sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O FERREIRO


            Havia um ferreiro que, após uma vida de excessos, resolveu consagrar sua vida a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário. Seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou:
-“É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado”.
O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, encontrou uma explicação. Eis que o ferreiro disse:
-“Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas.
Você sabe como isto é feito”? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor absurdo, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita; Uma vez apenas não é suficiente”.
O ferreiro deu uma longa pausa, pensou e continuou.
-“As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco num monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria”.
Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:
-“Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: Meu Deus, não desista, até que consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas”.
Deus quer fazer de você uma pessoa melhor... Não se preocupe com as marteladas da vida, ou as provas de fogo a que é submetido. Ele está trabalhando seu caráter.

Nota de Falecimento do Sr. Bom Senso



CARO(A) AMIGO(A),
É com muita tristeza que lhe participamos o falecimento de um amigo muito querido que se chamava BOM SENSO e que viveu muitos e muitos anos entre nós. Ninguém conhecia com precisão a sua idade porque o registro do seu nascimento foi desclassificado há muito tempo, tamanha a sua antiguidade. Mas lembramo-nos muito bem dele, principalmente pelas suas lições de vida como: «O mundo pertence àqueles que se levantam cedo»; «Não podemos esperar tudo dos outros»; Ou ainda, «O que me acontece pode ser em parte também por minha culpa»...
O BOM SENSO só vivia com regras simples e práticas como: «Não gastar mais do que se tem» e de claros princípios educativos como: «São os pais quem dão a palavra final».
Acontece que, o BOM SENSO começou a perder o chão, quando os pais passaram a atacar os professores, que acreditavam ter feito bem o seu trabalho querendo que as crianças aprendessem o respeito e as boas maneiras. Sabendo que um educador foi afastado ao repreender um aluno por comportamento inconveniente na aula, agravou-se o seu estado de saúde.
Deteriorou-se mais ainda, quando as escolas foram obrigadas a ter autorização dos responsáveis, até para um curativo no machucado de um aluno, sequer podiam informar os pais de outros perigos mais graves incorridos pela criança. Enfim, o BOM SENSO perdeu a vontade de viver quando percebeu que os ladrões e os criminosos tinham melhor tratamento do que as suas vítimas.
Também recebeu fortes golpes morais e físicos, quando a Justiça decidiu que era crime defendermo-nos de algum ladrão na nossa própria casa, enquanto a este último é dada a garantia de poder queixar-se por agressão e atentado à integridade física O BOM SENSO perdeu definitivamente toda a confiança e a vontade de viver quando soube que uma mulher, por não perceber que uma xícara de café quente iria queimar-lhe, ao derramá-lo em uma das pernas recebeu por isso, uma colossal indenização do fabricante da cafeteira elétrica.
Certamente você já reconheceu, que a morte do BOM SENSO foi precedida pelo falecimento: dos seu pais: Verdade e Confiança; da sua mulher Discrição; da sua filha Responsabilidade e do filho Juízo. Então, o BOM SENSO deixa o seu lugar para quatro falsos irmãos: «Eu conheço os meus direitos e também os adquiridos», «A culpa não é minha», «Sou uma vítima da sociedade», « Meus pais não sabem nada e cobram demais».
Claro que não haverá multidão no seu enterro, porque já não temos muitas pessoas que o conheçam bem, e poucos se darão conta de que ele partiu. Mas, se você ainda se recorda dele, caso queira reavivar a sua lembrança, previna todos os seus amigos do desaparecimento do saudoso BOM SENSO fazendo circular esta comunicação.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Caderno VIII – “Tratando de Muitas Coisas” – Estudos G-COM – Presbiteriana de Nova Era - MG



A PALAVRA NÃO VOLTA VAZIA


A PALAVRA NÃO VOLTA VAZIA
O grande desejo de um recém-convertido era pregar o Evangelho, mas não conseguia vencer a timidez. Julgava com acerto que a primeira vez é sempre difícil. Depois se­ria fácil.
Com esse pensamento, dispôs-se a fazer uma experiên­cia inédita. Penetrou numa floresta com a Bíblia na mão, leu o texto em Apocalipse 3.20, orou em voz alta e pregou. Não se preocupou com as palavras. Deixou que elas fluís­sem naturalmente, conforme é a promessa do Senhor. Quando acabou a pregação fez o apelo. Queria dar em tudo o maior cunho de autenticidade.
- Jesus está oferecendo nesta tarde uma oportunidade a quem queira aceitá-lo. Quem quiser dê um sinal, levan­tando o seu braço.
Repentinamente surge, de entre as árvores, com os bra­ços levantados, chorando, um criminoso foragido da cadeia local. Estava escondido e ouviu a pregação. Confessou:
- Eu aceito Jesus como meu Salvador. Eu aceito Jesus!
"Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e bro­tar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naqui­lo para que a enviei" (Is 55.10,11).