lista de propriedades daquela família. Era um animal valente e bem disposto, em cujo lombo havia sido carregada toda a terra removida para a construção do pequeno açude, que mantinha todos vivos na época das longas estiagens.
                Com a chamada “febre da cidade grande”, quando a população campestre deixa a zona rural em busca de trabalho nos grandes centros urbanos, a família ficou reduzida a um menino, sua mãe e o avô. Os tios não apareciam havia tempo! O próprio pai da criança só às vezes mandava lembranças.
                Dinheiro, que é bom, nada.
                Quando o menino cresceu mais um pouquinho, o avô amoroso resolveu levá-lo para ser educado na escola da cidade mais próxima, que ficava um dia de viagem do sítio. Viagem a pé, diga-se de passagem, e pela estrada de chão, fique bem claro.
                O velho aprontou o burrinho e, logo de manhã cedinho, partiram os três estrada afora, o velho, o menino e o burrico. A criança ia montada no animal e o velho ia à frente, conduzindo a montaria.
                Por volta das oito horas da manhã, os três pararam em frente a uma linda fazenda, com uma cerca de mourões de jacarandá, muito bem feita, que marcava os limites da propriedade. Não longe da estrada podia-se ver a casa da sede, onde a fumacinha que saía da chaminé lembrava um café fresquinho, esquentado em cima do fogão de lenha.
                Uma grande turma de trabalhadores, homens e mulheres, espalhavam os grãos de café para secarem no espaçoso terreiro. Quando aquela gente toda viu o velho a pé e o menino em cima do burro, levantou-se um burburinho.
                Todos comentavam: “Mas que falta de consideração com o pobre velho! Nessa idade e fazendo tanto esforço! Uma criança nova como essa pode muito bem andar por si só, sem precisar ir montada no lombo de um burro. O velho sim, precisa de montaria!”.
                Um daqueles trabalhadores então gritou:
                — “Ô, menino! Respeite os mais velhos! Desça do burro e dê o lugar ao pobre velho”!
                Assim, o velho e o menino mudaram de posição: o velho montou no burro e a criança foi à frente, puxando o animal.
                Por volta das dez horas, atravessaram uma pinguela, ponte estreita, feita com o tronco de uma árvore, e pararam junto a uma porteira, em frente a um grande curral, onde os boiadeiros cuidavam do gado.
                Quando aqueles homens viram a criança abrir e fechar a porteira, enquanto o velho passava em cima do burro, comentaram:
- “Pobre criança! A coitadinha vai pela estrada a puxar o animal e a abrir as porteiras, como se fosse uma escrava daquele velho mau e preguiçoso!” Um deles gritou:
                — “Ô velho! Tem vergonha não? Tenha pena dessa pobre criança”!
                Assim, o velho deu a mão ao menino e ele, ariscamente, pulou para cima do burro. Lá se foram caminho afora, os dois em cima do burro, vagarosamente.
Às duas horas da tarde, ao fazerem a curva que contornava um morro todo plantado de milho, avistaram um arraial em festa. Um grupo de pessoas celebrava em torno de um braseiro, onde um vistoso assado enchia o ar de sabor.
                Ao verem o velho e o menino montados no burro, comentaram: “Mas que maldade com o bichinho! Dois montados em um pobre burrinho!” E gritaram:
                — “Vocês vão matar esse animal de cansaço”!
                Assim, o velho e o menino apearam e seguiram a pé pelo caminho, puxando o burrinho. Mais outro tanto de caminhada e os três chegaram, finalmente, muito cansados à cidade.
                Passando pela porta de um botequim, alguém maldosamente comentou de lá de dentro: “Olhem só! Três burros: dois na frente puxando outro pela cordinha!”
                Atravessando a cidade, atingindo enfim o portão da escola, mais alguém comentou: “O velho tá pagando promessa, sô? Se Deus lhe deu um burro, por que não monta nele? Será que não tem pena dessa criança?”
                Quando se despedia do neto, o velho comentou:
                — Meu filho, lembre da lição que Deus nos deu hoje. Quando você montava o burro, os que trabalhavam no terreiro, espalhando os grãos, não lembraram de nos oferecer um café, mas souberam te criticar. Os boiadeiros não se ofereceram para cuidar do nosso burrinho, dando-lhe água e um pouco de alimento, mas criticaram a mim.
Os festeiros não nos ofereceram um pouco do assado, ainda que fosse a hora do almoço, mas criticaram a nós dois. Por fim, chegando à cidade, na porta da escola, antes de nos receberem e nos darem boas-vindas, vindo nós de tão cansativa viagem, criticaram a todos nós, incluindo nosso pobre burrico. Prepara-te, meu filho, para a vida no mundo.
                "Você nunca deve tentar agradar a todos, se você tentar agradar a todos, acabará não agradando a ninguém".
                Conforme nos alertou o Senhor Jesus, há pessoas que sempre criticam, seja lá o que for. Ele também sofreu com isso, pois certa vez também foi vítima desse hábito das pessoas. Ele mesmo nos advertiu quanto a isso:
                “Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!” (Mateus 11.18,19)
                A nós convém agradar somente a Deus!



Autor Desconhecido – Enviado por e-mail por Mary

Igreja Reformada sempre Reformando

“Igreja Reformada sempre Reformando”

                No ano que vem, comemoramos 500 anos da Reforma Protestante. A data merece celebração e júbilo. Não fosse a Reforma e provavelmente estaríamos sem Luz na “Idade das Trevas” (Idade Média). Cremos que o Senhor levantou os reformadores para promover avivamento e trazer Sua Igreja de volta aos trilhos. A Reforma não foi um movimento de rebelião; antes, um movimento de reconstrução, de retorno a Verdade das Escrituras.
                Devemos , de todo o coração, desejar celebrar essa data especial e, mais que desejar, devemos festejar mesmo. Mas, não pode ser uma celebração repleta de discursos que evocam o passado sem conectá-lo ao presente. Os reformadores foram extremamente relevantes para sua época. Devemos comemorar sendo igualmente relevantes hoje. Não basta dizermos que os reformadores agiam assim e assado. Nós é que precisamos aprender com os princípios da Reforma e trazê-los para o nosso tempo de um modo prático, relevante e transformador.
                Um dos brados da reforma é “Igreja Reformada sempre reformando”. Não se trata de um convite a inventar modismos na Igreja. Não é o caso de criar um entretenimento novo a cada dia, ou de imaginar “novas” e “revolucionárias” maneiras de cultuar. O sentido do lema é bem outro. A Reforma foi o retorno da Igreja aos princípios Bíblicos. Então, os reformadores cunharam esse lema para dizer que a Igreja que foi reformada retornando às Escrituras deve olhar para si mesma todos os dias e se perguntar: “Ainda sou Bíblica ou tenho que retornar aos princípios Bíblicos em algum momento?”.
                Então, é tempo de celebrar! Vamos comemorar reformando-nos. Vamos nos questionar se tudo o que fazemos é bíblico. Vamos avaliar nossa trajetória e humildemente reconstruir ou redirecionar o que estiver em desconformidade com a Palavra.
                Nosso desafio há mais de dez anos tem sido: “Que cada crente traga uma nova vida a Jesus e discipule-a”. E Deus nos mostra a cada ano como estamos aquém disso e como devemos nos aperfeiçoar em tal propósito. Vamos nos tornar discipuladores.
                Em 2007, trabalhamos “A Bíblia Toda o Ano Todo”. Estudamos e lemos a Bíblia toda em um ano. Vimos como é precioso estudar a Palavra. Vamos nos aprofundar na Palavra.
                Em 2008, fizemos pesquisas e as estatísticas mostraram no que precisávamos melhorar como Igreja. As pesquisas revelaram:
·       Que pais precisavam doutrinar melhor os seus filhos;
·       Que jovens e homens precisavam ser mais simpáticos e receptivos para com os visitantes;
·        Que só 20% da Igreja se envolvia realmente nos trabalhos.
                Vamos nos envolver, acolher e trabalhar!
                Em 2009, iniciamos os G-COMs (grupos familiares de Comunhão, Oração e Multiplicação). Os grupos que funcionaram foram uma grande benção. Ficou evidente que muitos têm medo de liderar e se comprometer. É tempo de retomarmos as reuniões familiares.
                Em 2010, intensificamos os trabalhos com famílias e tínhamos o mês da família com reuniões nas casas dos crentes em maio, junho e até julho. Um pequeno vislumbre de como vivia a Igreja primitiva “partindo o pão de casa em casa”. Nesse ano, o tema foi “Restaurando e Fortalecendo a Aliança” (Jeremias 32. 40).
                Em 2011, celebramos os 50 anos de Presbiterianismo em Nova Era. Foi o ano em que mais investimos recursos financeiros. Foi o ano das muitas atividades. Foi um dos anos em que a Igreja mais cresceu.

                Em 2012, o tema foi: “Transformados por Cristo para revolucionar  o  mundo”  (At 1. 8).  Reestudamos   a Bíblia toda e fomos confrontados com a verdade de que pouco nos deixamos transformar pela Palavra.
                Em 2013, o tema foi “Lendo a Bíblia Para que a Humanidade Possa Ler a Bíblia em mim” (1Co 11.1). É assim mesmo que deve ser. Devemos ser a expressão viva das escrituras para que o mundo nos leia.
                Também tivemos nossas “Famílias lapidadas pela Graça” em 2014. Deus começou a lapidar e limpar as famílias mostrando tudo o que devia ser consertado. Um processo dolorido, muitas vezes, e que ainda está em andamento. É o Senhor nos preparando para o tão sonhado Avivamento.
                Em 2015, saímos “Semeando a Palavra e Transformando Vidas”. Então deflagramos o Projeto Semeadores e entregamos uma Bíblia em cada casa de Nova Era. Foi quando nos deparamos com a realidade de que nem todos estão prontos para dar a “cara a tapa” pelo Senhor e Sua Palavra. A Obra foi feita e agora se estende a Dionísio. Vamos semear!
                Neste ano, o tema é “Cuidado”. “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”. (1Pedro 5. 7 – NVI) e somos confrontados com o fato de que temos muito ainda a melhorar nessa área.
                Vamos comemorar aprendendo, reformando, melhorando, vivendo a Palavra, acolhendo, cuidando, repartindo, semeando... Que sejamos relevantes para nossa sociedade. Que saibamos nos comunicar e falar com coragem sobre o evangelho que transforma.
                Vamos reformar?

Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior 

Projeto Semeadores - Dionísio Divulgação 15-11-2016